quarta-feira, 21 de abril de 2010

Chico Xavier - O filme

12 comentários
Ainda que os idealizadores do filme “Chico Xavier” neguem a promoção da crença espírita através do filme, não se pode negar que é um esforço para que os “preconceitos” em torno do espiritismo diminuam.
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E não é a primeira vez que uma crença/religião tenta se popularizar através do cinema, assim também aconteceu com o filme “Lutero”, que retrata a saga do precursor da reforma protestante no seio da Igreja Católica Apostólica Romana.
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O filme “Lutero” eu vi há mais ou menos dois anos atrás, e o filme “Chico Xavier” eu vi logo na estréia, era um feriado de sexta-feira santa, não tinha muitas opções de lazer na cidade, e como eu estava curioso para ver o filme, acabei indo.
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Era uma tarde em que a chuva caia mansamente, comprei meus ingressos pela internet, cerca de duas horas antes da sessão, e cerca de 70% dos assentos já estavam ocupados, o cinema lotou, nunca vi tantas pessoas maduras (avançadas em idade) dentro do cinema, nunca vi a atenção dos espectadores se prenderem desde o primeiro momento em que se apagam as luzes e começam a exibir os “traillers” dos próximos filmes a serem lançados, todos eles baseados em obras literárias espíritas, produções da “Globo Filmes”, uma empresa das “Organizações Globo”, da família Marinho, que no ano do centenário do mais famoso médium brasileiro também está exibindo novelas e séries especiais de conteúdo espírita.
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Como o já disse acima, a maioria dos presentes naquela sessão era de pessoas maduras, sendo assim, não teve aquelas tradicionais gracinhas que geralmente os adolescentes fazem (assobio, jogar pipoca, etc).
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O filme se passa numa agradável cidade do interior do estado de Minas Gerais, nada que lembre a maioria das produções nacionais, que sempre usam como cenário as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, e agora também favelas, pois, está na moda.
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O filme não é bem uma mera biografia, pois, quase que em sua totalidade apresenta a vida de médium de Francisco Xavier, fica as perguntas: Chico Xavier não tinha uma vida carnal como todo mundo, ou ele era apenas esse “anjo de luz” que mostra o filme? Além da vaidade da peruca Chico não tinha outros defeitos e limitações? Ele só acertou?
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Aos conhecedores da Bíblia, saímos do cinema com a impressão de que só não disseram que Chico Xavier é Jesus Cristo, embora apresentassem todos os elementos que nos levam a crer na santidade e infalibilidade deste caridoso homem.
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Seria Chico Xavier perfeito como Jesus Cristo? Com certeza não! E a resposta quem nos dá é a Bíblia, que diz: “Não há um justo, nem um sequer” Romanos 3:10
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Aos desavisados, talvez fique a impressão de que se o filme fosse apresentado ao papa católico Bento XVI, Chico Xavier seria canonizado e subiria o pedestal no mesmo instante, virando um santo brasileiro, mas não é bem assim que funcionam as coisas. Embora o filme passe a impressão que o espiritismo é a mais cristã das religiões, e que os “Dez Mandamentos” foi uma psicografia de Deus dada ao “médium” Moisés, o cristianismo e espiritismo são incompatíveis, pois, os espíritas crêem na reencarnação e no aperfeiçoamento do homem através das obras, já os cristãos crêem na ressurreição dos mortos e na salvação por meio da fé em Jesus Cristo que deu sua vida na cruz para justificar todos os pecados da humanidade, ou seja, os cristãos não crêem na salvação através dos próprios méritos, portanto, carecemos da misericórdia e amor do nosso Deus. Além de que, a Bíblia condena a necromancia (contato com os mortos).
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Recentemente ao ser lançado ao filme “Lula - o filho do Brasil” muitos críticos se manifestaram denunciando que o objetivo do filme era influenciar as eleições deste ano, estes mesmos críticos de cinema afirmam que o longa-metragem Chico Xavier não tem maiores intenções a não ser retratar a vida de Chico Xavier, vamos ver se eles vão ter a mesma neutralidade quando Edir Macedo invocar e fazer um filme retratando sua vida.
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Para que não fique a impressão de que o objetivo deste texto é apenas criticar, reconheço que Chico Xavier um homem caridoso e de boas obras.
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Fiquem na paz e no amor de Deus!
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Fraterno abraço,
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Mario

12 comentários:

Regina Farias disse...

A grande diferença entre Espiritismo e Cristianismo está escancarada entre o abismo da ilusão de nascer e renascer do primeiro que não aceita morrer apenas uma vez, e na certeza de uma única morte e vida eterna do segundo.

Há quem pergunte "mas Jesus não reencarnou?!"

Não, Jesus ENCARNOU!

"E O VERBO se fez carne e habitou entre nós"! recitou o evangelista João.

Quanto ao filme ainda não tive estômago (Vou primeiro tomar omeprazol rss e olhe que tenho pavor de remédio rss)

Excelente texto!

Deus te abençõe!

R.

Tecnoboy disse...

O filme não tenta passar a impressão que Chico Xavier era um "Cristo" ou que o Espiritismo é a melhor das religiões, basta um pouco de discernimento para notar que o filme mostra que existe um plano bem maior do que o simples plano material, e que TODOS cometemos erros, mas é através deles que aprendemos.

Chico Xavier é uma alma iluminada, que veio encarnado como Chico para mostrar ao mundo que o plano espiritual vai muito além do conceito de céu e inferno.

Talvez um dia todos possam olhar a vida com esse foco, e se não acontecer nessa vida, vai acontecer nas próximas encarnações, com certeza.

Um abraço espírita aos irmãos cristãos.

Cristão CCB disse...

Não disse que o filme passa a impressão de que Chico Xavier é Cristo ou que o espiritimo é melhor que as outras religões, disse que quem tem conhecimento biblico sai com essa impessão, porque Chico Xavier através de suas obras carrega as marcas de um perfeito cristão.

Como disse no final do meu texto, Chico Xavier era um homem caridoso e de boas obras, a minha critica é que por mais evoluido que fosse o Xavier, ele foi um homem de carne e osso, como eu, como você e como todos os seres humanos, ou seja, também cometeu erros, isto o filme não mostrou.

Nós cristãos acreditamos que perfeito só Jesus Cristo.

Esta critica foi feita com uma visão cristã, e você bem sabe que vemos as coisas de maneira diferente, da mesma forma que vocês espiritas fazem criticas do tipo: "vocês são atrasados espiritualmente".

Fraterno abraço!

Beto disse...

O problema sempre é o pré-conceito e a levianidade. Como podemos criticar algo que não nos aprofundamos para conhecer?

Toda religião e crenças querem o poder, querem ser absolutas em suas verdades, querem que todos pertençam a eles.

Se existe inumeras crenças (algumas obviamente exploram as pessoas nos seus momentos mais criticos de suas vidas....), é ou porque ainda estamos atrasados em relação a espiritualidade, ou simplesmente é que haja a necessidade da diversidade, para que cada um siga conforme sinta-se melhor. O que precisamos urgentemente, é que o nosso governo proíba a exploração financeira nas instituições religiosas, punindo severamente os aproveitadores da palavra de Deus.

Beto disse...

aliás.... me desculpem, o correto é leviandade.

silvio cesar disse...

Mas acaso centro espirita não recebe doações?Eles não falam em necessidades?Vivem de quê?,Agóra se o numero de evangélicos destas denominações que valorizam mais o culto da prosperidade são milhões de pessoas vai se fazer o quê?Agóra que eles deveriam estornar boa parte das arrecadações para obras sociais dentre eles mesmos isso é obvio,só que não fazem,assim como a igreja católica tambem não faz,pq até pra reformar igreja tem que ser o governo,com pretexto de patrimonio historico,patrimonio do povo eles jogam pro governo resolver com o dinheiro do meu e do seu imposto,por isso falamos em verdadeira e unica graça de Jesus Cristo na CCB pq la não se arrecada milhões,e o que se arrecada não fica em cofres ou contas de investimentos,ou compra-se fazendas ou ações bancárias,ou em pagamentos de salários etc. o que entra sai em seguida para suprimentos das necessidades das próprias comnunidades locais,.

Sharlene disse...

Em que momento no filme houve a tentativa de se comparar Chico a Jesus??? Isso não tem muito sentido... Principalmente porque Chico é Cristão, ou seja, mais um SEGUIDOR do Cristo, como nós, o que não faz dele perfeito, mas melhor sim. Porque é isso que Jesus faz em nossas vidas, Ele nos faz melhor e se assim não acontece é por nossa própria falha.
Chico sempre nutriu admiraçao e respeito pela Igreja e o filme mostrou isso.
Fui católica desde que nasci até os 21 anos de idade e embora tenha escolhido o Espiritismo como o caminho que me leva a Deus também, da mesma forma, ainda admiro muito a Igreja. Mas fico triste ao perceber que ainda existe intolerância religiosa por parte de todas religiões. Se nos olhassemos como Cristãos, irmãos, filhos de um mesmo Deus, certamente seriamos melhores Cristãos. Pois Jesus não é espada, mas amor.
Por toda história muito já fomos enganados por pessoas que usavam o nome de Jesus de má fé(Oq ainda acontece) e Ele mesmo nos disse que reconheceriamos a arvore pelos seus frutos.
Pensando nisso sinto meus olhos marejados de emoção e admiração ao pensar em Madre Tereza, Francisco de Assis e tantos outros nomes maravilhosos que passaram por nós dando EXEMPLOS de amor. Eles simplesmente AMARAM, seguiram Jesus com o coração, com as palavras e principalmente com as mãos.
Muito temos q melhorar ainda, mas certamente essas pessoas maravilhosas vieram nos incentivar com seu exemplo e seu rastro de luz.
Isso é só oq eu penso e aceito q possam nao concordar, pois a única verdade é Jesus.
Como Cristãos, em primeiro lugar, temos muitos motivos para nos unir no bem, respeitando as diferenças e lembrando as palavras de nosso Amado Mestre:
“Meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem” Jesus (João 13:35)

SBCarreira disse...

Hebreus, capítulo 9, verso 27: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”.
Comentário(s): Este trecho é parte integrante do dogma que institui a figura de Jesus como o cordeiro de Deus, que morreu para salvar o mundo, remindo os pecados da humanidade através de Seu sangue derramado na cruz. Um meio de se perpetuar, de forma representativa, o holocausto pascal praticado pelos judeus de então e por muitas outras culturas da época. Um artifício para manter o vínculo com o judaísmo, o mitraísmo e demais religiões pagãs, ou seja, tornando o cristianismo atraente aos prosélitos destas crenças. Contudo, atendo-se tão somente ao trecho em questão, que, diga-se de passagem, não foge à regra do múltiplo sentido, nota-se o lançamento de outro dogma muito controverso: A ressurreição ou a reencarnação, dependendo da interpretação, pode ser um ou outro. Ressurreição ou reencarnação são dois dogmas bem distintos. A passagem em questão gera interpretações que criam a polêmica entre ambos os dogmas. Alguns entendem que esse trecho se refere à impossibilidade da ressurreição, que nada mais é que o corpo físico voltar à vida depois da morte, ou seja, a partir deste ponto vista, entende-se que o texto diz que a pessoa vive apenas uma vez a mesma vida, no mesmo corpo carnal, sendo impossível morrer e depois ressuscitar. Todavia, existe outra interpretação que afirma tratar-se da impossibilidade da reencarnação. A reencarnação é uma crença demasiadamente antiga, muito anterior ao advento do cristianismo e até mesmo do judaísmo. Trata-se de um dogma inerente às crenças espiritualistas, como, por exemplo: O espiritismo, o hinduísmo, o jainismo, a teosofia, o rosacrucianismo, a filosofia platônica, o cristianismo esotérico, etc. Muito comum no Oriente. A reencarnação é a pluralidade de vidas, que implica em o espírito ter várias vidas carnais, ou seja, sendo imortal o espírito, sobreviverá à morte do corpo físico, vindo então a nascer novamente – reencarnar – em outro corpo carnal, tempos depois do falecimento (desencarne) de seu último corpo material. Isto possibilita o retorno do espírito à vida carnal, sem ressuscitar. Muitos afirmam que este trecho fala claramente da impossibilidade da reencarnação. Portanto, têm-se duas interpretações díspares. A interpretação que nega a ressurreição é muito usual aos partidários da reencarnação. Por outro lado, a interpretação que nega a reencarnação é comum aos defensores da ressurreição. (Fonte: http://www.clubedeautores.com.br/book/27985--QUIMERA ou http://www.agbook.com.br/book/29473--QUIMERA)

SBCarreira disse...

Se utilizarmos a interpretação que nega a reencarnação ao se comparar o trecho em questão com outras passagens, como Mateus 11: 14-15 e Mateus 17: 10-13, por exemplo, detecta-se uma contradição.
Mateus, capítulo 11, versos de 14 a 15: “[14] E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir. [15] Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”.
Comentário(s): Os dois versículos acima citados fazem parte de uma conversa de Jesus com os discípulos a respeito de João Batista, o anunciador. Ao ler todo o capítulo 11 do evangelho de Mateus, fica claro que o versículo 14 refere-se a João Batista como Elias. Interpretando Hebreus 9: 27 como a negação da reencarnação, cria-se um problema de contradição com Mateus 11: 14-15, pois sendo impossível a reencarnação, como explicar que João Batista era Elias, se este vivera muito antes daquele? E por que Jesus afirmaria que João Batista era Elias, que havia de vir, sendo impossível a reencarnação? Será que Jesus mentiu? Ou o versículo 14 é uma fraude? Entretanto, se Jesus afirmou que João Batista era Elias, significa que a crença na reencarnação era algo corrente naquela época, contudo, parece que existiam alguns que não acreditavam ou não entendiam, pois Jesus, logo em seguida, fala “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”.
O fato é que a contradição aparece quando se compara Hebreus 9: 27 com Mateus 11: 14-15, utilizando a interpretação que nega a reencarnação. Em Hebreus 9: 27, o texto possibilita dupla interpretação, todavia, Mateus 11: 14-15 é bem explicito, não deixando margens para dubiedades ou sofismas. Em Mateus 17: 10-13, as passagens são ainda mais claras e objetivas, impossibilitando quaisquer variantes interpretativas. (Fonte: http://www.clubedeautores.com.br/book/27985--QUIMERA ou http://www.agbook.com.br/book/29473--QUIMERA)

SBCarreira disse...

Mateus, capítulo 17, versos de 10 a 13: “[10] E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro? [11] E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas; [12] Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem. [13] Então entenderam os discípulos que lhes falara de João o Batista”.
Comentário(s): Estas passagens aludem nitidamente que João Batista era Elias. Está evidente, não há como dar outras interpretações, é óbvio. Contudo, existe uma pequena contradição interna, quando Jesus fala que Elias virá primeiro, utilizando o tempo futuro, e depois fala que ele já veio, utilizando o pretérito. Isto ficou um tanto confuso, mas não atrapalha, de forma alguma, o entendimento literal do texto, que impossibilita múltiplas interpretações. Os versículos 12 e 13 deixam bem claro, sem possibilitar duplas interpretações, que Jesus se referia à reencarnação e seus discípulos entenderam, ou seja, isto indica que a crença na reencarnação era comum entre os discípulos de Jesus, e, provavelmente, era uma crença bem difundida entre as demais pessoas daquela época, naquela região. Obviamente que a crença na reencarnação não era uma unanimidade, mas o fato de os discípulos de Jesus acreditarem, segundo a própria Bíblia afirma, é um indício de que muitas outras pessoas também acreditavam. (Fonte: http://www.clubedeautores.com.br/book/27985--QUIMERA ou http://www.agbook.com.br/book/29473--QUIMERA)

SBCarreira disse...

Mais uma vez, se forem feitas comparações entre Hebreus 9: 27, lançando mão da negação da reencarnação, e Mateus 17: 10-13, defrontar-nos-emos com a contradição novamente, tendo em vista que Mateus 17: 10-13 não dá margens a interpretações que divirjam do que está escrito. O texto de Mateus 17: 10-13 fala por si só.
Enfim, se realmente Hebreus 9: 27 invalida a reencarnação, então por que existem passagens que a confirmam textualmente, como é o caso em Mateus 11: 14-15 e em Mateus 17: 10-13, e nas palavras de Jesus, segundo os respectivos evangelhos? São contradições bem visíveis, provenientes de textos dúbios, que, conforme a interpretação dada a um deles, podem ou não contradizer outros, que, por sua vez, talvez sejam integralmente exatos. (Fonte: http://www.clubedeautores.com.br/book/27985--QUIMERA ou http://www.agbook.com.br/book/29473--QUIMERA)

Anônimo disse...

O que mais me entristece é ver que sempre querem misturar a religião católica com essas seitas espiritas,os evangelicos vivem falando mal do catolicismo,mas eu nunca vi um padre falar mal dos evangélicos!Paz de CRISTO a todos!!! M católica são carlos

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