terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Julgue sem moderação

1 comentários
Julgar é uma atividade inerente ao ser humano, está presente em praticamente todas as etapas de nossas vidas.

O julgamento está associado ao ato de avaliar, ou seja, ao ato de atribuir valor ao que está sendo avaliado, do latim a-valare (dar valor).

É inevitável falar de julgamento e não falar de justiça, afinal, espera-se que quando exista um julgamento o mesmo seja feito com justiça, ou seja, de maneira equilibrada, dentro dos limites da razoabilidade e imparcialidade. A justiça é um conceito abstrato que se fundamenta no direito, na filosofia, ética, moral e também religião.

Na igreja também é comum fazermos julgamentos dos nossos irmãos, embora sejamos orientados pelas Sagradas Escrituras a não julgar o próximo (Mateus 7:1), saibamos que não temos autoridade para julgar ao pecador (Romanos 14:4) e também sejamos conscientes que que há um só legislador e justo juiz (Tiago 4:12)

O exemplo claro de que o homem nem sempre é sábio, justo, equilibrado e imparcial em seus julgamentos é o caso da mulher adultera (João 8:1-11), sem a intervenção de Jesus a mulher teria sido apedrejada pelos hipócritas. Além de nos ensinar algo importante sobre o julgamento esta passagem também nos ensina a sermos misericordiosos em nossos julgamentos. Já escrevi no blog Sobre Misericórdia (Clique no Link), mas sinteticamente quero dizer que devemos nos sensibilizar com a situação dos outros, e que ajudar alguém caído a se levantar é muito melhor tanto para quem está caído quanto para aquele que está ajudando quem está no chão a se reerguer. 

O objetivo desta postagem nem é falar do julgamento indevido que muitas vezes cometemos ou sofremos na igreja, muito menos falar das injustiças que assistimos passivamente e que lançam muitos num calabouço cruel, mas sim falar do julgamento qual a Bíblia nos recomenda que façamos sem moderação, que é julgar a pregação.

Somente julgando a pregação é que saberemos se aquilo que está sendo dito provêm de Deus, ou é fruto da carne, ou obra de falsos profetas (1º João 4:1), lembrando que o próprio Paulo nos recomendou que julgássemos as coisas que ele dizia (1 Coríntios 10:15), e que há uma recomendação explicita na Bíblia de que ignoremos qualquer coisa que exceda aquilo que está na escrito na Bíblia, ainda que seja dita por um anjo vindo do céu (Gálatas 1:8), ou seja, ainda que seja dito "Deus mandou lhe dizer..." ou "Deus me revelou...", a pregação não pode fugir às Escrituras, porque Deus não se contradiz.

Sejamos como os crentes de Beréia que recebiam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, como estavam sendo ensinadas (Atos 17:11).

E qual o critério/padrão para julgarmos a pregação? ... Simples, nada mais e nada menos que a Bíblia, que é a Palavra de Deus, pois, “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2° Timóteo 3:16-17).

Somente julgando a pregação segundo as Escrituras é que teremos condições de reter aquilo que é bom e descartar aquilo que não serve para edificação das nossas almas (1 Tessalonicenses 5.21).  

Nossos líderes religiosos são importantes no nosso processo de aprendizado, mas eles não devem ser a única "fonte de saber", pois, são as Escrituras quem testificam de Deus (João 5.39), e se a pregação deve ser julgada de acordo com os padrões estabelecidos na Bíblia, se não examinamos a Bíblia, então, não somos aptos a julgar a pregação, e se não somos aptos a julgar a pregação nos tornamos dependentes do, e é aí que mora o problema, pois, tudo que é dito, sendo verdade ou não, é assimilado e tido com palavra de Deus. E aí, um cego pode estar conduzindo a outros cegos. Devemos ser dependentes apenas do Criador, que é auto-suficiente e por meio da fé em Jesus Cristo nos concede a graça da salvação.

Não por acaso no passado a Igreja Católica desestimulava e proibia a leitura e interpretação da Bíblia por pessoas que não faziam parte do clero, também e não por acaso, algumas igrejas, principalmente as de vertente pentecostal desestimulam a leitura/estudo da Bíblia, pois, somente mantendo o povo ignorante é que é possível continuar a instituir e propagar heresias, ou garantir que a obediência irrestrita de seus fiéis.

Enfim procure conhecer as Escrituras, que é lâmpada para seus pés e luz para os seus caminhos (Salmos 119:105) para que o motivo para seus erros seja a falta de conhecimento sobre as Escrituras (Mateus 22:29) que foi criada justamente para nossa instrução e ensino.

1 comentários:

Poesia e Luta disse...

Bom artigo. Muito importante examinar as escrituras.

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