domingo, 2 de outubro de 2011

Mamãe... Sou gay!

2 comentários
Há cerca de duas semanas, o irmão Ricardo, do blog JovemCCB, postou dois artigos realistas e imparciais acerca da homossexualidade na igreja, são eles “Mamãe ...Sou gay! (1ª Parte)” e “Mamãe...Sou gay! (2ª Parte), não por acaso, na semana seguinte eu postei o artigo “Um pecado chamado intolerância”, onde defendi a legitimidade das pessoas discordarem do modo de agir e pensar das outras pessoas desde que isso não seja feito com sangue nos olhos, ódio no coração, violência nas mãos e nem desrespeite a dignidade humana.

Aquele que age com brutalidade e ignorância não pode dizer estar imitando os passos de Jesus, nem estar de acordo com a Palavra de Deus e muito menos estar sendo guiado pelo Espírito Santo, pois, como sabemos Deus não ama ao pecado, mas incondicionalmente ama ao pecador.

O texto do Ricardo faz referencia ao filme “Orações para Bobby” (em inglês: Prayers for Bobby”), baseado na história real de Bobby Griffth, filho de uma conservadora presbiteriana americana que ao saber da homossexualidade do filho o tratou com intolerância e lhe impôs a tratamentos psiquiátricos e religiosos com o objetivo de “converte-lo” de sua homossexualidade.

Bobby, como muitos jovens cristãos no mundo todo, não sabendo lidar com sua sexualidade, não encontrando apoio na família e sendo recusado e condenado ao fogo eterno pela igreja decide dar fim a própria vida se jogando de cima de uma ponte e acabou sendo esmagado por um caminhão de 18 rodas.

Após a morte de Bobby, sua mãe, Mary Griffth, passou a ler o diário do filho, foi quando percebeu que suas atitudes faziam com que o problema de seu filho se tornasse maior do que era, deixando-o tão pesado a ponto dele não mais suportar carregar e buscar o alivio para sua dor nos braços da morte.

Ciente da sua parcela de responsabilidade na morte de seu filho, Mary Grifth passa a rever sua postura intolerante, deixou um pouco de lado a interpretação da Bíblia feita por religiosos sobre os homossexuais, e sem os pré-conceitos se aplicou em obter as respostas diretamente na Bíblia, viu que Deus é amor e que ela faltou com amor para com seu filho, viu que ela tendo pecados atirou pedras no próprio filho que já se torturava bastante e o suficiente por ser “diferente”, viu que Jesus não faria o mesmo, assim como não fez com a mulher adultera, afinal, Deus não ama ao pecado, mas ama ao pecador.

Mary Griffth se tornou ativista dos direitos homossexuais nos Estados Unidos, e após oito meses do suicídio de seu filho, ela discursou no Congresso Americano, grande parte do discurso de Mary está na boca de muitos cristãos que dizem se pautar pelas Sagradas Escrituras e muitas vezes usam o nome de Deus para justificar o injustificável, proferir sentenças sem medir as conseqüências dos seus atos e palavras na vida de muitos que são atormentados pelo homossexualismo, por isso, vale à pena postar o discurso de Mary para estimular a reflexão.

"A homossexualidade é um pecado. Os homossexuais estão condenados a passar a eternidade no inferno. Se quisessem mudar, poderiam ser curados de seus hábitos malignos. Se desviassem da tentação, poderiam ser normais de novo. Se ao menos eles tentassem, e tentassem com mais afinco quando não funcionasse. Estas foram às coisas que eu disse ao meu filho, Bobby, quando descobri que era gay. Quando ele me disse que era homossexual, o meu mundo desmoronou-se. Eu fiz tudo que pude para curá-lo de sua doença. Há oito meses, meu filho saltou de uma ponte e se matou (...). A morte de Bobby foi o resultado direto da ignorância e do medo dos seus pais quanto à palavra gay. Ele queria ser escritor. As suas esperanças e sonhos não deviam ter sido tirados dele, mas foram. Há crianças, como Bobby, sentados nas vossas congregações. Desconhecidos de vós, elas estarão a escutar, enquanto vocês ecoam ‘Amém’. As suas preces à Deus por compreensão, aceitação e pelo vosso amor. Mas o vosso ódio, medo e ignorância da palavra ‘gay’ irão silenciar suas preces. Por isso, antes de ecoarem ‘Amém’ na vossa casa e local de adoração, pensem! Pensem e lembrem-se uma criança está a ouvir.”  (Mary Griffth – 06/12/1995) 


Abaixo o filme "Orações para Bobby"  (Prayers for Bobby).






Foto ilustrativa da postagem: Cena do filme "Orações para Bobby" (em inglês: Prayers for Bobby)

2 comentários:

Rapha Boy disse...
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Regina Farias disse...

Pois é,

Colocar-se no lugar do outro é difícil. Mesmo quando é um filho, em situações assim em que há um mundo lá fora pronto para matar a pedradas.

As cobranças/pressões externas são tão grandes que embaçam qualquer arremedo de socorro que porventura queira se instalar no coração de uma mãe aflita que assiste o coraçãozinho atormentado do filho.

Aí, quando se dá um desfecho assim dramático, a pessoa acorda e vai ao extremo oposto, tornando-se ativista. Certamente para amenizar a culpa por não ter tido a firmeza e até a tolerância no devido momento. A parte boa é que divulgar, conversar, debater, botar a boca no trombone, impulsiona a coletividade a pensar, refletir, rever conceitos. Mas o 'segredo', a fórmula, a palavra mágica para vai ser sempre a compaixão, ou melhor, o exercício da compaixão, da misericórdia e do amor para que se possa lidar com esse tipo de condenação velada que a religião impõe.

A propósito, algumas pessoas distorcem o real sentido de tolerância, como o rapaz acima, pela exposição erótica extremamente apelativa de seu blog grotesco e de profundo mau gosto. Ele está com a alma tão profundamente adoecida que talvez não saiba que aquelas cenas que ele divulga são inconstitucionais e que ele pode ser enquadrado na lei a qualquer momento. Torço por isso, cadeia pra esse tipo!

Abs,

R.

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