sábado, 6 de fevereiro de 2010

A solução para todos o problemas da igreja

2 comentários

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Quem tem um século de vida tem história para contar. Preferimos exaltar nossas conquistas que rever nossas quedas e preferimos ouvir elogios aos nossos feitos que críticas aos nossos defeitos. No entanto, tal como uma família, a igreja tem os seus problemas – o idealismo, o obscurantismo bíblico, dissidências, partidarismo e, recentemente, o liberalismo teológico fazem parte dessa história. E tal como uma família, a igreja deve estar unida para resolvê-los, pois somente com unidade de propósito e espírito teremos êxito.

Feitos. Cem anos de história e a Congregação Cristã no Brasil – CCB se consolidou como uma das maiores denominações do país. Com ‘presença bradesca’ no território nacional a CCB se fez itu e bela como a nossa terra; bem diz o hino comemorativo do centenário “Em cada cidade do nosso céu a Congregação estendeu seu véu”; e sua orquestra é considerada a maior do mundo.

Defeitos. Contudo, apesar da imponência a igreja do véu vive seu momento mais crítico; quem a viu e quem a vê, também quem pesquisa e lê, pode dizer: “Não és a mesma”. Sua orquestra depois que passou a admitir somente homens ficou ‘machucada’, e, se na parte material progride; na espiritual, regride – Os Dons, entre eles o falar em línguas, são cada vez menos dispensados e com a mesma velocidade que desaparecem, a igreja se conforma.

Eis a questão. Se o fenômeno requer nossa atenção, a reação dos irmãos ao mesmo merece nossa preocupação. Fica a pergunta, como reverter a situação e tirar a irmandade deste estado de sonolência?

“Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá” (Ef 5:14).

Eis a resposta. A CCB não sabe, mas precisa sofrer um ‘avivamento’. Um avivamento bíblico e pentecostal é a solução para todos os problemas históricos, atuais e emergentes da igreja. Se a marcha saiu do ritmo devemos imitar os primeiros passos; no nosso caso específico, para prosseguirmos adiante devemos olhar para trás.

“Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade. Lembra-te pois donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras” (Ap 2:4,5a)

Avivamento. É uma intervenção divina na igreja com efusão de poder que traz despertamento, renovação e restauração, fazendo-a retornar ao propósito de Deus. O termo não é conhecido da irmandade (membros) da CCB, o vocábulo não é usado por nossos ministros em seus sermões nem profetizado em nossos púlpitos, por isso mesmo não é clamado em nossas orações.

“Todos os ministros devem ser ministros de avivamento, e toda pregação deve ser pregação de avivamento” (Charles Finney).

Pobre igreja rica. (Recomendo a leitura da sétima carta às igrejas da Ásia – Ap 3:14-22). A igreja de Laodicéia era próspera material e socialmente o que causava a sensação de saciez e ilusão de estar integralmente abençoada: “Rico sou e estou enriquecido”. Toda esta provisão material lhe trouxe o engano da auto-suficiência – “de nada tenho falta” – que a levou à mornidão espiritual. Seus ambientes de culto eram de muita confraternização e de pouca adoração, sentia-se mais afortunada que outras igrejas tornando-se hipócrita, orgulhosa e exclusivista – “e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e nu” (v.17). Para não cairmos nessa cilada a Palavra de Deus nos exorta: “se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração” (Sl 62:10).

O que acontece muitas vezes é que, quando estamos muito supridos das dádivas providenciais de Deus, temos pouco de sua graça; contentes com a terra, ficamos satisfeitos sem o céu (Spurgeon)

És morno… A CCB nasceu pentecostal depois declarou-se não-pentecostal; com relação a este movivemto escreveu: “não temos nada a ver” (Tóp. 23 Ass. 1991) – mas tens o falar; não aceita a classificação porque não gosta de comparação; nega o que dizem que ela é, porém o que diz ser (a Graça de Deus), definitivamente, não é. Ora, se não é nenhuma coisa nem outra, nem quente nem fria, é morna. Somos ensinados: “A vossa palavra seja sim, sim e não, não; para que não caias em condenação” (Tg 5:12b). Uma igreja morna é reprovada por Deus: “Assim, porque és morno, que nem és frio ou quente, vomitar-te-ei da minha boca” (v.16).

O camarada (ou a igreja) fica tão satisfeito com sua situação e acomoda-se de tal maneira que só falta pedir para Jesus não voltar (Silas Malafaia)

…E não sabes. Embora o avivamento seja um ato soberano de Deus, só acontecerá em resposta do clamor do seu povo, isto é, para acontecer a igreja precisa querer. Porém uma igreja morna tem a visão embaçada pelo idealismo e não enxerga que está nua do poder de Deus, não percebe que está pobre dos dons espirituais, fica indiferente aos sinais à sua volta, não reage ao secularismo entregando-se ao comodismo, não reconhece que é falha, portanto não se arrepende. Por isso eis o Senhor amorosamente recomendando o avivamento: “Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e vestidos brancos, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio para que vejas” (v.18).

Colírio para os nossos olhos. Quando ou em que situação a igreja necessita de um avivamento?

Quando deixa de reportar-se à Bíblia como a infalível Palavra de Deus, passando a crer na Bíblia apenas como “contendo” a infalível Palavra de Deus;

Quando usurpa seu Senhor ensinando ser a instituição religiosa a Graça de Deus ou a expressão total e exclusiva da Obra de Deus;

Quando ensina que o ritual do batismo é o meio por qual seremos salvos e que suas águas nos purifica dos nossos pecados;

Quando ensina que a observância de costumes denominacionais são, de igual modo, requisitos para a salvação;

Quando a igreja torna-se insípida e não evangeliza negligenciando que “vós sois o sal da terra”;

Quando a igreja passa a acomodar-se com o mundo ao invés de incomodá-lo com sua radiante luz negligenciando que “vós sois a luz do mundo”;

Quando, embora gigantesca, sofre de nanismo na obra missionária;

Quando seus ministros corporatizam-se para a obtenção e detenção do poder;

Quando cargos são negociados e o corpo ministerial fica elitizado e nepotizado;

Quando aparenta piedade mas nega sua eficácia pela indiferença com os desviados e parados;

Quando ignora sem refutar as reivindicações dos membros alimentando dissensões;

Quando seus ministros causam dano aos irmãos desalojando-os fechando casas de oração;

Quando “…é Satanás que governa, em forma de homem, para seduzir o povo de Deus com sabedoria humana” (L. Francescon).

Quando quaisquer dessas coisas acontecerem, a igreja estará precisando de um avivamento. ” E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono” (Rm 13:11a).

Despertando do sono. Cris¹ é hoje uma bela adormecia precisando ser despertada. Seu sono é comparado à morte (Ef 5:14). Evidente que a CCB tem boas obras, mas antes de exaltarmos os nossos feitos leiamos: “Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives, e estas morto” (Ap 3:1). Com os olhos abertos a irmandade terá revelações e a mocidade visões; como o profeta Isaías teve os lábios purificados após ter os olhos abertos (Is 6:5-7), nossos lábios também serão; irmãs e irmãos profetizarão e falarão novas línguas. É o que a Bíblia diz em Joel 2:28.

A segunda glória. Uma igreja avivada é pentecostal; Uma igreja avivada é missionária; Uma igreja avivada é integralmente abençoada. Um real avivamento alcança os desviados e une os separados; Um real avivamento tem dispensação de dons e poder; Um real avivamento é a vontade do Senhor para a sua greja. Portanto, pensemos em avivamento, respiremos avivamento, falemos de avivamento nos átrios e corredores das casas de oração como nas visitas e ‘tocadas’ e clamemos por avivamento então “A glória desta última casa será maior do que a primeira; e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos” (Ag 2:9).

Conclusão. Avivamento é a solução dos problemas da igreja; é ouro para enriquecê-la, vestes para sua nudez, colírio para seus olhos. Por isso seja esta nossa reação e oração:

“Ouvi, SENHOR, a tua palavra e temi; aviva, ó SENHOR, a tua ‘obra’ no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na tua ira lembra-te da misericóridia” (Hc 3:2).

SOU CCB, SOU 100!

1.Cris – personificação da CCB inventada pelo autor

Feitos. Cem anos de história e a Congregação Cristã no Brasil – CCB se consolidou como uma das maiores denominações do país. Com ‘presença bradesca’ no território nacional a CCB se fez itu e bela como a nossa terra; bem diz o hino comemorativo do centenário “Em cada cidade do nosso céu a Congregação estendeu seu véu”; e sua orquestra é considerada a maior do mundo.

2 comentários:

Anônimo disse...

Paz de Deus para todos!

Meu nome é Carlos,e agradeço por este espaço onde muitos podem expor suas idéias e observações. A respeito do assunto "A solução para todos o problemas da igreja" é um tema, em minha opinião que se estenderá por muito tempo.

1-Discrepancias entre a Bíblia e os Estatutos da CCB;
2- A falta de comunicação entre o Ministério e a Irmandade;
3-Orquestra: quantidade não é qualidade!
4-Hinário: Não temos compositores, não temos letristas...por isso usamos músicas dos outros;
5-Pessoas repreensíveis estão ocupando cargos ministeriais;
6-O que você faria para remover alguns corruptos do Ministério?
7-Perigo: a maioria dos membros da CCB são passivos;
8-Quando um projeto da irmandade mudou a ação do Ministério?
9-Não insista: Não quero falar em "línguas"!
10-Cristianismo versus Capitalismo;

Existem algumas pessoas que sabem dos problemas que existem em sua comunidade religiosa mas acham que esses problemas não são deles ou acham que não são eles que os resolverão!
Sejam benvindos ao Clube dos Covardes!

Anônimo disse...

desfile de modas e muito fuxico entre as irmandades é dificil ter comunhão com deus no céu se o homem na terra ecomoda....

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