quinta-feira, 20 de junho de 2013

Sobre a tal da festa junina - Parte 1

4 comentários
Reprodução do Devocional: "Um pouco de Luz"

Autor: Alceu Figueredo


As festas juninas: Parte 1

É mero folclore?

Para muitos, as festas juninas não passam de mero folclore, ou brincadeiras inocentes, mas será mesmo? A palavra folclore é formada dos termos ingleses “folk (gente) e lore (sabedoria popular ou tradição); e significa o conjunto de tradições, conhecimento ou crenças populares expressas em provérbios, contos ou canções; ou estudo e conhecimento das tradições de um povo, expressas em lendas, crenças e costumes. Mas será que o fator religião não está embutido nestas festas?


Naturalmente as festas juninas fazem parte das manifestações populares mais praticadas no Brasil. É herança dos descobridores portugueses, cujas crenças e tradições católicas foram herdadas por nós e facilmente ncorporadas em nossas terras, conservando seu aspecto folclórico.

Mas a verdade é que a festa junina foi copiada da velha Europa e das festas populares que aconteciam durante o solstício de verão, as quais marcavam o inicio das colheitas. Dos dias 21 a 24, diversos povos, como celtas, bascos, egípcios e sumérios, faziam rituais de invocação da fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, prover a fartura nas colheitas e trazer chuvas. Nelas, se ofereciam comidas, bebidas e animais aos vários deuses em que os povos acreditavam. 


As pessoas dançavam e faziam fogueiras para espantar os maus espíritos. Na Escócia e na Irlanda, na véspera de “são João”, ofereciam bolos ao sol e, num ritual, as crianças passavam pela fumaça das fogueiras. As origens dessa comemoração também remontam à antiguidade, quando se prestava culto à deusa Juno da mitologia romana, ou Hera da mitologia grega; ambas, deusas do amor sensual. Os festejos em homenagem a essa deusa eram denominados “junônias”. Daí, uma das procedências do atual nome de “festas juninas”. 


Tais celebrações coincidiam com as festas em que a igreja católica comemorava a data do nascimento de “são João Batista”, e o catolicismo não conseguindo impedir sua realização, incorporou tais festas pagãs ao calendário “litúrgico cristão”. Como o catolicismo ganhava cada vez mais adeptos, nesses festejos acabou homenageando também “são João”. É por isso que no inicio as festas eram chamadas de joaninas, e os primeiros países a comemorá-las foram França, Itália, Espanha e Portugal. 


Baseados nessa tradição as instituições educacionais promovem, em nome do ensino, as festividades juninas. Porém, se analisarmos com cuidado e zelo; vamos perceber que as finalidades educacionais e as religiosas estão intimamente ligadas em tais celebrações.


A criança não tendo como se defender, pois se sente na obrigação de respeitar a professora, então, se submete a trabalhos escolares que incutem a crença religiosa; principalmente no norte e nordeste, onde o misticismo católico é mais acentuado, e a ignorância também. As mais tradicionais festas juninas do Brasil acontecem em Campina Grande (na Paraíba), e Caruaru (em Pernambuco).


O chamado “arraial” é decorado com bandeirinhas, papel colorido, balões e palha de coqueiro; onde acontecem as quadrilhas, os forros, leilões, bingos e casamentos caipiras. Nesta mistura de folclore e religião, a criança, em sua inocência, rapidamente se envolve nas brincadeiras, músicas, danças comidas e doces.


Conta-se, inclusive, que a fogueira e o mastro da festa junina fazem parte de um diálogo que Isabel e Maria (mãe de Jesus) tiveram acerca do nascimento de João Batista; mas será verdade? Fica bem ao cristão participar de tais festas? Continuará...

4 comentários:

HP disse...

He he he

Sempre a velha questão. Pode ou não pode.
Depois acaba saindo na Lista de Tópicos Anuais.

E vamo que vamo!! (sic)

Regina Farias disse...

Tudo muda o tempo inteiro no mundo, diria a canção do Lulu. As coisas mudam e tomam outros rumos e significados. Perdem sua força, adquirem nova roupagem e por aí vai...

Eu vejo as festas juninas com uma festa folclórica onde não há ênfase para misticismo ou paganismo ou, muito menos, para indução religiosa. Ao contrário, vejo tão somente famílias e amigos saindo de casa com suas crianças para um encontro alegre e festivo...

Os medos, inseguranças e dúvidas ficam mesmo é nas mentes neuróticas dos religiosos que estudam e supervalorizam essas origens.

Mario disse...

Há festas e festas, as tidas de Santo Antonio ou devotadas a padroeiros(as), ou aquelas em que as pessoas para demonstrar sua fé andam sobre brasas, eu tenho certa ressalva, pois, creio que somente Deus é digno de honra, louvor e contentamento.

Regina Farias disse...

Mário,

Eu nem curto festa junina. Detesto barulho de bombas e aquela fumaceira toda. Mas confesso que gosto de tudo que é feito do milho e até lamento a ênfase culinária ser mais nessa época.

Mas também não consigo ver nada assim tão religioso 'no ar'. É mais curtição mesmo.

Por outro lado, os excessos - e a tal religiosidade - estão em toda parte, infelizmente. Daí se vê isso aí que você cita...

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