sábado, 27 de julho de 2013

Forte Rocha é Deus sempiterno

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DEVOCIONAL: “UM POUCO DE LUZ” (27/07/13) - Autor: Alceu Figueredo


“UMA PODEROSA FORTALEZA É O NOSSO DEUS”. Este é o título de um dos mais belos hinos da Igreja Cristã, de autoria do Reformador, pastor Dr. Martinho Lutero. No Cantor Cristão, Harpa Cristã e outros cancioneiros evangélicos, ele tem o título de “Castelo Forte”; em nosso hinário CCB ele é o de número 31 e tem como título: “Forte Rocha”.

Não só pela beleza musical, marcial e triunfante; mas letra e música registram um dos momentos mais impactantes de toda a história da Igreja Cristã; e que viria mudar os rumos não só da religião, mas da política, comércio, cultura e a música em geral.

Um dos compositores luteranos mais conhecidos mundialmente e apreciado por pessoas de bom gosto musical, foi Johan Sebastian Back [1685-1750], que dois séculos depois de Lutero se dedicou em escrever músicas; especialmente para a Igreja Luterana; e como viveu quase enclausurado escrevendo músicas, não foi muito conhecido em seu tempo, nem imaginou que suas obras tivessem tamanho alcance. 

Uma das músicas que mais aprecio de Back é “Jesus Alegria dos homens”. Executada por grandes orquestras, cantada por grandes corais, já por 3 séculos ela tem estado presente em casamentos, festas solenes, nos cultos e outros eventos de música clássica.

Até a época do monge Agostiniano, Martinho Lutero, a Igreja tinha duas classes: a clerical e o povo comum; e o canto era privilégio dos corais e dos clérigos apenas; enquanto a Congregação apenas apreciava. 

Um dos pontos decisivos na Reforma Protestante foi justamente o sacerdócio universal de todos os crentes, defendido por Lutero, de que todos devem confessar suas culpas diretamente a Deus, por meio de Cristo, pois fomos feitos reis e sacerdotes (Ap 1:6) ; dispensando a mediação dos santos e de Maria.

Isto atingiu o culto como um todo, e o canto Congregacional foi restabelecido, igrejas ficaram lotadas e todos cantavam a graça da salvação e justificação pela fé em Cristo, este, outro ponto nevrálgico da Reforma Protestante. 

A Alemanha não era um país como conhecemos hoje, mas dividida em principados e tinha sua política totalmente dominada por Roma, o que provocou facilmente a adesão dos príncipes alemães à causa da Reforma que pregava libertação total e uma imprensa livre.

Muitas igrejas hoje voltaram ao cântico “clerical”; apenas alguns grupos cantam e a Congregação ouve; às vezes transformados em verdadeiros shows, aboliram os hinários tão ricos em músicas e poesias; as aleluias substituídas por palmas. Nós conservamos o canto congregacional; penso até que poderíamos ser flexíveis, mas não abandonar nunca o canto congregacional.

Nenhuma música tem poder mágico, não temos amuletos; diga-se de passagem, amuletos foi outra coisa que provocou a Reforma com a venda de indulgências pelo monge Tetzel a fim de arrecadar dinheiro para construir a basílica de são Pedro em Roma; então, ele gritava em alto e bom som que ao tintilar a moeda no cofre a alma do purgatório sai; e o monge Lutero não gostou e protestou.

Mas se cantarmos com fé, meditando nas palavras deste belo hino, nenhuma tribulação, nenhum demônio, nenhuma perseguição, poderá nos deter nesta marcha gloriosa. Cristo é a Forte Rocha colocada por Deus em Sião (e não Pedro), eleita e preciosa sobre a qual está edificada a Igreja; e as palavras são do próprio Pedro [I Pe 2:4-10]; Estejamos Abrigados nesta “Poderosa Fortaleza” quando surgirem as calamidades.

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