domingo, 30 de agosto de 2009

Evangélica consegue na justiça direito de usar saia no trabalho

4 comentários


Evanir Abreu de Campos, 40, percorre as ruas do Parque Lageado, região oeste de Campo Grande (MS), para trabalhar. Agente do Programa de Saúde Familiar (PSF), o trabalho dela é prestar orientações, pesar crianças e encaminhar pacientes, se necessário, para o posto de saúde da área. Evangélica, Evanir sempre usa a camisa do uniforme com uma saia, peça que de uma escolha pessoal transformou-se em uma briga judicial com a Secretaria Municipal de Saúde."Fiz um voto com o Senhor", diz Evanir. Há 11 anos, tornou-se evangélica, mas não usava regularmente saia. A mudança aconteceu pouco tempo depois, quando a filha Caroline, à época com um ano e dois meses de idade, começou a ficar doente e teve de ser internada. A mãe fez um voto de não usar mais calça a partir daquele dia. A menina melhorou, mas Evanir não cumpria à risca o que havia prometido e acredita que esse tenha sido o motivo da recaída da doença da filha. No segundo susto, renovou o voto e não voltou atrás.Nos últimos anos, diz que seu voto está sendo "testado pelo Senhor". O que para ela é uma provação divina começou como questionamento jurídico em 2006, três anos depois que ela se tornou agente do PSF: a Secretaria de Saúde de Campo Grande adotou como norma o uso de calça e camisa para as agentes, seguindo procedimento de segurança no trabalho. Evanir recusou-se a usar o novo uniforme e ainda transformou a calça em saia. A ação foi vista como insubordinação e a servidora foi suspensa por três dias e foi orientada a procurar um advogado.A servidora voltou a trabalhar amparada por liminar e, em janeiro de 2007, o juiz Carlos Alberto Garcete acatou ação com mandado de segurança e determinou que Evanir tinha direito de usar saia. A trégua durou até novembro de 2008, quando o juiz Fernando Paes Campos, na sentença do mérito, revogou decisão liminar e sugeriu no despacho: "(...) no caso específico da impetrante, talvez pudesse ela usar a saia exigida por sua religião por cima da calça exigida por sua profissão, já que o inverso seria de difícil execução".A partir daí, a servidora não pôde mais trabalhar. O advogado de Evanir recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) e, novamente, em caráter liminar, a servidora pôde retornar à função em março desse ano. O recurso foi julgado pela turma no fim de agosto, e Evanir conseguiu o direito de usar saia. A disputa ainda não acabou, pois a Agência de Saúde de Campo Grande, órgão vinculado à secretaria, ainda pode recorrer da decisão.Evanir conta a história de vida para justificar o apego à causa. Diz que foi "muito rebelde" antes da conversão e que a família - pai, mãe e irmãos - gostava de "festa e algazarra". Foi seu filho de três anos que 'puxou' a mudança de religião na família. Atraído pela música da igreja, pediu para a avó levá-lo. Benvinda, mãe de Evanir, foi a primeira a se converter, numa sequência de cinco irmãos da servidora e quatro cunhados. "Se eu sou cristã, sou cristã na vida e no trabalho, não dá para ser pela metade", acredita.

4 comentários:

Emerson Luís disse...

Bom dia. É a primeira vez que vejo seu blog. Não sou membro da CCB, mas tenho parentes e conhecidos nela.

Nessa postagem você apresentou uma reportagem, sem opinar. Mas qual é sua posição neste caso?

Sim, essa mulher está fazendo uma grande luta e sacrifício pelo que acredita. Mas (com todo respeito) os católicos que sobrem escadarias de joelhos até estes sangrarem para beijar os pés de uma imagem também estão fazendo um grande sacrifício. Porém, a questão é se é realmente isso que Deus requer de nós. Nos dois casos, pela ótica bíblica, a resposta é negativa.

Cristão CCB disse...

Caro Emerson,bom dia!

Primeiramente obrigado pelo seu comentário, e continue a nos brindar com eles, para que juntos possamos crescer em entendimento e sabedoria.

Minha opinião sobre o assunto está disposta na seção de estudos, onde faço uma explanação sobre usos e costumes, tem uma também entitulada "como se vestir para adorar a Deus".

Não emiti minha opinião sobre o assunto,uma porque já está expressa nas outras duas postagens, e também para respeitar aquelas que julgam ser necessário estes tipos de vestes para agradar a Deus, como no caso da reportagem.

Neste caso em especifico, penso isso é prejudicial ao evangelho, pois, causa escandalo.

Temos que ser o sal da terra, mas sal é um tempero, e o tempero em excesso pode tornar a comida intragável.

Eu mesmo, sou engenheiro, jamais permitiria que uma irmã fosse trabalhar na área fabril trajando saias, uma vez que é uma questão de segurança. Respeito a fé destas mulheres, mas acho um erro grave dos ministérios que a situação chegue a este extremo. Temos que anunciar o evangelho, e não escandalizá-lo.

Deus abençoe!

Ane disse...

Caros

Deus não requer sacrificios de ninguem, porem de cada um ele cobra de uma maneira diferente.
No Caso dela, acredito e respeito que no conceito da mesma DEUS requer essa parte dela.
Não sabemos as provas e afliçoes que passou para hoje lutar por isso.
A situação é complicada, pois a dificuldade as vezes não esta em quem veste e sim em que vê e propaga...
" Olha a crentinha usando calça...e etc.." e o testemunho , como fica?! Então infelizmente nos dias de hoje ainda ridicularizam o cristão , e depois nos cristão que somos ultrapassados.... Se fosse eu eu usaria numa boa, o serviço jamais mudaria a minha crença o meu coração e a minha fidelidade com Deus....
Mas ....Não sabemos o que poderemos enfrentar em nossos caminhos, e trajados irregularmente ..tudo fica mais dificil.!

PABLO ABÍLIO disse...

Se a empresa que o Emerson Luis trabalha baixar uma norma que o obrigue q trabalhar de saia, não acredito que ele vá concordar.

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