sábado, 17 de dezembro de 2016

A árvore e o ramo

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O testemunho de Louis Francescon, um dos fundadores da Congregação Cristã no Brasil, intitulado "Resumo de uma ramificação da Obra de Deus, pelo Espírito Santo, no século atual", publicado em 1942, em Chicago, e traduzido pela igreja brasileira, é uma das poucas publicações que são próprias da denominação, e que assim como hinário, também é disponibilizada aos membros.

Ao que se sabe, pelo menos até o ano de 1958, quando a publicação estava em sua terceira edição, o título original foi mantido. Não sei precisar exatamente quando houve a alteração do título, mas fato é que a publicação de 2002 tem o título "Histórico da Obra de de Deus, revelada pelo Espirito Santo no século passado"

Vale lembrar que no ano de 1961, na assembleia anual de ensinamentos, foi revogado o ensinamento de Franscescon que foi dado em 1932, em que consultado sobre o tema, ele orientou a igreja brasileira a reconhecer o batismo realizado por imersão por outras igrejas protestantes, e que além de respeitar essas igrejas, elas deveriam ser tidas como irmãs. O seu ensinamento estava alinhado com suas atitudes, vale lembrar que ele fez parte do movimento pentecostal da rua Azuza, do qual também participava Gunnar Vingren, fundador da Assembléia de Deus no Brasil, com quem o fundador da CCB duas décadas antes do ensinamento manteve relacionamento amistoso, onde eles chegaram a compartilhar testemunhos sobre o progresso da Obra no país.  

Fato é que o título da publicação do testemunho de Francescon foi alterado, e é uma alteração significativa, e já há tempos isso alimenta discussões entre os membros da denominação que procuram conhecer a história da sua igreja. Ainda a pouco, vi uma dessas discussões sobre o assunto, o que me motivou a refletir sobre o tema e escrever esta postagem.

Como certa vez bem escreveu o Hélio, a alteração mostra o ramo que virou árvore. E é sobre a árvore e o ramo que vou discorrer nesta postagem.


A ÁRVORE E O RAMO


As árvores são como qualquer ser vivo, elas nascem, crescem, se reproduzem e depois morrem. 

Existe diferença entre ser uma árvore ou ser um simples ramo dela. A árvore é formada pela raiz, pelo tronco, pelos ramos e pela folhas. Todas as partes da árvore, sem exceção, são fundamentais para sua existência, cada uma tem sua função especifica, nenhuma se sobrepõe.  

A raiz é responsável por extrair do solo a água e os nutrientes, o tronco é responsável sustentar a árvore e também conduzir os nutrientes e a água por toda a planta, os ramos são responsáveis por abrigar as folhas que são responsáveis pela realização da fotossíntese e também as flores e os frutos que são responsáveis pela reprodução da planta.
       
O tempo de vida de uma árvore depende da sua espécie, algumas vivem apenas algumas décadas, enquanto outras podem viver mais de 3000 anos. Elas também crescem em ritmo diferente, enquanto no Brasil o Eucalipto leva cerca de 6 anos para atingir o tamanho ideal para ser colhida para a ser utilizada na fabricação de papel ou transformada em móveis, nos Estados Unidos ou na Europa o Pinus demora 35 anos para a árvore poder ser utilizada para a mesma finalidade.

Quase 95% das sementes produzidas por uma árvore morrem antes de germinar, das que germinam apenas 5% sobrevivem por mais de um ano. Inúmeros fatores provocam a morte dessas árvores, como por exemplo a falta de água, o solo pobre, o vento forte, a mudança brusca de temperatura.

A sabedoria é a "árvore de vida para os que a alcançam, e felizes são todos os que a retêm" (Provérbios 3:18), é verdade que existe uma variedade grande de árvores, mas no jardim de Deus elas não são rivais (Ezequiel 31:8).

Existem árvores cujo os frutos são comestíveis e saborosos, mas existem árvores cujo os frutos não servem para alimentar, pois, são venenosos. Logo, faz toda a diferença estar junto com os demais ramos em Jesus que é o tronco da videira verdadeira cultivada por Deus (João 15:1). 

Estar noutra árvore pode ser tóxico e significar a morte, ou simplesmente dar outros tipos de frutos, ou por  "acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? (Tiago 3:12).    

E para que não haja dúvidas sobre o que  somos nesta árvore, disse Jesus: "Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer" (João 15:5).

Uma certeza temos: nossa vide não será estéril, assim diz o Senhor dos exércitos (Malaquias 3:11).

Até podemos optar em ser a própria árvore ao invés de ser um humilde ramo na videira, e ser parte daqueles 5% das sementes que sobrevivem a mais de um ano após te brotado, mas neste caso nossa existência será limitada, pois, somente a videira verdadeira é eterna, assim, certamente nasceremos, cresceremos, daremos frutos, mas um dia certamente morreremos.

Sendo um ramo da videira verdadeira, somos cultivados por Deus, nutridos e sustentados por Jesus Cristo, o tronco que não se enverga com o vento forte, a árvore que não perece quando o solo pobre, seco ou a temperatura é hostil.

Certeza temos que Jesus Cristo é a videira verdadeira e Deus o lavrador, e que os ramos desta videira só produzem frutos se estiverem ligados ao tronco, assim, separados do tronco da árvore que dá vida que nos permite dar frutos, morremos e não passaremos de galhos secos.

Melhor mesmo, ser ramo, e estar ligado na videira verdadeira, o ramo que tem a pretensão de ser árvore acaba assumindo o lugar de ninguém menos que Jesus Cristo.

Um ramo sem raiz e sem tronco não se sustenta, nem se alimenta, consequentemente, não dará frutos, ou seja, o ramo por si só não sobrevive.

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