sábado, 12 de maio de 2012

Seja crente com moderação

7 comentários
Deus é amor (1° João 4:8), os ensinamentos de Jesus se baseiam no amor, tanto é tudo se resume em um único mandamento: amor ao próximo (Gálatas 5:14). Mas tem cristão dando a entender que Deus não é tanto amor quanto dizem por aí, e eu lamento a informar que “aqueles que não amam não conhecem a Deus” (1° João 4:8).

A Palavra de Deus, a perfeita guia da nossa fé, nos diz queDeus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.” (2° Timóteo 1:7).

Poder, amor e moderação... Muitos pedem poder, alguns pedem amor, mas são poucos os que pedem moderação.

As igrejas mercantes da fé usam a prosperidade para atrair “fiéis”, para eles fazer o cristão prosperar é demonstração da manifestação do poder de Deus na vida das pessoas, outras igrejas são especializadas em curar enfermos, e para eles a cura dos doentes é a demonstração do poder de Deus sobre o bem e o mal, há denominações que caem no espírito (isso mesmo escrevi com “e” minúsculo, as vezes, isso não tem nada de santo) os crentes profetizam, rodopiam e falam em línguas estranhas, e para eles isto é manifestação do poder de Deus, inclusive, igrejas em que não há esses tipos de manifestações são tidas como “frias”, há igrejas especializadas em expulsar espíritos malignos de pessoas que reviram os olhos e estrebucham e para eles expulsar espíritos é a manifestação do poder de Deus, e ministros que não expulsam demônios tem sua autoridade questionada.

É verdade que Deus abençoa aos servos bons e fiéis (Mateus 25:21 e 23), cura os enfermos (Mateus 4:23, 8:3), derrama sobre a igreja o teu Espírito Santo (Atos 2:4) e também expulsa espíritos (Lucas  4:41), Jesus mesmo operou maravilhas como estas, mas tudo isto fez para manifestação, honra e glória do Poder de Deus, jamais para convencimento das pessoas.

A mensagem de Jesus para fazer o pecador se converter a Deus nunca foi: “Deus enriquece”, “Deus cura”, “Deus batiza com novas línguas” e nem “Deus expulsa demônios”... Jesus anunciou Boas Novas de salvação, ensinando que aqueles que o aceitassem como Senhor em teu coração, e cressem que Deus o ressuscitou dentre os mortos seriam salvos (Romanos 10:9)

Sim, a mensagem dele era a Graça de Deus, um favor imerecido de Deus ao homem “no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça” (Efésios 1:7)

O problema das igrejas da prosperidade, igrejas da cura, igrejas das profecias em línguas estranhas e do exorcismo é que estes feitos não são o simples manifestar do Espírito Santo para demonstração do poder de Deus, hoje em dia aqueles que fazem seu rebanho engordar materialmente, curam doentes desenganados, como oráculo profetizam e expulsam demônios fazem por vaidade e com o objetivo de demonstrar o seu poder.

Muitos lideres buscando poder extrapolam todos os limites, negam ou omitem a Palavra de Deus, sinais como esses tidos como maravilhas em muitas igrejas não significam absolutamente nada, afinal, a feitiçaria também tem feito muitas pessoas prosperarem, os centros espíritas tem curado doentes e  endemoniados aos montes, e místicos assertivamente falam do passado e do futuro das pessoas.

Agora vamos falar um pouco do amor, afinal, Deus é amor (1° João 4:8), nos deu espírito de amor (2° Timóteo 1:7) e espera que amemos ao nosso próximo como nós mesmos (Lucas 10:27), mas um amor não fingido e despretensioso, ou seja, sincero e sem esperar nada em troca, assim como de pais para com os filhos, assim como o de Deus para com o homem (João 3:16).

De nada adianta curar enfermos, expulsar demonios, falar em línguas, profetizar e dar assistência social se não houver amor sincero e despretensioso (1° Coríntios 13:1-3).

E Deus nos tem dado espírito de moderação (2° Timóteo 1:7) e espera que “a vossa moderação seja conhecida de todos os homens” (Filipenses 4:5), e a nossa moderação é demonstrada através do nosso testemunho cristão.

Quando digo testemunho cristão não me refiro a tipo de veste, comprimento do cabelo, não usar maquiagem ou jóias, o bom testemunho a que me refiro é a coerência entre aquilo que está na Bíblia, aquilo que falamos e aquilo que praticamos.

Jesus combateu veementemente os fariseus, pois, eles não eram moderados, eram hipócritas, por fora, se mostravam belos, mas interiormente estavam cheios de ossos de mortos e de toda imundícia (Mateus 23:27), eram capazes de apontar um cisco no olho do seus irmão, mas incapazes de enxergar uma trave diante dos próprios olhos (Lucas 6:42).

Não te precipites em julgar e atirar pedras nos teus irmãos, Jesus não endossou o adultério quando livrou a mulher adultera, mas demonstrou o amor incondicional de Deus ao pecador e mostrou que todos, sem exceção, tem pecados (1° João 1:8).  

Enfim, sejam cristãos moderados, amem verdadeira e despretensiosamente ao próximo, e haja coerência entre o que você fala e o que você pratica, afinal, sem amor a fé não nos serve de nada (1° Coríntios 13:1-3).

Que haja equilíbrio entre o teu falar, o teu agir e o que a Palavra de Deus requer de ti como cristão.

Seja crente com moderação, fé demais não cheira bem... perdoem o trocadilho rsrs.

7 comentários:

Regina Farias disse...

Mário,

Gosto da maneira leve e bem humorada que você coloca as coisas mais sérias da vida. Até porque lidarmos dessa forma com as coisas é, no mínimo, uma opção muito inteligente de se viver com qualidade. Como sempre faço o 'repeteco': solene não é sinônimo de sisudez e formalidade.

Teu texto é rico e cheio de nuances, de maneira que dá pra se fazer vários questionamentos, mas não sei porque nem em que momento da leitura, ele me reporta a uma parte de uma carta de Paulo (me perdoem os que vivem o evangelho segundo Paulo) onde, dentro daquele contexto, ele conclama as pessoas a ajudarem-se entre si, 'especialmente aos da mesma fé'. Então, com base nisso, vê-se pessoas voltadas para a rigidez doutrinária, socorrendo apenas os que são de sua denominação. To cansada (literalmente) de ver essa prática entre religiosos. E digo 'religiosos', porque ser crente é bem diferente do que há por aí nas igrejas LOTADAS.

Ora, quando Jesus propõe a parábola do nosso próximo como sendo parte do seu ÚNICO mandamento, não se percebe ao longo da narrativa NADA que se assemelhe a irmão da mesma igreja como sendo nosso próximo. Pelo contrário, ele não classifica o homem ali caído como nenhum tipo de religioso. Trata-se de um ser humano, simplesmente. E, o mais curioso é que ele só especifica a pessoa que socorreu aquele homem: um samaritano. Repudiado pelos pretensos salvos/religiosos da época.

Ou seja: Jesus quebrou ( e continua quebrando, nós é que fazemos vista grossa) TODOS os paragidmas impostos pelo homem, para nos mostrar a todo instante que sua 'doutrina' está fundamentada no AMOR que transcende a todos os limites doutrinários estabelecidos pelo próprio homem.

Este sim, é o testemunho que Jesus espera que se dê a Seu respeito. O mais é mera religiosidade, lixo acumulado de doutrinas. E, 'bora' combinar: que FEDE!

É disso que venho falando também...

Valeu d+ pelo texto!!!

R.

Regina Farias disse...

he he gostei da imagem.

A vantagem desse remédio é que se pode tomar uma overdose pois as reações e os efeitos colaterais serão sempre benéficos não só para quem o toma como também para quem (ainda) não tomou.

Um tomando já 'contagia' a muitos...

Mario disse...

É Regina... bom humor e humor ácido é comigo mesmo... sou daquele tipo que perde o amigo, mas não perde a piada... haha acho que preciso de uma overdose de Amorprazol.

Fique na paz de Deus!

Regina Farias disse...

Oops! correção: PARADIGMA. Esse teclado me coloca em cada saia justa (desculpa no teclado pra dizer que não erro rss)

Também preciso dessa overdose diária até porque também faz bem ao fígado he he

E não para perder o humor nem torná-lo menos ácido, mas apurado, sem deixar cair a peteca, conforme Jesus que usava desse tipo de humor na dosagem e no momento exato.

Fique também na verdadeira PAZ que não cala nem reprime o humor.

:)

Henrique disse...

Irmao Mário,

Muito bom teu texto.

Sabe que outro dia estava pensando? Jesus disse “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. Mt 7:13,14.

Nesse pensamento, igrejas lotadas condizem com o que Cristo disse? Denominações que “brigam” para aparecerem nos rankings de maiores do Brasil e do mundo, condizem com o que Cristo disse?

Quando Tiago dizia sobre a necessidade fé com obras (Tiago 2), ele não dizia de obras de prosperidade, milagres, curas, rodopios. Ele dizia que temos que ter fé em Cristo e ter obras de um novo homem em nós, na “coerência entre aquilo que está na Bíblia, aquilo que falamos e aquilo que praticamos”, como você mesmo disse.

O que adianta um homem falar que crê no Senhor Jesus e continuar ser adúltero, mentiroso, blasfemo? É fé sem obras. Como também há aqueles homens bons, misericordiosos, mas quando você fala de Cristo, eles se transformam e não aceitam de jeito nenhum? São as obras sem a fé.

Que Deus abençoe teus passos,

Henrique

Regina Farias disse...

Recentemente tive uma 'conversa' decisiva/incisiva com um denominacional inflexível e metido a certinho que, pela forma como ele se expressou, findou caindo a máscara de certinho/piedoso para exacerbar a do inflexível/intransigente.

Aliás, era uma conversa meio esquisita e que já vinha rolando há um tempo em meio a comentários em um blog, onde o foco passou a ser soltar farpas e indiretas à minha pessoa, exaltando/adorando/idolatrando sua 'igreja' por ter um grande crescimento quantitativo de 'fiéis'; como se a própria denominação fosse sinônimo de 'porta estreita' e como se o Espírito de Deus estivesse condicionado a agir, não individualmente nos corações, mas dentro de quatro paredes de uma denominação.

Lamentavelmente, isso não é um caso isolado e vê-se claramente esse equívoco cada vez maior dentro dos grandes templos; essa forte tendência em se nivelar a ação de Deus ao engessamento da alma através do hábito coletivo e do condicionamento igrejista. Como se o vento do Espírito estivesse impedido de soprar onde Ele bem entendesse. Como se o Espírito de Deus fosse um pozinho mágico que caísse em cima de uma determinada multidão, só porque convencionou-se que é ali que Deus está presente.

No dia em que 'a ficha cair' e aprendermos que PORTA ESTREITA não tem a ver com uma lista de proibições/exigências doutrinárias entenderemos então a proposta de vida de qualidade e sentido (Plenitude) que Jesus tem pra nós; e não mais nos orgulharemos de igreja lotada cantando hinos belíssimos como se Deus tivesse problema de auto estima; e que nós precisamos mesmo é de vida prática saudável, conforme Jesus, confiante no Seu amor e com 'um pé atrás' nas nossas próprias ânsias e nossas próprias necessidades, ainda que sejam 'necessidades' em celebrações e rituais religiosos.

No dia em que descobrirmos que a expressão 'porta estreita' não está relacionada a exterioridades estabelecidas, baseadas em 'isso pode/aquilo não pode' e 'faça isso/não faça aquilo', Então seremos uma igreja saudável pois que seremos igreja cada um, individualmente, contribuindo para uma vida prática cristã, uma vida em comunidade coerente com o Evangelho.

Inspirada nesse incidente que aconteceu postei o seguinte desabafo:

http://reginafarias.blogspot.com.br/2012/05/o-critico-que-critica-o-critico.html

Fiquemos na PAZ que inclui o manejo correto da Palavra.

R.

Obs.: ontem, depois de uns dois meses sem ver uma parenta que há muitos anos sofre humilhações físicas e morais por parte do marido, fiquei estarrecida ao ver sua expressão sofrida. E ela é dessas religiosas que seguem rigorosamente algumas determinações relacionadas à performance tais como cabelo grande, sem maquiagem, sem brincos, roupa 'de mulher', etc. além de, na igreja, tocar seu órgão regularmente, ir ao culto quase todos os dias da semana, enfim, essas coisas de religioso mecânica que nada tem a ver com ser crente em Jesus na vida prática.

Eu olhei para o seu olhar sem VIDA e seu sorriso sem GRAÇA, e pensei: meu Deus, o que foi isso que a religião fez com essa menina! Ela não está apenas feia por fora e por dentro, ela está seca, sem vida, sem ação, sem atitude, sem amor próprio, sem respeito por si mesma, ADOECIDA na alma!

Você sabe, Mário. Já tive a oportunidade de falar aqui sobre esse caso em que a religião diz ao coração dela para ela não se separar. E que, para convencê-la, apresenta-lhe um sem número de versículos SOLTOS que a APRISIONAM a cada dia. Muito, muito triste!

Mario disse...

Irmão Henrique,

Se prosseguirmos a leitura do evangelho segundo Mateus capítulo 7, veremos que o mesmo nos instrui a ter cuidado com os falsos profetas, que se disfarçam de ovelhas, mas na verdade são lobos e ladrões e que pelas arvores se conhecem os frutos (versículos 15 e 16).

Igrejas lotadas, envolvendo em histerias coletivas, emocionais e até sobrenaturais, são a prova do homem buscando poder, mesmo que ele não ame ao próximo e mesmo que ele não tenha a mesma moderação de Jesus... Se os frutos são outros, provavelmente é porque a árvore também é.

Mas servimos a um Deus de misericórdia que ama muito ao homem (João 3:16), que deseja que todos se salvem (Lucas 3:6) e o melhor que se permite ser encontrado pelos que o buscam (Jeremias 29:13).

Os verdadeiros servos do Senhor são facilmente identificados pelos frutos que produzem (amor, sabedoria, moderação E TAMBÉM poder).


Regina,

Lamentável esta história qual narrou, afinal, Cristo sua vida deu para que tenhamos vida em abundância e, principalmente, para que sejamos livres.


Fiquem na paz e no amor de Deus!

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