domingo, 2 de setembro de 2012

Os crentes do tipo Alice

11 comentários
No mundão pode até ser que beijo na boca seja coisa do passado, e que a moda agora seja namorar pelado, mas na igreja de Sara Sheeva a moda é nem beijar na boca para não querer ficar pelado.

Nessa “igreja”, onde os pastores vivem no mundo da lua, o evangelho é apresentado como um conto de fadas, se escuta falar príncipes e princesas, mas não se ouve falar do Rei e muito menos de seu reino.

Talvez por nem abrir a Bíblia e ter liturgia própria, Jesus não é apresentado como mocinho e nem o diabo como bandido, o que é aceito sem resistência pelos “Crentes Alice”, que vivem no mundo das maravilhas.

Mais inocente que os três porquinhos, as ovelhas deste aprisco foram exaltadas a príncipes e princesas e o lobo agora é o cachorrão.

Semanas atrás vi uma inserção do “culto das princesas” no programa “Na Moral” e domingo passado no “Fantástico”, nem precisa muito esforço teológico para mostrar que esse movimento não passa de história da carochinha, o repórter narra que Sara Sheeva é a cabeça da igreja, nas igrejas cristãs genuínas Jesus Cristo é a cabeça da igreja (Efésios 5:23), ali a Bíblia não é aberta, pois, usa-se um Tablet rosa com material elaborado pela própria Sara Sheeva, ou seja, a Bíblia não é regra de fé e conduta dessa igreja ou fiéis.

Segundo a mãe da “pastora”, Baby do Brasil, não fazer sexo é o que liberta... Houve um tempo que a igreja acreditava num Jesus que morreu sobre a cruz para libertar o homem do pecado e o fazer servo da justiça (Romanos 6:18).

Acorda Alice, essa igreja não é lá uma maravilha, cuidado para não casar com alguém que tua igreja diz que é um príncipe, mas na verdade é um sapo... Pode ser que vocês não vivam felizes para sempre.

11 comentários:

Ricardo Alexandre disse...

A sexualidade para os cristãos infelismente continua sendo tabu.

Um abraço!

Henrique P disse...

Irmão Mário,

Somos cristãos e nos ensinamentos nos deixados por Cristo, vemos que o sexo saudável é reservado aos limites internos do casamento. Hoje esses ensinamentos são “quadrados”, “ultrapassados”, “velhos” para boa parte da sociedade liberal.

Há anos atrás, quando fazia cursinho em São Paulo (faz tempo mesmo, rsrs), me lembro que um dos meus colegas comentaram: “A namorada do meu amigo engravidou. Ela vai abortar.” Eu quis saber porque ela queria abortar, a resposta foi: “Ela é muito nova para ser mãe. Tem apenas 13 anos”. Daí eu não aguentei e passei um sabão em todos que estavam próximos: “Ela é menina ainda pra ser mãe, muito nova, mas pra fazer sexo ela já é mulher, velha o suficiente?” Ficaram espantados e sem resposta. Emendei: “Se ela não tem idade pra ser mãe, também não tem idade pra fazer sexo.” Silêncio absoluto depois dessa.

Quer dizer, isso que passei é reflexo da sociedade doente que vivemos. Sei que sexo é tabu no meio da igreja, como o Ricardo falou acima, mas na minha opinião é pior a situação da sociedade doente que fazemos parte aonde o prazer sexual foi colocado acima dos relacionamentos e dos sentimentos. E a sociedade defende essa perversão sexual como normal…

O papel da igreja deveria ser o de esclarecer a juventude nos ensinamentos da Bíblia, mostrando os benefícios da vida sexual dentro do casamento e os problemas de uma vida sexual depravada e sem comprometimento. É um tabu, como disse o Ricardo, mas penso que seria extremamente benéfico a igreja como um todo.

Proibir só dá mais vontade, e quanto à Sara Sheeva, só vi uma entrevista com a moça, parece doidinha de pedra. Não falta uns parafusos, parece faltar o motor inteiro… rsrsrs

Na paz,

Henrique P.

Regina Farias disse...

É no que dá ir de um extremo ao outro:

De permissiva a autoritária. De ninfomaníaca confessa a seitária/legalista.

No clube do Bolinha e no da Luluzinha a mentira mais trágica( se não hilária) é afirmar que segue à risca todos os mandamentos.

E inventar doutrina em cima de vacilos da vida pregressa nada mais é do que sair de uma insanidade e cair em outra. E os extremos nunca são saudáveis em nenhum sentido. A moderação e o bom senso é que são reflexos do 'andar no Espírito' e não uma lista religiosa de 'não faça isso e aquilo'.

Reinventar normas religiosas para a proximidade/distância física usando o nome de Deus é mero PAGANISMO que se herda e vai passando a tradição de seita em seita, doutrina a doutrina, ensinamentos a ensinamentos através das cartilhas religiosas pelos séculos dos séculos 'amém'.(Vide estilo judeu: mulheres de um lado, homens de outro, na hora dos seus cerimonialismos religiosos)

Ou seja: sair de uma neurose e entrar noutra. E ESTIMULAR mais hipocrisia do que já existe, se é que isso é possível…

E mais: por fazer parte da formação do ser humano como um todo, esclarecimento sobre sexo, gravidez prematura, doenças sexualmente transmissíveis, etc., é uma questão familiar (entre os mais esclarecidos) e social(entre os menos favorecidos) mas JAMAIS um assunto religioso! Ou seja: é assunto que deve ser debatido largamente dentro dos lares e comunidades sociais, mas JAMAIS um tema a se estabelecer regras dentro de ‘igreja’. Foi mais ou menos esse o comentário que fiz também lá no 'Notícias Cristãs' e no Púlpito Cristão'.

Quanto mais eu 'rezo'... Afff!!!

Mario disse...

Irmão Henrique,

Certa vez, minha amiga de faculdade e também ex-sócia, veio desabafar comigo, indignada porque sua irmã trintona, ainda solteira, engravidou.

Sou do tipo que não arranco cabelos pelo que não pode ser desfeito, nesse caso em especifico o cara logo apareceu na casa da minha sócia, anunciou pra família que assumiria a criança e faria um plano de saúde.

Eu todo racional, após a analise da situação disse o que achei que cabia dizer, que foi: "Fer, sua irmã está quase na data limite para ser mãe, estava na hora já, pode ser a unica chance dela, se o cara assumiu a criança, assumiu sua irmã e ainda presta toda assistência necessária, não há motivos para você e sua família ficar tão chateada, sua irmã agora precisa do seu apoio e não da sua repreensão".

Instantes depois, minha amiga disse: "o dito cujo é da sua igreja, ele é da CCB"

Me conhecendo, sabendo do meu posicionamento religioso ela esperava maior rigidez em meus comentário... Mas do que adiantaria eu jogar mais lenha na fogueira? ... O mal já estava feito, falar o blábláblá dogmático que somos ensinados não mudaria o fato de que uma criança já havia sido concebida.

Por fim, a irmã dela casou com o rapaz, teve outro filho com ele e são super felizes.


Regina, bem isso mesmo... clube do bolinha e da luluzinha kkkkkkk

Fiquem na paz!

Regina Farias disse...

Observe o tom de cobrança da moça, como se o fato de 'ser da CCB' agravasse mais ainda a situação, pois estes são 'os caras' e deles se requer perfeição. Quanta pretensão, quanta infantilidade!!!

É por essas e outras que eu continuo dizendo que quanto mais suposto 'rigor ascético', quanto mais legalismo, quanto mais cartilhas, quanto mais ensinamento (a um monte de gente barbada que sabe pensar por si mesma e a quem foi dada uma consciência) enfim, quanto mais intransigência religiosa, mais HIPOCRISIA e desajuste.

Mario disse...

Ah Regina, é que alguns legalistas sobem num pedestal, as pessoas de fora estão acostumadas a olhar de cima para baixo para eles... então, quando os vê caídos, não perde a oportunidade de cutucar.

Regina Farias disse...

Mário, vc já leu o livro 'Cristianismo Pagão'?
Se não, leia! É só 'baixar'. Excelente!

Não é uma leitura enfadonha. Pelo contrário, prende a atenção. Além de leve e linguagem acessível, é excelente narrativa de sequência de fatos históricos nos quais denuncia as instituições religiosas com seus acréscimos e supressões ao seu bel prazer.

Gosto muito desse estilo em que se derrubam os mitos, as crendices, as religiosidades que neurotizam e robotizam.

Recomendo!

Mario disse...

Nunca li este livro, um livro que li e que deve ter o mesmo estilo é "Evangelho Maltrapilho" e também "É Proibido" ... Recomendo!

Regina Farias disse...

"O Evangelho..." eu li e releio sempre.

"É Proibido", ainda não li. É do Brennan Manning tb?

Valeu pelas dicas.

Mario disse...

O livro "É proibido" é de autoria de Ricardo Gondim.

Regina Farias disse...

Ah, tá! Me lembrei agora... Alguém já havia me falado. Vou ler, gosto do jeito dele tb.
Valeu!

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