sábado, 3 de setembro de 2011

Da leitora: Uma tortura chamada religião

3 comentários
A Regina lá do blog Bora Ler, sempre está enriquecendo minhas postagens com seus edificantes comentários, o que agrega muito a mim e aos leitores, na postagem "Igreja ou prisão sem muros?", que criei para tentar responder a Gabriela, não foi diferente, porém, o último comentário da Regina, devido ao tamanho e profundidade, está sendo postado em forma de postagem para um melhor aproveitamento. 
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Uma tortura chamada religião (autora: Regina)
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Olá, Gabriela, Lendo teu texto (que mexeu com as minhas vísceras!) me chamam à atenção determinados termos tais como:

‘Sutil’, ‘anônimo’, ‘ameaça’, ‘sufocante’...

Termos, que usados de forma constante e estratégica pelos religiosos, aprisionam mentes em suas formas mais perversas.

Como não se indignar?! Confesso, mexe comigo.

Isso que você falou sobre ver irmã tirar anel do dedo antes de entrar na igreja é o que mais vejo e é resultado da RELIGIOSIDADE que é enfiada na mente das pessoas, adoecendo-as.

Essas mesmas que tiram anel, também trocam de vestes, lavam a cara e arrumam a melhor cara de piedosa quando lá vão. As mesmas que não usam (ou não aparecem lá usando) adereços como anel, brinco, batom, pintura em cabelo,etc., colocam nas filhas e acham lindo e maravilhoso, se deleitam, pois se projetam nelas, gostariam imensamente de estar 'produzidas' como elas. Compram roupas lindas para elas, bem transadas, enquanto elas próprias não se arrumam, se apresentam desleixadas, vestem saias super bregas e fazem uma tremenda cara de triste que nem meia dúzia de ator global é capaz de reproduzir com tanta perfeição. Aliás, convenhamos, cara de triste não é difícil fazer, já que a própria existência é uma baita duma opressão. E não precisa de nenhum 'Fróidi' pra explicar!

Muitas, dependendo do evento e local, escolhem o tipo de roupa mais recatada ou não. Dá pena e asco. Causa irritação e tristeza.

É algo escancaradamente claro. São dois pesos e duas medidas: um na 'presença de Deus' (igreja) e outro fora do seu alcance. Estas não sabem que os olhos de Deus estão em toda parte.

Tal 'deus' só está presente lá no templo aonde se vai 'obediente' escondendo o coraçãozinho cheio das transgressões em potencial e as já realizadas?!

É impressionante quando se acompanha de perto alguém assim robotizada, escravizada, engaiolada em algo que se pode chamar de qualquer coisa menos de Evangelho; alguém que pode se rotular de qualquer coisa, menos discípula de Jesus.

Digo com toda sinceridade que fico sem saber se rio ou se choro. Na maioria das vezes acho patético! Não vi apenas uma ou duas performances, isoladamente. É algo dinâmico, vejo-as todos os dias!


Ora, que Jesus é esse que estão pintando por aí? Que Jesus é esse, ridicularizado, exposto ao constrangimento e à tristeza?  Sinceramente, a meu ver, isso é muito mais grave e deprimente do que o Cristo crucificado e cabisbaixo que a ICAR faz toda questão de exibir.

Tempos atrás, em visita a uma paciente em um hospital, uma enfermeira foi vista por uma turma onde a maioria era da ccb e aí ela chamou minha irmã discretamente, e, com um apelo terrível na voz e na expressão, pediu-lhe encarecidamente para que não dissesse ao líder lá da comunidade dela que a tinha visto maquiada e de terninho. 

E o mais intrigante é que elas não saem nunquinha de lá, com MEDO do castigo do Deus PAI! Do Deus da Graça, do Amor, da Misericórdia, do Perdão. Elas não sabem acerca desse Deus. Só lhes foi apresentado o Deus religioso do medo, do castigo e das performances. O deus que só 'abençoa' se você for membro de lá. O 'deus' que as induz a mentir, omitir, dissimular, disfarçar e esconderem até de si mesmas o quanto são profundamente infelizes. Tudo em nome do Senhor Jesus?!

É por isso E MUITO MAIS que eu também tenho aversão pela religiosidade imposta em certas denominações. Tenho muitos familiares e amigos que vivem assim e sei do que estou falando. Gente que eu amo muito e que vejo sendo ludibriada. É claro que Deus age lá, assim como age no terreiro de macumba. Deus age onde está o ser humano e não conforme o local onde o ser humano está.Deus está em toda parte, ouve-se antes do primeiro engatinhar.

Ontem mesmo um amigo (que inclusive já experimentou de perto essa neurose toda, seu blog que o diga!), ao ler meus comentários lá no blog do Daniel, disse que eu estava estressada. Até brincou que eu relaxasse com uma boa taça de vinho, mas é que vez em quando eu fico mesmo meio pê da vida com coisas assim. Não nego que é irritante, que mexe comigo. Quem sabe se não usasse o nome de Jesus eu nem me importasse tanto. Afinal, cada um que faça suas escolhas. Ainda que resolva fazer da sua própria existência um inferno disfarçado de Reino de Deus. 

E como bem diz o título desta postagem: prisão sem muros. A maior das torturas.

Ah! E uma boa taça de vinho eu não tomo para relaxar. Tomo para saborear! Para relaxar, eu ORO!

Obrigada pela atenção e que Deus a abençõe.

Regina

3 comentários:

Regina Farias disse...

Mário,

Obrigada, muito me honra, mas sei que não é para minha honra nem de ninguém e sim para a honra e glória de Deus que é, acima de tudo, PAI. E espero, sinceramente, que as pessoas parem pra pensar, afinal fomos feitos seres pensantes e essa é a ideia do texto.

No amor de Cristo,

R.

Mario disse...

Regina, obrigado por sempre estar por aqui enriquecendo minhas postagens... ;¬)

FIEL disse...

Engraçado como pessoas com visões dinamicas paralelas entre o mundo espiritual e o material, isso e muito simples Deus é unico, procure honrar ele da melhor forma que vc ache, porem deixe as questoes religiosas das igrejas de lado, devemos respeitar todas pois cada um tem sua fé.

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