segunda-feira, 5 de maio de 2014

O oculto

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Autor: Guilherme Ribeiro


Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará. (Mateus 5:6)

Não é lindo ver árvores centenárias? Troncos enormes, galhos longos, por vezes frágeis, marcas profundas de feridas do passado, mas que hoje são só marcas, copas altas e uma sombra boa. A vitalidade dessa árvore está na raiz. Ninguém a vê. Ela fica no escuro da terra, nutrindo todo o sistema, aprofunda-se na terra em direção aos mananciais mais puros. É o que ninguém vê que garante a saúde. Porque onde só o Pai pode ver, somos vistos só por ele; e nossa carne não tem chance. Ali, diante da grandeza do indizível, do constrangimento do silêncio, nossa carne perde a luta. Ali nos desnudamos para sermos vestidos pelo sangue do cordeiro. O oculto é um lugar onde as máscaras não resistem. Sempre que me coloquei em pé diante do Pai, ele me colocou de joelhos. Mas sempre que me coloquei de joelhos diante do Pai, ele me colocou em pé. 

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