sexta-feira, 24 de agosto de 2012

DO LEITOR: Senti Deus na minha vida!

4 comentários
Mais uma vez nosso irmão HP sentiu de compartilhar uma de suas preciosidades e eu tomei a liberdade de aqui postar.

Ainda estes dias, logo após sair do culto, meditando no quão bom é Deus em nossas vidas e também no culto abençoado que nos proporcionou, por uma barbeiragem de alguém no transito logo me enchi de ira e soltei um "palavrão", imediatamente me senti acusado, me envergonhei da minha conduta e pedi para que Deus tivesse misericórdia por eu ter agido daquela maneira e me ajudasse a me portar como cristão e ser um propagador da paz e do amor.


Autor: HP 
Quantos são os que dizem “Eu senti Deus na minha vida”? Geralmente quem diz assim repete o mesmo repertório de sensações: Uma lágrima que cai, um choro, uma emoção (principalmente se for coletivamente), um falar em língua estranha, e pronto: Deus está ali, pois há aquele calor estranho que sobe pela espinha e ferve o coração. Todos acabam confirmando na saída: "Aconteceu comigo igualzinho! Deus está é aqui, não tenho a menor dúvida!" 
Acabada esta “experiência” com Deus, cada um vai embora para sua casa, para sua vida cotidiana e incrivelmente, aquele que brigava com os filhos e com o cônjuge, continua a brigar. Aquele que mentia para vender ou comprar, continua vendendo, comprando e mentindo. Aquele que tinha inveja dos bens materiais de um irmão, continua invejoso. O egoísta continua sem dividir nada com ninguém, o briguento continua brigando, o maldizente continua maldizendo, o que causa dissensões no meio da irmandade, continua dividindo… a vida continua. Nada mudou desde o “senti Deus na minha vida”. 
Uma vez ouvi uma pregação que elucidou o que é um encontro com Deus. Deus dava ao pregador de dizer:
  
“Antes de vir para o culto esta noite estava na rodovia quando furou o pneu do meu carro. Estacionei no acostamento e quando fui tirar o parafuso da roda, a porca rolou para o meio da estrada. Eu fui atrás correndo para pegá-la, quando nem percebi, fui atropelado por um caminhão de 50 toneladas.” 
“O irmão está pregando loucuras! Como pode ter sido atropelado por um caminhão enorme e estar aqui na nossa frente sem um osso quebrado, sem um hematoma? Um atropelamento com um caminhão de 50 toneladas se não o matasse, o deformaria totalmente!” 
“Cristo é muito maior que um caminhão de 50 toneladas. Se você verdadeiramente tivesse encontrado com ele, você estaria morto para o pecado. Mas se as carnalidades humanas ainda permanecem em ti, você não teve experiência nenhuma com Cristo. Você não se encontrou com Cristo ainda.”
Esta é a situação atual da igreja. Querem ter experiências sensoriais com Cristo apenas. Querem ter emoções em sentir Cristo, mas não querem viver com Cristo. Cristo sofreu, nós não queremos sofrer. Cristo não tinha aonde inclinar sua cabeça, nós queremos que Ele nos dê uma casa confortável, um belo carro, um bom salário, viagens, luxo. Nós não queremos andar com Cristo! 
Fazemos na nossa cabeça uma imagem distorcida do que é Cristo. Não tomamos Cristo por completo, mas apenas partes de Cristo e queremos na nossa vida. Queremos um Cristo que cura, que multiplica, que expulsa demônios, mas não queremos um Cristo que renuncia o poder, riquezas e reconhecimento materiais. Não queremos um Cristo que renuncie toda a glória que lhe pertencia para morrer por pecadores e tomar sobre si toda a ira de Deus. Não queremos um Cristo ressuscitado, triunfante sobre o pecado e morte.
Amamos os nossos pecados. Amamos mentir, enganar, invejar, caluniar, maldizer, dividir, separar. “O que é meu é só meu”. “Eu no meu canto e ele no dele”. Odiamos dividir o pão, amar o próximo mesmo quando ele nos odeia. Odiamos dizer a verdade quando temos a iminência da perda. Um irmão não te cumprimentou, pronto, já não olha mais na cara dele e já começa falar mal dele para os outros. 
E assim vivemos. Nos vangloriando de momentos emocionais com Deus, de lágrimas, de frios-na-espinha, de corações-fervendo enão damos motivos para que Deus se glorifique em nós por ver que éramos homens pecadores, agora buscamos santificação em Cristo. Éramos egoístas, agora dividimos o pão. Separávamos e agora ajuntamos, mentíamos e agora anunciamos a verdade. 
Sejamos Cristãos não de crachá, mas tenhamos obras de verdadeiros Cristãos. Procuremos ter a verdadeira experiência com Cristo, tendo nossa vida transformada por Ele. 
Que Deus nos abençoe cada dia mais na graça que recebemos de Cristo.

4 comentários:

Regina Farias disse...

O povo gosta mesmo é de um Deus espalhafatoso que 'faz milagres' com fogos de artifício. Esse mesmo povo que adora um emocionalismo coletivo com choro, dá gritinhos, grunhidos, gemidos e glórias a Deus agitando os braços. Ô povo pra gostar de um teatro! Vida prática com Deus que é bom... NADA!

Só me lembro da real experiência de Elias com a presença genuína de Deus em um 'cicio tranquilo e suave'.

O que acontece é que as pessoas não percebem, coitadas, mas quando elas se tornam membros de determinadas denominações, submetendo-se cegamente a suas doutrinas, sem questionar, elas engolem caladinhas, (e gradativamente, sem nem perceber que estão se engessando), absorvendo todos os maus hábitos que vêem ali. E seguem nas repetições, feito marionetes, nos rituais pagãos, adotando os mesmos hábitos que alguns chamam erroneamente de 'usos e costumes' e que eu chamo de coerção religiosa. Tem neguinho que até arrisca criticar mas não sai de lá de jeito nenhum com medo de Deus 'pesar a mão'. Ô povo medroso! 'No amor não existe medo, antes, O PERFEITO AMOR lança fora o medo'.

Gente, bora botar a cuca pra funcionar! Há de se mudar urgentemente certos conceitos sem medo de ser feliz, pois o Espírito de Deus age na nossa lucidez, no nosso intelecto, no nosso conhecimento, no nosso senso crítico. Bora quebrar esses grilhões religiosos. Tá na hora de parar com essa bobagem de inchar o peito e dizer que Deus ama as pessoas ignorantes, digo, 'simples'. Afinal Ele não nos deu um CÉREBRO à toa. Simplicidade e humildade nada têm a ver com ignorância e desinformação.

O que tem de gente desinformada e sem estudo se achando queridinha de Deus só porque obedece a um punhado de normas doutrinárias...

Que pena :(

Henrique P disse...

Regina,

Teu comentário me fez lembrar um caso aqui aonde moro.

O irmão era muito virtuoso, falava em línguas, chorava, demonstrava ser uma pessoa de caráter. A esposa dele era simples, quieta no canto dela etc. Depois de morarem aqui próximos a nós por 2-3 anos voltaram a sua cidade de origem. Por facebook fiquei sabendo que estavam separados. Quis saber a razão, pois para mim eram um casal normal. A razão era simples: Ele batia nela. Um dia ela se cansou e separou dele.

Fiquei pensando, como pode um homem chorar, falar em línguas e tudo mais no culto e em casa bater na mulher? O que ele aprendeu no relacionamento com Cristo?

É triste ver como há pessoas que estão iludidas, pensando que estão servindo a Deus, quando na verdade estão bem longe de Deus.

Abraço.

Henrique

Mario disse...

Também já vi desses santarrões de aparência imaculada, mas que dentro das suas casas agem como senhores medievais, tratando suas esposas e filhos como escravos que são submetidos a violência física e moral... na verdade são como sepulcros caiados, por fora bonitos e por dentro cheio de imundícia.

Regina Farias disse...

Henrique e Mário,

É por essas e outras que muitos se desiludem e se afastam radicalmente da igreja/instituição. E quando é 'apenas' isso, até que é bom; triste mesmo é quando se decepcionam por completo, ficando amargos e entrando em parafuso, pois isso conduz a pessoa de um polo a outro, de um extremo a outro, ambos aprisionantes, cada qual de um modo. E aí, meus irmãos, eu tenho que concordar com uma 'crente' de carteirinha que eu conheço que diz a todo instante e de maneira banalizada: 'só JESUS na causa'. É clichê, mas devo confessar que a essência da frase é a mais pura verdade. Só Ele nos conduz a uma relação pessoal com Deus libertando-nos dos grilhões da abominável performance.

Não sei se tem relação, mas me lembrei de uma pregação de Ariovaldo Ramos em que ele fala que foi a um funeral e lhe chamou a atenção os gritos de uma maluca lá, colada no caixão. Então ele perguntou se aquela era parenta, se era mãe, irmã, enfim alguém da família e tal... Ao que disseram que não, que aquela era uma mui amiga que havia pentelhado a vida da defunta, havia sido injusta, havia perseguido e tal... Ela chorava era de remorso com uma baita pitada de teatro. Sim porque remorso é uma coisa, arrependimento é outra.

Enquanto isso, mãe e irmãs choravam silenciosa e discretamente em um canto da sala...

E, Henrique, ainda bem que a mulher da sua história teve lucidez e coragem para se separar do FDP. Porque eu sei de uma que apanha, sofre o diabo, mas não se separa usando argumentos com base em 'ensinamentos' da igreja enquanto o marido bota o pé na barriga dela falando línguas pra lá de estranhíssimas, xingamentos que eu me envergonho até de lembrar.

"Só Jesus na causa!"

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