quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Amar como Jesus amou

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Dias atrás ao sair de um restaurante me aborreci com um morador de rua que pediu "ajuda para comer", não pelo fato dele me pedir ajuda, mas sim por eu de bom grado ter retornado ao restaurante para lhe comprar uma marmita, primeiro o rapaz sumiu no meio da multidão enquanto eu providenciava a comida evidenciando assim que na verdade ele queria mesmo era dinheiro e não comida, depois porque quando eu o alcancei instantes depois de lhe entregar o alimento vi ele abandonar a comida comprada com carinho sem sequer olhar o que tinha dentro. 

Fiquei bem nervoso (pra ser sincero fui tomado pela ira), corri atrás daquele rapaz e lhe dei um sermão, explicando exaltado que na atual situação do país ele ter esse tipo de atitude prejudica pessoas que realmente precisam e que deixarão de ser ajudadas por conta de pessoas ele... Fui áspero com ele e não me orgulho disso, logo veio o arrependimento. 

Depois me peguei a pensar: como "naquele dia" seremos cobrados por não ter dado de comer a quem tem fome se nem todos que pedem por comida estão com fome? Se alguns não querem comida, na verdade só querem o dinheiro para comprar bebida ou droga? Ou então, se apenas querem ganhar dinheiro fácil? Afinal, é muito mais fácil pedir do que trabalhar para ganhar dinheiro.

A resposta veio instantes depois, quando eu já tinha relatado o ocorrido no Facebook e algumas pessoas já tinham curtido e até comentado a postagem, entre elas alguns cristãos.

O grande problema é que apesar de todos os ensinamentos de Jesus se resumirem num único ensinamento, que é: amar aos outros como amamos a nós mesmos (Marcos 12:31), nós não somos capazes de amar aos outros como Jesus nos amou e ainda nos ama.

Nossa personalidade, nossas mágoas, nossa carne, nossa natureza, a situação política-social-econômica do país e do mundo, o capiroto, nossa bagagem de vida, tudo isso influencia a maneira como amamos ao próximo e nos impede de amar como Jesus nos amou e ainda nos ama.

O amor de Deus por nós é ilimitado, assim como aquele morador de rua que relatei acima não merecia o prato de comida que dei nós míseros pecadores (todos, sem exceção) não merecíamos e não merecemos o amor ilimitado de Deus por nós, amor este que lhe fez entregar o seu Filho em sacrifício na cruz para a justificação dos nossos pecados (Romanos 8:31-32).

Quem sou eu para acusar e julgar a conduta daquele homem que me abordou na saída do restaurante? ... Eu não sou ninguém, eu sou um nada, pois, é o próprio Jesus que intercede por aquele ele, por mim, e você também (Romanos 8:33-34).

E apesar de tudo o que somos, tudo o que fazemos e vivemos o amor de Jesus por nós permanece inabalável, nada é capaz de nos separar do amor de Cristo, ainda que não sejamos capazes de fazer o mesmo pelo próximo, ou seja, amar como Cristo amou e ainda nos ama (Romanos 8:35-39).

Não somos capazes de compreender o amor de Jesus em sua plenitude, largura, altura e profundidade, por isso, não somos capazes de sempre agir com amor (Efésios 3:17-19), assim como eu não fui capaz de agir com amor com aquele morador de rua. Para viver o amor de Jesus, devemos conhecer o amor de Jesus e ter nossa fé alicerçado neste fundamento, falar é fácil, estou falando aqui, qualquer pessoa que afirme ser cristã fala, o pastor fala... Mas fazer sei que não é, se fosse estaríamos todos amando ao próximo como ensinou Jesus, ou seja, praticando e não apenas falando. 

Que estejamos sempre aptos a receber o amor de Deus por meio do Espírito Santo que habita em nós (Romanos 5:5) e que assim possamos cooperar para um mundo com mais amor através daquilo que aprendemos por meio das pregações e ações de Jesus (Filipenses 4:8-9).

Talvez aquele morador de rua não mereça a marmita que lhe comprei e está tudo certo, pois, eu também não merecia/mereço o amor de Deus por mim, eu não mereço o que Jesus fez por mim na cruz, e que este ocorrido desperte em mim e me motive a tentar amar como Jesus amou e ainda nos ama, ou seja, sem acusações e julgamentos independente de quem seja ou o que a pessoa estiver fazendo.

Ah, essa situação não me mostrou apenas que não sou capaz de amar como Jesus amou, serviu também para mostrar que como professo a fé Deus eu preciso buscar o dom da paciência, pois, me deixei tomar pela ira e agi como jamais Jesus agiu ou agiria. 

Enfim, que mesmo sem haver merecimento em mim que Deus me conceda o perdão que naquele instante não fui capaz de conceder a aquele homem que me pediu ajudar para comer sem estar com fome.

Fiquem na paz do bom Deus!

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