sábado, 25 de junho de 2011

Sobre a misericória

1 comentários
Diferente de alguns estudos que já fiz e publiquei aqui, penso que a “Misericórdia” não pode ser entendida simplesmente com base em seu significado do dicionário, pois, misericórdia é algo abstrato, é algo que sentimos.
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A palavra misericórdia deriva da junção de duas palavras gregas, são elas: Miseri = sofrimento e Cordis = coração, literalmente significa “coração sofredor”. O dicionário define misericórdia como sendo: “pena causada pela miséria alheia”.
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Você leitor/leitora deste blog já deve ter se deparado com uma situação onde a miséria alheia lhe fez sofrer o coração a ponto de você querer reunir todas as suas forças para eliminar a miséria do seu semelhante.
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Tudo que Deus fez é bom (Genesis 1:31), e para que a glória de Deus fosse manifesta o homem foi criado à sua imagem e semelhança (Genesis 1:27), mas o homem e a mulher foram desobedientes a Deus (Genesis 3:6) e por conta disso receberam punição (Genesis 3:23).
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E o conhecimento obtido pela desobediência começou a gerar pecado e maldade, e Deus viu que a maldade se multiplicava e isso pesou em seu coração (Genesis 6:5-13), por isso, Deus destruiu a terra e tudo que nela havia, mas Deus que reto em justiça preservou a Noé que era fiel a Deus (Genesis 7:1) e posteriormente firmou uma nova aliança com o homem (Genesis 9:9).
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A natureza do homem é pecaminosa, mas o amor de Deus pelo homem não tem tamanho tanto é que deu seu único filho para que o homem fosse salvo (João 3:16), e isto ele fez porque o homem foi criado a sua imagem e semelhança para que sua glória fosse manifesta, e sendo Deus rico em misericórdia (Efésio 2:4) seu coração sofria com a condição do homem, por isso, cumpriu sua palavra acerca do Messias que seria da descendência de Davi (Isaias 9; Mateus 1:1).
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Jesus também por grande misericórdia, com seu coração condoído pela miséria humana, por conta do levantamento de falsos testemunhos (Mateus 26:60-61), em silêncio permaneceu quando acusado (Mateus 26:62-63), foi golpeado e cuspido (Marcos 14:65), sem motivos foi odiado (João 15:23-25), e ele sofreu em nosso lugar (Mateus 8:16-17), mesmo sendo inocente foi crucificado como e junto de pecadores (Mateus 27:38), suas mãos e pés foram perfurados com pregos (João 20:27), apesar de tudo ainda foi escarnecido e insultado (Mateus 27:39-40), e quando teve sede deram vinagre para ele beber (João 19:29), e foi zombado por ter confiado em Deus (Mateus 27:43), mesmo assim com o seu coração comovido com a miséria humana ele intercedeu pelo homem dizendo: “Pai, perdoa-lhes, pois, não sabem o que fazem” (Lucas 23:24), e ainda assim teve seu corpo perfurado (João 19:34).
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Amados(as), não aprenderemos sobre a misericórdia recorrendo aos dicionários ou literaturas diversas e nem mesmo com esse artigo, Deus foi misericordioso em dar a vida de seu único filho para remissão dos nossos pecados, Jesus foi misericordioso em padecer sobre o duro madeiro da cruz por conta dos nossos pecados.
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Foi por conta do meu pecado, foi por conta do seu pecado, foi por conta do pecado de todo homem que Jesus foi pregado pelas mãos e pés com o corpo suspenso numa cruz “para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.” (I Pedro 2:24).
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Preocupe-se mais em sentir do que entender misericórdia, aquele que ama ao seu próximo como a si mesmo automaticamente será tomado pela misericórdia, seu coração sofrerá com a miséria do seu semelhante, por isso, quando se deparar com o faminto o alimentará, dará de beber ao que tem sede, visitará os enfermos, vestirá aquele que está nu.
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Leia a Bíblia, ela está repleta de exemplos práticos de misericórdia que se praticados farão da igreja e do mundo um lugar muito melhor de se viver, a começar pela difícil tarefa de amar nossos inimigos (Mateus 5:44).
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Jesus realizou inúmeras curas o que mostra sua proximidade para com os enfermos, por isso, não deixe de visitar os enfermos. O primeiro milagre de Jesus foi numa festa, por isso, alegre-se com os que estão felizes, mas Jesus ressuscitou a Lazaro e a filha de Jairo, então, esteja também com aqueles que choram pelos seus mortos.
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Jesus foi misericordioso e amoroso para com os pecadores, não condenou e nem apedrejou a mulher adultera, faça o mesmo, ao invés de ficar olhando alguém caído estenda-lhe a mão e o ajude a levantar, ao invés de deixar o pecador se afogar jogue-lhe a bóia.
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Para todas as outras situações que não estão aqui listadas, pergunte a si mesmo: Como fez/faria Jesus diante desta situação???

1 comentários:

Regina Farias disse...

Mário,

É como você diz: aprender o significado de misericórdia intelectualmente é fácil, quero ver esse aprendizado CONSTANTE é no chão da existência.

Jesus disse:

Ora, se sabeis essas coisas, bem aventurados sois, SE as praticardes.

As pessoas religiosas se apegam tanto aos seus ritos e celebrações pagãs que se distanciam do propósito do Evangelho. Ironicamente, renegam ao mesmo Jesus que elas empunham bandeira 'em Seu Nome' e que não dizem nada do que Jesus requer de nós.

Isso é muito sério!
Tradições, tradições, tradições! Normas, normas, normas! Leis, leis, leis!
E misericórdia que é bom e preciso, necessário e urgente? Não há tempo para isso. Pois a 'adoração a Deus' estabelecida em lugares considerados santos pelos legalistas religiosos está ocupada em performances e beeeeeem distante do que Deus busca: em espírito e em verdade.

Enfim, a sua pergunta no último parágrafo me reporta a um fragmento de texto que coloquei no lado esquerdo do meu blog:

“Naquele ‘dia’ não se perguntará quais eram as suas doutrinas, nem como era a sua forma de batismo, nem qual era a sua religião, nem quantos trabalhos cristãos você fez, nem se perguntará pela sua estatística de ‘quantos você converteu para Deus na Terra’. Perguntar-se-á se você viu Jesus por aí, com fome, maltratado, com sede, preso, doente, lá no ‘brejo da Cruz’. E as pessoas vão dizer. ‘Senhor, nós nunca te vimos assim!’ E Ele vai dizer: ‘Sempre que vocês deixaram de atender a um ser humano nesse estado de degradação, de prisão, de dominação, de infelicidade, de angústia e de miséria, vocês deixaram de atender a mim.’ É uma pena que Mateus 25 não seja levado a sério por nós. Não se esqueçam: é com base no amor ao próximo que se estabelecerá o critério final, o critério ômega do juízo“. (Caio Fábio)

Deus te abençõe,

R.

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