domingo, 27 de maio de 2012

As Igrejas não existem

3 comentários
As igrejas não existem, o que existe são pessoas que possuem a mesma fé, seguem a mesma doutrina, tem os mesmos usos e costumes, adotam o mesmo vocabulário, seguem a mesma liturgia e aplicam o conhecimento bíblico que possuem de modo bastante similar, e tudo isso fazem em fluxo continuo e constante.
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E por serem tão parecidos nesses e em muitos aspectos essas pessoas que são templos vivos e ambulantes do Espírito Santo de Deus (1° Coríntios 6:19) institucionalizam a fé, criam uma placa, fazem o seu Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas junto aos governos e se denominam Igreja “XYZ”.    

Então, se as igrejas surgem com a institucionalização da fé podemos dizer que é exatamente aí que também nasce a religião.  

A religião verdadeira, não me refiro aqui a quatro paredes com uma placa distintiva e que possua um CNPJ, uma vez que cada pessoa é uma igreja viva ambulante (1° Coríntios 6:19),  é aquela que teme a Deus, anda conforme a Sua Palavra e ame ao Senhor de todo o seu coração (Deuteronômio 10:12).

A Igreja Verdadeira sabe que os seus sacrifícios são inúteis na presença de Deus, pois, não conquistamos a salvação com nosso suor e muito menos com nosso esforço, mais vale ser uma Igreja Misericordiosa (Oséias 6:6 e Efésios 2:8).

Aliás, amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios” (Marcos 12:33), pois, “o amor não faz mal ao próximo” (Romanos 13:10).   

E se existe a religião verdadeira também existe a religião falsa.

Assim como acontece com produtos falsificados, a religião falsa é aquela que imita quase que com perfeição a religião verdadeira, e que devido à sua aparência muito similar deixa as pessoas em duvida sobre sua autenticidade, parece oferecer os mesmos benefícios, só que na pratica e no dia a dia ela se mostra ineficiente que não passa de uma porcaria inútil que cedo ou tarde nos conduz ao arrependimento e nos faz ficar com aquela sensação de que o barato saiu caro, a religião falsa é criada por pessoas obscuras com objetivos mais obscuros ainda... Muitas vezes o motivo do surgimento das falsas religiões é o enriquecimento, o poder de dominação sobre as pessoas e até mesmo lavagem de dinheiro de outros crimes mais graves.

Já falamos um pouco e o suficiente da religião verdadeira, afinal, é tudo muito simples, pois, ela se resume unicamente em amor (Tiago 1:27; Romanos 13:10; Oséias 6:6), agora vamos falar um pouco da religião falsa.

A religião falsa é aquela em que as pessoas, que são templos vivos e ambulantes do Espirito Santo (1° Coríntios 6:19) louvam ao Senhor com seus lábios, mas carregam maldade em seus corações (Salmos 78:36), ouvem e falam a Palavra de Deus mas não a coloca em pratica, com vozes suaves cantam canções de amor, mas tem violência em suas mãos  (Ezequiel 33:31-32).

Tenho uma noticia boa e outra ruim pra dar a você caro leitor, vamos começar pela ruim: Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus” (Mateus 7:21), então, preste bastante atenção a sua volta.
A boa noticia é que por saber que existe a religião falsa você pode escolher em seguir a religião verdadeira, por isso, opte em ser como o apóstolo Paulo, que disse: Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1° Corintios 11:1).
Não seja um cristão hipócrita (Lucas 6:2), não seja farisaico aparentando ser mais santo do que realmente é (Isaías 65:5), não tenha inocência fingida (Jeremias 2:35) e que o seu louvor e sua espiritualidade não seja vaidosa e para que seja vista por aqueles que estão dentro da igreja, mas que seja para honra e glória do Senhor (Mateus 6:5).
Se coloque no seu lugar e não queira tirar o cisco do olho do teu irmão sem se importar com a trave que está diante dos teus próprios olhos (Mateus 23:3), não chame a Deus de Senhor se não se submete aos seus mandamentos (Lucas 6:46), não julgueis para que não condene a si próprio (Romanos 2:1), que teu proceder não seja diferente do teu falar (Romanos 2:21), não deixe que sua conduta desminta a sua profissão de fé (Tito 1:16), refreie a sua língua, pois é impossível com ela louvar a Deus e amaldiçoar teu irmão (Tiago 3:10), ainda que tenha pouco reparta com quem não tem nada (Tiago 2:15-16).
Nem eu e nem os apóstolos precisaríamos perder tempo escrevendo se as igrejas, agora me refiro as pessoas e as que tem placa e CNPJ, entendessem que entendessem que tudo se resume em amor e que a igreja deve ser misericordiosa, assim como, Cristo foi conosco quando por amor deu sua vida na cruz para a remissão dos nossos pecados
Diante do acima exposto, considerando a sua conduta individual como templo vivo e ambulante do Espírito Santo de Deus e membro de uma igreja (reunião de pecadores que louvam a Deus num espaço de culto denominado igreja) responda a pergunta:
Sua religião é? (   ) Verdadeira   (   ) Falsa
Só as legitimas, recuse imitações! 
Enfim, que vossa obediência seja conhecida de todos os homens (Romanos 16:19) e que a sua fé produza bons frutos de amor ao próximo.
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3 comentários:

Henrique disse...

Irmão Mário,

A religião verdadeira que devemos ter é a fé em Jesus Cristo, como Filho de Deus e nosso Salvador.

O problema das denominações é que elas podem começar bem com um sentimento sincero, mas com o passar do tempo entram nelas divergências, por serem ministradas por homens. Temos inúmeros exemplos dos conselhos que Paulo enviava as igrejas, aonde por exemplo, havia aquelas que já tinham voltado a Lei, esquecendo (ou não entendo) o significado do sacrifício de Cristo.

Isso me faz lembrar de Apocalipse, nas cartas aos anjos das igrejas. Éfeso tinha pontos positivos (obras, trabalho, paciência, doutrina), mas tinha pontos negativos (perda da caridade e do amor). O mesmo acontecia com Tiatira, que tinha pontos positivos maiores que Éfeso (obras, serviços, fé, paciência e obras de caridade atuais maiores que as anteriores), mas mesmo assim tolerava a idolatria e prostituição. Até mesmo igrejas que estavam “bem” na questão doutrinária como Filadélfia ou Smirna acabaram. Hoje não existem mais.

No Púlpito Cristao, tem um ótimo texto a respeito das “sete igrejas da Ásia Menor estão mortas. Restam apenas ruínas de um passado glorioso que se foi. As glórias daquele tempo distante estão cobertas de poeira e sepultadas debaixo de pesadas pedras. Hoje, nessa mesma região tem menos de 1% de cristãos. Diante disso, uma pergunta lateja em nossa mente: o que faz uma igreja morrer? Quais são os sintomas da morte que ameaçam as igrejas ainda hoje?”
http://www.pulpitocristao.com/2012/03/a-morte-de-uma-igreja/


Deus te abençoe.

Henrique

Mario disse...

Exato irmão Henrique, as igrejas são na verdade instituições criadas e geridas pelo homem, por isso, inevitavelmente, por extensão, elas são também falham de vez em quando e sempre falharão.

A diferença entre a religião falsa e a verdadeira consiste aí também, ou seja, na religião verdadeira o homem sabe que é falho, já na religião falsa os homens enganam aos outros e a si mesmo dizendo que não tem pecado algum.

Fique na paz de Deus!

Regina Farias disse...

Mário,

A instituição da escravidão religiosa é algo tão enraizado na nossa cultura por séculos e séculos, que as pessoas fundamentalistas rejeitam imediatamente qualquer texto desse naipe. Trata-se de um baita dum bloqueio! Mas não passa de uma defesa. Um cuidado excessivo em se proteger. Precisam de um abrigo físico, material. Algo (e alguém) em que se agarre. Você bem sabe disso...

As pessoas se assustam e logo rotulam quem assim se pronuncia, mas, coitadas, é só para se defenderem. Porque foram ACOSTUMADAS a ir em busca de Deus em locais; porque foram ACOSTUMADAS à evangelização com hora e dia marcados, quando na verdade evangelizar é um estilo de vida.

Viver uma vida com Deus é algo ininterrupto, é como respirar e independe de ida ao monte, ao templo ou ao oráculo. Amar a Deus, cumprir o propósito de Jesus, evangelizar, nada disso tem a ver com igreja/instituicão/DENOMINAÇÃO, estando ligado ao AGIR, à disposição sincera do coração que não está atrelada a nenhum formato religioso. Isso está muuuuuito claro nos evangelhos.

Só que as pessoas não querem se desgrudar daquilo que elas, equivocadamente, têm como algo seguro em suas vidas. Elas se agarram com unhas e dentes às COISAS que supostamente lhe dão segurança. Elas seguem (seguem mesmo?!)uma cartilha religiosa com base em algumas passagens das cartas do NT mas não escutam o que diz Jesus.

Elas PRECISAM ir à igreja, elas precisam ouvir alguém falando, elas precisam cantar com o coral e os músicos, elas precisam daquele cerimonialismo que diz que Deus está ali, elas precisam 'sentir' a presença de Deus por meio do emocionalismo em grupo, elas necessitam do fervor coletivo para se banharem mesmo sabendo que é um banho fugaz que só dura até o próximo domingo.

E o mais inquietante para mim, é que essas mesmas pessoas não estranham essa alienação coletiva e não se perguntam: Que Deus é esse?!

Veja bem, não estou dizendo que não é bom se reunir para adorar a Deus, seja com música(louvor), orações, etc. A questão é a 'viagem', a pretensão de colocar Deus em determinado horário e lugar específico, e lá aprisioná-Lo para satisfazer o ego religioso de um grupo.

Sim, porque Deus não precisa de ninguém bajulando ele, Deus não precisa da gente, nós é que precisamos Dele. Deus já tem os anjos cantando e adorando-O 24 horas por dia, não precisa de nós, meros mortais. Somos uns doentes, pretensiosos, isso sim. E pior, sabendo-nos doentes e rejeitando a CURA.

Não faz muito tempo, um religioso preocupado com as minhas falas revolucionárias demais pra o povo 'obediente' da igreja dele, ironizou, dizendo que eu só bato na mesma tecla. Que eu tenho alguma mágoa e blá, blá, blá... Tadinho, se ele me conhecesse, saberia do amplo e diversificado universo em que vivo. (Enfim, vamos pular essa parte pois eu não tenho nenhum problema de autoafirmação).

Mas é que finda sendo tema recorrente, já que os textos e comentários recaem no erro absurdo cometido por certos gurus e sua multidão. É uma simbiose, uma realimentação doentia que diz cada vez mais ao povo que 'isso é que é igreja'.

São poucos os DIRIGENTES que tratam desse tema com clareza, como falei dias atrás no blog do meu amigo Alan Capriles. Tomara que muitos o imitem.

Esse povo fica brincando de Deus e Jesus dizendo claramente o que dirá 'naquele dia' a MUITOS destes dirigentes espirituais de araque. Por acaso eu to falando pra me exibir ou com o coração sangrando? As pessoas gostam que fale de 'amor', coisas bonitinhas, passe a mão na cabeça. Quem não o faz é amargo, magoado, infeliz. Engana-se! Inverte as situações pra deixar o tinhoso reinar absoluto.

Valeu pelo texto. Gosto particularmente de textos assim que desmascaram a religiosidade falsificada e perniciosa.

Que Deus continue te usando como Seu instrumento!

R.

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