domingo, 24 de outubro de 2010

Congregação Cristã em números

8 comentários
Segundo a publicação americana “Pentecostalism Encyclopedia” (Enciclopédia do Pentecostalismo), no ano 2000 a Congregação Cristã ocupava a 6ª posição no ranking mundial em número de fiéis do segmento cristão pentecostal.

O artigo da Enciclopédia correlaciona os dados do Censo do IBGE no ano 2000 com o número de cristãos pentecostais no mundo.

Igrejas pentecostais são aquelas que dão ênfase na ação do Espírito Santo e crêem no batismo com evidências em novas línguas (glossolália), o artigo não faz distinção entre as igrejas pentecostais e neopentecostais, pois, o que difere o primeiro grupo do segundo é que além da crença no Espírito Santo eles pregam a teologia da prosperidade. 
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No ano 2000, em todo o mundo havia cerca de 400 milhões de cristãos freqüentando as searas evangélicas pentecostais, dos quais 115 milhões (28,75%) estavam congregados em dez principais igrejas, das quais quatro dessas igrejas são brasileiras, o que confirma a sugestão do artigo de que o pentecostalismo é mais aceito entre os pobres, em especial os do “Terceiro Mundo”.

As dez maiores igrejas pentecostais em 2000 eram:

  • Assembléias de Deus no mundo (15 milhões)
  • Nova Igreja Apostólica (11 milhões)
  • Igreja Kimbanguist / Igreja de Cristo na Terra (8 milhões)
  • Igreja de Deus em Cristo (7 milhões)
  • Igreja de Deus (5 milhões)
  • Congregação Cristã no Brasil; Igreja Cristã Zion e Igreja Cristã Aladura (2,5 milhões cada uma)
  • Igreja do Evangelho Quadrangular e Igreja Universal do Reino de Deus (com 2 milhões cada uma)

No ano 2000 o Brasil tinha 170 milhões de habitantes, dos quais 26 milhões (15,3%) eram evangélicos, desse total de 26 milhões cerca de 13,5 milhões (52%) eram pentecostais.
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Com 2,5 milhões membros, que correspondia a um total de 18,5% dos pentecostais brasileiros, a CCB era a segunda maior denominação pentecostal do país, o primeiro posto era ocupado pela Assembléia de Deus com 8,4 milhões ou 62% dos pentecostais brasileiros. Quando consideramos todas as igrejas evangélicas brasileiras (tradicionais, pentecostais e neopentecontais) a CCB ocupava o 3° lugar, vem logo depois da Igreja Batista (3,1 milhões de membros) que também está atrás da AD.

Estima-se que em 2010 a população brasileira esteja nas casas dos 190 milhões de habitantes, e com base no censo religioso (IBGE – 2000) e nos números da FGV-2007, estima-se que 19% (36,5 milhões de pessoas) da população brasileira seja evangélica, e que o número de fiéis da CCB seja de 3,5 milhões, o que ainda lhe assegura o 2° posto entre as igrejas pentecostais e o 3° posto entre todas as igrejas evangélicas brasileiras.

Recentemente lendo uma tese de mestrado em que a autora compara 5 denominações pentecostais de São Paulo, a autora aborda que nas primeiras décadas a CCB apresentou crescimento vertiginoso ao se espalhar entre os imigrantes italianos e que somente no final dos anos 40 ela foi ultrapassada pela sua co-irmã AD.

Hoje as igrejas que apresentam maior crescimento são as neopentecostais, que além de usar técnicas de marketing empresarial para atrair novos fiéis, administram rádios, jornais e programas/canais de TV.

A CCB nos últimos anos tem apresentado taxas de crescimento singelas se comparados as demais denominações, porém, sustentáveis. Um dos prováveis motivos para o menor desempenho da denominação é que enquanto a maioria das igrejas passaram a usar ferramentas marketing empresarial para atrair novos fiéis a CCB permanece fiel as suas raízes, fazendo evangelismo do tipo corpo a corpo, ou seja, um fiel evangeliza e convida pessoas do seu circulo de relacionamento para participarem dos cultos. Outra possível explicação é que a CCB é ortodoxa quanto suas crenças, ou seja, ela não abre mão da sua doutrina e nem forma de crer em nome do crescimento numérico.

Referências Bibliográficas
  •  CAMARGO, Ivani Vasconcellos de. Rituais de poder: estudo comparativo das igrejas pentecostais de São Paulo. UNICAMP. 2000 

8 comentários:

J. ANDRÉ disse...

Que bom ver que as igrejas evangélicas vem crescendo no país, o que me incomoda é o comércio envolvido nisto! Usar a palavra para agregar receitas rentáveis para os representantes, vide caso do Bispo Macedo, atitudes deste tipo que vem intrestecer nós envagélicos do Brasil.
Que a palavra de Deus seja levada a todos os habitantes da terra, e que esses representantes mercenários sejam tirados do meio do povo de Deus! Amém!

Regina Farias disse...

Mário,

Vou te contar uma coisa. (E me perdoe se sai do foco, mas me sinto à vontade pra falar aqui porque sei que você é "desarmado").

Confesso que eu nunca entendi a adoração que as pessoas têm pela igreja instituição. E menos ainda depois da minha conversão, certamente por ter sido totalmente fora dos muros dos templos e da religião.

Eu havia passado três dias em "retiro", me abstraí, tirei onda, brinquei com todo mundo, levei tudo na gozação, claro que discretamente com educação, mas "zuanu" no meu grupinho, às refeições e no momento de dormir.

Então, quando voltava para casa aconteceu o encontro mais maravilhoso que eu jamais poderia imaginar! Foi literalmente no caminho para casa! Eu não caí do cavalo mas, ironicamente, fiquei cega por três dias justamente em ambiente considerado "santo"!

E isso me deu mais lucidez ainda acerca do encontro pessoal com Jesus que nada tem a ver com estar dentro de igreja. A escolha da igreja, enquanto ajuntamento, se deu depois e, graças a Deus, eu tenho uma visão super crítica sobre ela e seus dirigentes, que são pessoas "normais" e passíveis de erro. Não os vejo como super pessoas, tenho respeito e até admiração por alguns(vá lá rss), mas nada exacerbado, pois eles são seres humanos, portanto pessoas falhas.

Talvez até fuja um pouco do tema central mas não sei bem porque isso me veio à mente e eu falo assim porque vejo nos blogs cujos autores são pastores, dirigentes, reverendos, etc, os comentaristas se reportarem a estes com uma reverência estranha, meio como se fosse um ídolo, até mesmo com características de tietagem e tal e eu estranho isso pra caramba...

Por essas e outras talvez não me impressione com grandes ou pequenos números dessa ou daquela denominação. O que me impressiona- e me estristece- é ver pessoas passarem uma vida inteirinha enfiadas dentro de uma igreja e não conhecerem A Verdade que liberta.

Mas o mais lamentável de tudo é ver o crescimento das igrejas nas quais as pessoas passam a conhecer um Deus negociante. Enfim, nada que já não estivesse previsto...

Desculpe se me estendi, se não quiser não precisa publicar.

Deus te abençõe!

R.

Cristão CCB disse...

Irmão J.André e irmã Regina, graça e paz sejam multiplicadas!

Obrigado pelos comentário.

Regina, também penso como você, os ministros são pessoas como eu, você e qualquer outra pessoa... como já escrevi aqui algumas vezes, são meros comedores de feijão, como nós.

Por falar em números, as estasticas não falam daqueles que um dia estiveram entre nós e hoje, por algum motivo, já nem mais louvam a Deus.

O problema é que as vezes os ministros são como a revista Veja disse, ou seja, "o pastor é show"... só que nesse show as vezes Jesus é um mero figurante.

Quanto as negociatas... sem comentários.

Fiquem na paz e no amor de Deus!

Fraterno abraço,

Mario

Anônimo disse...

observo o singelo crescimento da CCB, mas o que me mantém nela é a qualidade e não a quantidade, pois se fosse por isso permaneceria na católica, que é a igreja que ainda concentra maior número de fiéis. Em comparação com outras a CCB cresce menos porque não abandona sua doutrina em nome de números.

Amarildo disse...

Sempre que se fala dos numeros de membros da CCB logo me vem a mente a "pesca em aquario" praticada pelos ccbistas. Na verdade uma grande porcentagem desse numero são de pessoas que foram ganhas para Cristo por meio do trabalho das outras denominações evangelicas. A CCB só aparece com estes numeros por pescar em aquario e não por evangelizar as almas. Falo por conhecimento de causa enquanto eu não aceitei Jesus em uma igreja evangelica nenhum ccbista me falou de Jesus porem quando um senhor da CCB que trabalhava na mesma empresa comigo soube que eu estava cultuando a DEus em uma igreja que não era a CCB passou a me dizer que eu estava a beira do caminho que só encontraria o caminho quando fosse para a CCB e passoau a usar toda a argumentação que ja conhecemos e insistia para mim fazer uma fisita na CCB. Convidar para vizitar a CCb é uma das principais estratejas para levar alguem para CCB.Veja que o ccbista não falo de Jesus para mim falou apenas que a Congregação Crista era o caminho.

Álvaro Zadoque disse...

Adorei o último parágrafo: "Outra possível explicação é que a CCB é ortodoxa quanto suas crenças, ou seja, ela não abre mão da sua doutrina e nem forma de crer em nome do crescimento numérico". Não é uma "possível explicação", "É" a explicação. Minha namorada era da TABERNÁCULO DA MENSAGEM, do William Marrion Branham. Depois de umas aulinhas sobre a farsa do Dízimo e outras bobagens proferidas por um "tal profeta", ela desceu às águas na Congregação. Falsas doutrinas não validam batismos. Descer às águas implica em admitir concordância com o que é pregado. Para a TM "não há Filho" enquanto Ser distinto do Pai... que Evangelho é este? Independente dos nossos sentimentos, ou se enuncia de acordo com os Evangelhos ou a operação não parte do Espírito Santo. Fácil assim.

YURI disse...

Ao Amarildo só quero falar uma coisa; minha família dos 21 católicos, hoje 14 são da ccb então fica a dica procura saber oque esta falando ok

Ledo Corral disse...

Que Deus abencoe a CCB e todos os verdadeiros cristãos que congregam nessa igreja. O grande erro é que eles pensam que stão sozinhos no mundo, só eles serão salvos. Grande erro, pois eles só tem 2,5 milhões de fiéis concentrados praticamente só no Brasil. Se fosse assim, eles o mundo inteiro esta perdido pois não existe CCB ou suas filiais na maior parte do planeta. Graças a Deus pelas outras igrejas que estão no mundo todo, pregando o evangelho.

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