segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Esforça-te como a formiga, viva como o João de Barro para não ser Chupim

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DEVOCIONAL: UM POUCO DE LUZ (O7/12/2013) - Autor: Alceu Figueredo


UM CASAL muito interessante! Trabalham juntos ao construir sua casa; juntando barro úmido retirado do solo, esterco misturado a palha, e depois de centenas de viagens transportando os materiais, e de achar um galho de árvore, um poste ou beiradas de casas, eles começam de fato a construção; estamos falando do “Furnarius rufus”, conhecido entre nós como João de barro.

Não se trata de uma mansão, na verdade uma pequena “quitinete” em formato esférico medindo cerca de 30 cm de diâmetro, tendo as paredes a 5 cm de espessura. Um bom e paciente observador pode ver o casal, “marido e mulher”, amassando as bolas de barro com o bicos e os pés.

Numa engenhosidade admirável, eles dividem a sua pequena casa (ninho) em dois cômodos. O acesso ao primeiro se dá pela porta, feita na medida para que entre sem precisar se abaixar. A câmara mais interna, forrada com penas, pelos e musgo, serve para a postura de ovos e depois acomodar os bebezinhos (filhotes), e mantê-los longe de predadores.

Outra peculiaridade da casa: A localização da porta de entrada é estrategicamente posicionada na direção contrária à chuva e ao vento. Até hoje os ornitólogos (estudiosos das aves) não sabem como o joão-de-barro desenvolveu essa habilidade, que o mantém protegido das intempéries. 

Após cerca de duas semanas, o ninho fica pronto e a fêmea põe seus ovos. Inexplicavelmente usam o cafofo por um ano, período em que tem até quatro ninhadas. Em seguida a dupla abandona o lar e começa a construção de um novo! Duas características admiráveis desse casal: A relação é monogâmica, sendo fieis um ao outro, e gostam de construir juntos, claro que em meio a esse “construir e procriar” houve momentos que tiveram suas “bicadas”; mas estão sempre juntos, nada os separa.

Se percorrer o terreno em volta encontrará mais adiante uma comunidade de incansáveis trabalhadores (as); e como trabalham em grande número, são chamadas de uma colônia; estamos falando das formigas. Constroem seus ninhos com tamanho cuidado e engenhosidade, dando uma funcionalidade sem igual que possibilita um modo de vida muito interessante.

O ninho, por definição, é um sistema de passagens e cavidades que se comunicam entre si e com o exterior; popularmente chamados de formigueiros, é formado por diversas galerias e câmaras, parecendo mais um labirinto. Ninhos que podem ser construídos no chão, em madeiras ou troncos, e em outros cantos de uma casa.

Costumam construir um único ninho, ou vários comunicando entre si; e, às vezes separando a “nobreza” das demais castas, a rainha das operárias. Existem compartimentos para armazenamento de alimentos, depósito de lixo ou ainda criadouro de larvas. O espaço não nos permite falar da engenhosidade, organização e provisões feitas em tempo favorável visando os tempos adversos.

Uma interessante observação é que, encontrando comida, elas deixam um rastro de odor até o ninho para outras seguirem; às vezes carregam cargas 20 vezes mais pesadas que elas. O poeta inspirado aconselhou aos preguiçosos e esbanjadores, o seguinte: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos e sê sábio” (Pv 6:6).

Como os humanos, também no mundo animal, e entre as aves, existe o “sangue suga”, aproveitador, que é o Chupim; pássaro cuja fêmea põem os ovos no ninho do tico-tico que inadvertidamente lhe cria os filhotes; por isso, marido que vive à custa da mulher é chamado de Chupim. O salmista maravilhado com a criação exclamou: Bendize, ó minha alma a Jeová! Deus meu (Sl 104). Façamos o mesmo.

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