sexta-feira, 1 de julho de 2011

Seja craque e não use crack

3 comentários
A droga - Composição química

O crack é obtido a partir da mistura da pasta-base de coca ou cocaína refinada (feita com folhas da planta Erythroxylum coca), com bicarbonato de sódio e água. Quando aquecido a mais de 100ºC, o composto passa por um processo de decantação, em que as substâncias líquidas e sólidas são separadas. O resfriamento da porção sólida gera a pedra de crack, que concentra os princípios ativos da cocaína.

Segundo o químico e perito criminal da Polícia Federal (PF) Adriano Maldaner o nome ‘crack’ vem do barulho que as pedras fazem ao serem queimadas durante o uso. “A diferença entre a cocaína em pó e o crack é apenas a forma de uso, mas o princípio ativo é o mesmo”, afirma Maldaner.

Por ser produzido de maneira clandestina e sem qualquer tipo de controle, há diferença no nível de pureza do crack, que também pode conter outros tipos de substâncias tóxicas - cal, cimento, querosene, ácido sulfúrico, acetona, amônia e soda cáustica são comuns. “A pureza vai depender do valor pago na matéria-prima pelo produtor. Se a cocaína for cara, é misturada com outras substâncias, para render mais. Se for de uma qualidade inferior, pouca coisa ou nada é adicionado”, diz Maldaner.

Forma de uso e ação no organismo

O crack geralmente é fumado com cachimbos improvisados, feitos de latas de alumínio e tubos de PVC (policloreto de vinila), que permitem a aspiração de grande quantidade de fumaça. A pedra, geralmente com menos de 1 grama, também pode ser quebrada em pequenos pedaços e misturada a cigarros de tabaco ou maconha – o chamado mesclado, pitico ou basuco. “Ao aquecer a pedra, ela se funde e vira gás, que depois de inalado é absorvido pelos alvéolos pulmonares e chega rapidamente à corrente sanguínea”, conta Maldaner. Enquanto a cocaína em pó leva cerca 15 minutos para chegar ao cérebro e fazer efeito depois de aspirada, a chegada do crack ao sistema nervoso central é quase imediata: de 8 a 15 segundos, em média.

A ação do crack no cérebro dura entre cinco e dez minutos, período em que é potencializada a liberação de neurotransmissores como dopamina, serotonina e noradrenalina. “O efeito imediato inclui sintomas como euforia, agitação, sensação de prazer, irritabilidade, alterações da percepção e do pensamento, assim como alterações cardiovasculares e motoras, como taquicardia e tremores”, explica o psiquiatra Felix Kessler, do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).








3 comentários:

Quem sou eu disse...

Adorei o post. Já abordei vários textos sobre droga no meu blog, se interessar, dê uma olhada.
http://lindsay-make-up.blogspot.com/

Joabe Rodrigues disse...

Oi Mario, tudo bem?
Então cara, essa situação do crack é bem complicada, inclusive na minha igreja tem uma irmã que o filho é viciado, e a gente tá passando por uma barra pra ajudá-la.

Tenho lido a respeito, e vi que USP andou fazendo uma pesquisa com usuários de crack que foram tratados à base de maconha. No final de 3 anos todos os usuários que trocaram o crack pela maconha, no final não usavam nem crack nem maconha.

É um assunto polêmico, sim. Escrevi um artigo sobre isso se quiser dar uma olhada: http://www.metanoiaindutiva.com/2011/07/crack.html

Abração!

Mario disse...

Joabe,

Muito bom seu artigo.

Pra mim, o uso da maconha em substituição ao crack num tratamento é aceitável, pois, os danos para o usuário e a própria sociedade é menor, mas o destino final deve ser sempre não ser dependente de nenhuma das duas, afinal, a maconha também é uma droga ilícita, portanto, faz girar a máquina da morte (tráfico).

Também acho que a Igreja deve ser madura e tratar deste assunto sem preconceitos, tal como fiz em meu artigo sobre masturbação, o jovem de hoje é muito mais informado do que no passado e tem opinião, então, temos que deixar de ser hipócritas e fingir que a Igreja é uma galeria de santos e assumir que ela é um hospital para pecadores.

Fraterno abraço,

Mario

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