domingo, 3 de maio de 2009

A palavra que eu não preguei

2 comentários
Desde que comecei a editar este blog tenho recebido diversos comentários, alguns de tão baixo nível que me fazem pensar como alguém que usa palavras tão baixas tem coragem de se intitular cristão, inclusive se achando melhor do que os demais, nesse caso eu. Por esse motivo passei a moderar os comentários, para poupar os demais leitores do tolo que pensando ser sábio com seus lábios derrama apenas a estultícia e condena a si mesmo. Chamam-me de pecador, de anticristo e de reformista. Dessas acusações posso afirmar com certeza as seguintes coisas: anticristo e reformista eu não sou, e que pecador lógico que sou (todos são, inclusive os que editam comentários com palavras torpes e ofensivas), o que difere são os tipos e intensidades de pecados. Inclusive sermos pecadores é o que nos faz dependentes da misericórdia do Deus para que sejamos salvos, é o que nos dá direito à graça que há em Jesus Cristo. A salvação não vem de nós e sim do Senhor. Até já pensei em parar de editar o blog, mas não consigo por conta das muitas mensagens que tenho recebido de irmãos e irmãs que dizem que em uma parte ou outra achou algo que lhe serviu, e que tem aprendido algo, o duro é que sinto uma responsabilidade especial pelos mancos na fé e que me procuram, não posso dar as costas pra essas pessoas que tanto precisam de um auxílio e pedem ajuda. Por isso necessito da luz de Deus, orem por mim. Penso que alguns até exageram, pois, tenho mais a aprender do que a ensinar.
Acontece que o Senhor tem me dado um entendimento um pouco diferente em algumas partes, o fato de eu editar um blog expressando esse entendimento não quer dizer que sou um reformista, ou não tenho comunhão com o ministério, por exemplo, como auxiliar de jovens e menores, há quase 3 anos, todos os domingos me é oferecido a palavra, as vezes há muita insistência. Certa vez o cooperador argumentou que todos os auxiliares da minha comum já tinham pregado e que só faltava eu, ele disse que gostaria de me ver pregando antes que aquele ano se findasse, neste momento o Senhor me deu de dizer as seguintes palavras para este cooperador: uma árvore não produz folhas no outono apenas porque alguém quer se esconder do sol, uma árvore não dá frutos fora de época apenas porque temos fome, uma flor não desabrocha fora da estação apenas porque queremos contemplar sua beleza e o seu perfume, que se necessário for o Senhor pode fazer todas estas coisas, assim como fez a Jonas com a aboboreira que num dia nasceu e cresceu e no outro pereceu, porém, se um dia eu tiver que dar frutos vai ser porque o Senhor me tocou, e que se eu tiver que trabalhar na parte da palavra é Deus que me fará saber quando for chegada a hora de produzir folhas, frutos e flores.
Oportunidades de disseminar esses “meus conceitos reformistas” (como muitos me acusam) não faltam, a palavra sempre me é oferecida, seria necessário apenas que eu aproveitasse as oportunidades. Há um tempo o Senhor me revelou uma palavra, apesar de eu saber que uma alma pode perecer tanto por uma palavra dita quanto por uma não dita clamei ao Senhor para que revelasse a palavra ao cooperador, pois, eu não me sentia livre para pregar aquilo que o Senhor me mostrava (amor e misericórdia de Deus para com o pecador), e que uma pregação daquele tipo poderia arrumar confusão não só a mim, mas também ao cooperador de jovens que me concedeu a oportunidade de pregar, pois, poderia soar ao ministério local como uma afronta. Todas as vezes que me é oferecida a palavra eu me lembro dessa palavra, que foi um ato de covardia da minha parte, mas, foi também um ato de respeito ao ministério e as coisas que são ensinadas na CCB, afinal, eu estaria dizendo que o Senhor aceita e ama o pecador e que Jesus só veio ao mundo por sua causa, enquanto que na pratica a igreja rejeita e maltrata o pecador, tira liberdade e tal.

A palavra que o Senhor me revelou é a que vou tentar descrever a seguir, está no livro de Gênesis, capítulo 1, verso 4.



“E viu Deus que a luz era boa, e fez Deus separação entre luz e as trevas”

O Senhor me fez saber que dentro da igreja havia uma alma em grande tribulação, não se achando digno de estar dentro da casa de Deus, que não conseguindo servir a Deus como deveria (como somos ensinados) era melhor que não servisse mais para que não viesse a escandalizar a obra, pois, ela se sentia em trevas, numa escuridão muito grande. O Senhor me apontou que embora haja separação entre luz e trevas, luz e trevas coabitam no mesmo espaço, e que aquele(a) irmão(ã) provado(a) era um ponto de luz em meio a escuridão, assim como são as estrelas no céu em uma noite escura. Mas que era para o irmão(ã) ficar em paz porque ao cair da noite, apesar da escuridão vir, a luz de uma estrela por mais fraca que seja sempre estará visível para que seja admirada, e que as trevas não podem jamais vencer a luz, é exatamente o que acontece quando o dia amanhece, o sol raia, ou seja, a escuridão é totalmente encoberta pela luz. O Senhor sabia exatamente como aquela alma estava, sabia que o esforço para ela estar ali naquela manhã era semelhante ao da mulher enferma que enfrentou a multidão para tocar nas vestes do Senhor e ser curada, sabia que a pessoa provada se achava a de menor estatura dentro da igreja, mas o Senhor queria que ela soubesse que convinha fazer morada em seu coração, o Senhor sabia que ela não tinha forças nem de cantar e nem de orar, mas queria que essa alma provada soubesse que o Senhor se agradava em ouvir a sua voz, o Senhor queria que ela soubesse que embora fraca e errante, sua sinceridade naquele dia era igual a da viúva pobre que fez a menor, porém, a mais significativa das ofertas. O Senhor queria que aquela alma soubesse que o fato dela se arrepender de seus erros não era motivo para ela parar de caminhar, mas, para se orgulhar, pois, era a expressão máxima da sua sinceridade e que assim como Ele estendeu as mãos para a adultera estava estendendo para ela também naquela manha. O Senhor gostaria que essa alma soubesse que mesmo com tão pouca luz o Senhor faria dela o que há de mais belo no céu, faria dela como a lua que não tem luz própria, mas brilha intensamente e é vista por todos, e a luz que a iluminaria era a luz do Senhor.
O Senhor queria que a essa alma soubesse que o fato dela estar em fraqueza, ter cometido alguns pecados (não sei quais), não era para ela se achar de pouco brilho e valor, que na coroa do Senhor existem muitas pedras, algumas brilham mais, outras menos, mas todas têm sua beleza, seu valor, e que o Senhor se agradava em ter ela enfeitando sua coroa, que existem pedras que não brilham, mas são raras, por isso, têm maior valor.
E que na sua faculdade, trabalho ou onde quer que ela esteja em contato com as trevas, ela era como uma pequena estrela que brilha no céu escuro, que era contemplada por todos, mas chegaria o dia em que ela seria sol na vida de muitos que estam em trevas e a contempla por causa da sua luz e beleza rara, e assim ela os ajudaria acabar com as trevas em suas vidas.

2 comentários:

APOLIANA disse...

ApdD, Irmão
Eu não sei se o irmão ainda escreve no blog, pois vi que essa postagem ja é antiga. Mas quero dizer que quando começei a ler, meu coração bateu forte, deu aquele gelo no peito, aquela dor inesplicável que sempre dá toda vez que a palavra vem pra gente. Cheguei a ouvir essa pregação. Eu estou me sentindo assim ultimamente, não me acho digna nem de usar o véu, nem de entrar na casa de Deus. Quando entro na igreja sinto vergonha, medo, parece que estou suja, fedendo, chego a ter vontade de sair, de ir embora. Isso por que sei que nao estou agradando a Deus. Isso me deixa triste, as vezes nao tenho nem vontade de levantar da cama. Também sou muito perseguida no meu trabalho, muito humilhada, hoje mesmo vim trabalhar na marra, querendo nao vir, já ate pedi demissão, mesmo sabendo que essa porta foi Deus quem abriu pra mim, mas o inimigo tanto tenta fechar que eu estou quase sedendo. Isso outro dia eu conto.
Eu comecei a ler o que o irmao escreveu, e Só senti vontade de chorar e dar gloria a Deus! Gloria a Deus.
É só isso que eu queria te dizer, Deus abençoe o irmão sempre. Saiba que essa palavra serviu pra mim. E quardei dentro do meu coração.

A paz de Deus
Irmã Poli

Mario disse...

Cara irmã Poli, a paz e o amor de Deus seja no teu coração!

A igreja não é uma galeria de santos, mas um hospital de pecadores, o inimigo tenta nos enganar dizendo que não somos dignos de estar na presença de Deus e nem estar dentro da igreja, mas é o contrário, Jesus não veio pelos sãos e sim para os enfermos.

Deus se agrada de todos estarem em sua casa o louvando, mas é como nossos pais carnais, se preocupam mais com aquele filho mais frágil, isso não significa que ele goste menos dos outros filhos, porém, sabe que eles necessitam menos de seus cuidados.

Deus não chama os capacitados, mas capacita os escolhidos, não deixe de orar, não deixe de ir louvá-lo com hinos na igreja, quem canta seus males espanta. Se lhe faltarem palavras para se dirigir a Deus, então, ore a oração do Pai Nosso, é simples, mas é uma poderosa oração e contêm tudo que precisamos.

O hino 341 diz "bom é estarmos nós aqui, na presença de Deus, recebendo os conselhos que vem lá dos céus...", e acredite você é uma privilegiada de estar dentro da casa de Deus, mesmo fraca e errante, o Senhor sempre receberá um filho em sua casa.

Não é só você, mas todos nós, se fosse por nós mesmos, não estariamos dentro da igreja.

Fraterno abraço,

Mario

Postar um comentário

Comente, elogie ou critique a postagem, mas se porte como cristão, não use "palavrões" e nem ofenda pessoas ou instituições.

Seguidores

Divulgação