sexta-feira, 4 de maio de 2012

Volta ao teu lar paternal

3 comentários

A parábola do Filho Pródigo (Lucas 15:11-24) é uma das mais lembradas pelos cristãos da atualidade, isto não quer dizer que seja a mais bem compreendida e muito menos a mais praticada.

Para quem aprecia esta parábola numa leitura atenta percebe que ela nos mostra duas realidades, uma que retrata a decadência do homem pecador e a outra que retrata a exaltação do pecador redimido.

Dos versículos 12 ao 16 observamos que imaturidade, rebeldia e egoísmo promoveram uma separação familiar que levou um jovem a viver a sua vida conforme queria, desfrutando de todos os banquetes que o mundo lhe oferecia.

Até que chegou o dia em que esse jovem experimentou o gosto amargo de uma decisão errada e se viu numa situação de degradação da sua dignidade, humilhado e sem ter sequer o que comer.

Dos versículos 17 ao 24 fica claro que foi necessário que o jovem desta parábola chegasse ao fundo do poço para que ele percebesse o seu erro e se arrependesse, para então tomar a decisão de repará-lo, só aí que regressou a sua casa e se reconciliou com seu pai.

Pai é pai, não importa a cabeçada que o filho dá ele sempre o amará incondicionalmente e com alegria sempre o receberá de braços abertos como se nada tivesse acontecido.

Do versículos 25 ao 32 notamos outros tipos de comportamentos comuns e inaceitáveis entre os cristãos, o ciúmes, a raiva, a picuinha e a injustiça.

Nos dias de hoje as coisas não são muito diferentes, curiosidade, soberba, rebeldia e imaturidade continuam a separar filhos do Pai Celestial, e longe de Deus este filhos vivem uma vida pecaminosa e com excessos, até que chega o dia em que eles caem na real, se vêem insatisfeitos com a vida que levam, se veem humilhados e com a dignidade degradada.

Chegar ao fundo do poço não significa fim da linha, assim como não foi para o filho pródigo da parábola, você também é filho de um Pai amoroso que aguarda ansiosamente o seu retorno.

Não estou dizendo que voltar para Casa do Pai Celestial após ter chegado ao fundo do poço seja algo fácil, mas que é sim algo possível, só depende de você, dê o primeiro passo, reconheça que errou, arrependa-se do seu erro, decida-se por retornar ao lar paternal e se reconcilie com o Pai que te espera de braços abertos ó filho pródigo... E acredite, haverá festa pelo seu retorno (Lucas 15:7).

Haverá pessoas incomodadas com o teu regresso, haverá pessoas inconformadas com a recepção do Pai a ti, haverá quem diga que você não tem mais direito a herança... Mas nada disso importa, eles são exatamente como o irmão ciumento da parábola, não se esqueça um Pai não deixa jamais de amar a um filho... E se alegra muito por um filho que estava dado como morto e reviveu, que estava perdido e se achou.

Deus te espera em Seu Lar ó pródigo filho, não mais ande longe do teu Pai Celestial, em seus braços vai logo se jogar... Volta ao teu lar paternal.

3 comentários:

Regina Farias disse...

Mário,


Sem querer ter a pretensão de fazer complemento ao texto, gostaria de aproveitar o ensejo para fazer uma analogia, baseada em alguns acontecimentos mais recentes na 'rede'.

Eu diria que precisamos estar sempre voltando, DIARIAMENTE! Voltando sempre ATENTOS, uma vez que a nossa natureza caída se deixa levar facilmente pelos fascínios que se manifestam por meio da soberba espiritual e da intransigência, afastando-nos, assim, do Pai.

Estava meditando em Efésios 6 hoje desde a madrugada e vendo claramente que as forças espirituais do mal são os conceitos e valores que carregamos; e que 'possuído' não é necessariamente aquele que baba, revira os olhos, se contorce e a voz é gutural. Pode, perfeitamente, ser o aparentemente calmo, equilibrado e sorridente... Enquanto o coração carregado de justiça própria e altivez.

Para mim, este é uma armadilha terrível que nos afasta do Pai, sendo a mais SUTIL, pois que em pessoas que vivem dentro dos templos religiosos, praticando todas as cerimônias e rituais exigidos pela cartilha, 'cultuando e honrando' com os lábios... E o coração tão distante quanto o do filho pródigo. Este, para mim, é o ENGANO mais perigoso, pois que enganando pela aparência.

'O filho pródigo', pelo menos, chutou o pau da barraca e aí quando se viu miserável, pobre e nu, CAIU EM SI percebendo afinal que não era ninguém sem o Pai, pois só a Graça e a Misericórdia cobrem nossa nudez; isso, quando nos voltamos para Ele e nos colocamos aos Seus pés em total submissão e dependência. O que nada tem a ver com lugares físicos, como diz Jesus ao longo de suas parábolas e suas andanças terrenas.

Aliás, é disso que venho falando faz muuuuito tempo, nos comentários por aí, nos meus blogs - e, acima de tudo, na minha vida prática - buscando ser o mais coerente possível com 'a proposta' do evangelho! E, falando sobre isso, não faço nada de excepcional, não sendo necessário nenhum tratado teológico e tão somente uma busca de vida genuína com Deus. Aliás, não é mais que a minha obrigação - parafraseando Paulo - e que os religiosos de carteirinha se incomodam por se acharem os mais próximos da perfeição pois "curam superficialmente as feridas do povo, dizendo paz, paz, quando não há paz"; religiosos que, de tão cegos, posto que engessados, se irritam certamente temendo que a turba se influencie...

Mas eu não me canso, ao contrário, é como se fosse assunto novo, pois afinal, esta é a NOVIDADE de Jesus para nós.

Novidade que deve ser renovada constantemente (posto que um processo sem fim) para que não caiamos nas velhas ciladas do tinhoso...

Fique com Deus!

R.

Mario disse...

Regina,

Brilhante seu comentário!

Nunca havia enxergado esta parabola por este lado, realmente há aqueles que acreditam esta pertos do Pai e sequer percebem o quão distante estão.

Isto é triste, pois, alguns jamais perceberão que estão perdidos, por isso, jamais se encontrarão.

Que Deus tenha misericordia de todos nós e sempre nos conduzas para perto Dele.

Fique na paz!

Regina Farias disse...

Mário,

Assim como você, eu também não tinha atentado para isso antes. Foi hoje que 'me veio'...

Fique certo, isso não é mérito meu. É condução do Espírito de Deus e disso eu não tenho a menor dúvida!

Foi necessário que - ainda que por meio da 'web' - eu convivesse com a intransigência na sua mais 'perfeita' tradução, para chegar a este teu texto e, inspirada por Deus, escrever o que escrevi.

As coisas não acontecem por acaso. Aliás, como costumo dizer: o acaso é de Deus.

Assim como até as discussões inflamadas não acontecem por acaso. Tudo tem um sentido, uma razão de ser.

Veja você como são as coisas...

Fique na paz :)

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