sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Uma verdade sobre a unidade

2 comentários
Uma verdade sobre a unidade é que verdade e unidade nem sempre caminham juntas, às vezes, elas se opõem e apontam caminhos totalmente diferentes.

O problema é que diante das “novas revelações” que vira e mexe surgem no seio das igrejas as pessoas se veem diante de uma encruzilhada em que devem optar entre seguir a verdade contida na Palavra de Deus, que é (ou deveria ser) a única regra de fé e conduta dos cristãos, ou manter-se unida ao seu atual grupo religioso, a maioria opta pela unidade mesmo sabendo que os laços dessa união sejam mentiras inventadas pelos homens.

No funeral da minha mãe esteve presente um dos diáconos mais antigos do estado de São Paulo de uma tradicional denominação pentecostal brasileira, esta denominação prega o batismo salvífico, tentando trazer consolo ao meu coração, como se me contasse um segredo que poucos sabem, esse diácono me disse que o que ele iria me dizer ele não falava para qualquer um e nem em qualquer lugar, ele me disse que o que realmente salva não é o batismo, que o batismo é apenas um passo na vida do homem e da mulher que serve a Deus e que ele tinha a absoluta certeza que minha mamãe mesmo sem ter sido batizada tinha alcançado a salvação, pois, ela tinha um testemunho cristão impecável e Deus se agradava disso.

Eu não tinha dúvidas quanto a salvação, antes mesmo deles aparecerem e realizarem o funeral da minha mãe Deus já tinha colocado paz no meu coração quanto a isso, pois, conhecendo um pouco da Palavra de Deus eu já sabia o que vinha a ser a graça e que a salvação é favor imerecido de Deus aos homens e mulheres que creem em Jesus Cristo como seu único e suficiente salvador, e nisto minha mãe cria.

Passado alguns dias, estando eu no culto este mesmo diácono em dado momento esteve no púlpito a frente da congregação e falando de um caso de enfermidade na parentela de um dos nossos irmãos lamentou que o papai desse irmão partiu sem obedecer o batismo que concede a salvação ao crente, por conta disso isso, só poderíamos pedir que Deus tivesse misericórdia daquela pobre alma que partiu sem se batizar.

Estranhei o fato de em privado a mim ele pregar uma coisa em concordância com a Bíblia e em cima do púlpito pregar outra totalmente diferente até mesmo daquilo que manifestou acreditar, hoje entendo, ele optou pela unidade, por isso, em cima do púlpito ele deixa a verdade de lado, ignora a Bíblia e reforça as mentiras inventadas por homens, mas que mantém a igreja unida.

E você, prefere a verdade ou a unidade?

2 comentários:

Regina Farias disse...

Então, Mário...

É profundamente lamentável que o homem mesmo conhecendo a Verdade, a renegue publicamente em nome de um grupinho religioso que é efêmero e se esvai diante da infinitude e majestade do Altíssimo. quando vejo coisas assim me lembro de Mt 7, v. de 13 a 23.

Eu conheci um padre que disse que a igreja alimenta a neurose dos 'santos' na vida de seus fiéis, para mantê-los na 'igreja'.

As racionalizações 'convenientes' são as mais bizarras, mas para mim, isso é pura maldade. Sem falar do quanto que é leviano, já que se está usando o nome de Deus para justificá-las.

Quanto a batismo, não consta que o criminoso da cruz ao lado de Jesus tenha se batizado nem tampouco tenha tido um exemplo de vida digno. Apenas em seu momento crucial ele reconhece a soberania de Jesus. Somente isso, nada mais. Simples assim.

Queria saber o que os religiosos acham dessa DECISÃO de Jesus, de salvar quem Ele decide salvar e não 'a igreja' com suas doutrinas complicadas, pesadas, sufocantes e contraditórias.

A parte boa disso tudo é que eu percebo que até na própria dor, na lembrança triste, na saudade de um dos entes mais importantes da vida, demonstra-se ser discípulo de Jesus...

Deus é maravilhoso e age da forma que lhe apraz!

"O vento sopra onde quer" - já diria Jesus a um fariseu de boa fé mas totalmente equivocado acerca das coisas do Reino...

Deus te abençõe!

R.

Ricardo Alexandre disse...

Muitos no ministério da CCB sabem que ela não é a Graça de Deus e que seu batismo não lhes dá qualquer garantia de vida eterna. Mas por terem assumidos os cargos que ocupam e terem conquistado status confessando e disseminando uma ideologia e não a verdadeira doutrina bíblica, não conseguem deixar o orgulho e renunciar a si mesmo.

O Pr. Eguinaldo Hélio de Souza (CACP) comenta:

É difícil professar uma religião a vida inteira, tornar-se mestre dentro desta religião, levar outros a segui-la e combater todos aqueles que questionam sua crença, para depois admitir publicamente que estava errado. Imaginem quantos bispos, padres e monges não se encontram ainda dentro do catolicismo, consciente de seus erros que puderam ser constatados nas Escrituras, mas cuja posição os impedem de se decidir.

Conhecer a verdade é fácil. Mais difícil é deixar tudo e segui-la. Paulo tinha muitos motivos para se orgulhar de sua condição racial e religiosa. Ele teve que pesar e renunciar também a isto para ser um verdadeiro cristão. Ele confessou à Igreja de Filipos: "Ainda que eu também podia confiar na carne. Se alguém acha que podia confiar na carne, ainda mais eu: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei fui fariseu; segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era ganho, reputei-o perda por Cristo" (Filipenses 3.4-7)

Há muitos que amam a sua posição mais do que a verdade. Para eles não importa tanto se seu caminho os levará ao céu. O que vale é ser honrado na terra, dentro de sua sociedade, de sua cultura, de sua religião. Levaram anos para construir seu castelo e agora não estão dispostos e perdê-lo, nem mesmo por amor a salvação. Não é a ilusão que os prende, mas o orgulho.

As falsas seitas e religiões estão repletas de pessoas que não tiveram a coragem de renunciar o que precisa ser renunciado. Até mesmo muitos que parecem ser opositores do Evangelho, estão plenamente conscientes da veracidade dele e da falsidade de sua crença, mas o temor das perdas, faz com que se escondam atrás de uma atitude agressiva. A barreira entre muitos homens e Deus, não é, na maioria das vezes, um questão de conhecimento, mas uma questão de vontade.

Não olhemos para todos os adeptos das falsas seitas e religiões como ignorantes da verdade. Muitos a conhecem, mas não a amam, a ponto de renunciar o que precisa ser renunciado, a fim de seguir a Cristo.
Pr. Eguinaldo Hélio de Souza

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