segunda-feira, 6 de abril de 2009

Lavagem Cerebral

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Na edição de março/2009, a Revista Superinteressante – Editora Abril publicou um artigo interessante sobre lavagem cerebral, uma pratica bastante utilizada por militares, políticos e religiosos. Na reportagem é abordado como essas técnicas funcionam e como fazer para não se tornar uma vitima.
A primeira vez que se identificou a técnica de lavagem cerebral foi na década de 1950 quando soldados americanos, que foram prisioneiros de guerra dos norte-coreanos e chineses, retornava a sua pátria defendendo os ideais comunistas.
A lavagem cerebral alcança êxito quando cria uma rotina intensa de atividades (palestras, celebrações, limpeza, etc.), cansadas as vitimas acabam não refletindo sobre o que está fazendo ou o que está acontecendo. Algumas vezes, antes de iniciar o processo de lavagem cerebral a pessoa já está fragilizada por alguma outra situação (morte de alguém querido, mudar de emprego, se formar na faculdade, etc.), por isso, a pessoa se torna vulnerável, uma vez que não se encontra em seu equilíbrio pessoal.
Um novo conceito e uma nova crença são facilmente aceitos quando estão associados a uma emoção, pois, o cérebro se mobiliza para lidar com ela, o que requer pouca reflexão e poucos recursos cerebrais. Assim com idéias ligadas a emoções, sempre que essas idéias vierem a tona a emoção vem de reboque, um processo conhecido como condicionamento. É isso que acontece em um culto intenso onde os fiéis pulam, cantam, dançam, gritam, neste mesmo momento é liberada para o corpo grande quantidade de endorfina. Inconscientemente, a sensação de bem estar é associada àquela religião/crença/denominação.
Após a lavagem cerebral que incute nas mentes os novos conceitos/crenças vem a etapa de fazer com que a pessoa se torne cada vez mais dependente do grupo, e dominá-las com medos paralisantes que fazem com que não haja qualquer questionamento da situação por parte da pessoa envolvida no processo de lavagem cerebral. O controle da mente é tão intenso que as pessoas têm a sensação que coisas terríveis acontecerão a eles caso abandonem o grupo pelo qual foi envolvido. Aos expectadores que contemplam tudo de fora, a impressão que se tem é que a vitima está feliz. As vitimas da lavagem cerebral aprendem a reprimir os “pensamentos errados”, como duvidas ou criticas ao grupo, por isso, elas não questionam a situação. Essas pessoas são condicionadas a perder seu livre arbítrio, apagar sua identidade, viver com medo e com culpa.
Uma das formas de se livrar das manipulações mentais é “parar de pensar nas coisas”, pois, sem se deixar levar pela afobação será fácil resistir a um discurso nacionalista de um político ou a uma conversa emocional com um religioso.
Desenvolver a criatividade, pensar sobre a vida, questionar o que é escutado ou lido, aprender coisas novas, estudar a relação de assuntos aparentemente não relacionados, tudo isso deixa o cérebro mais resistente as manipulações.
Isso não significa que você precisa desconfiar de tudo e de todos, apenas porque pensam diferente de você. Ser persuadido e mudar de idéia são coisas naturais, a todo o momento influencias externa fazem com que mudemos nossa atitude, das coisas mais simples as mais complexas. Uma conversa com alguém que admiramos ou tem autoridade sobre nós pode mudar de verdade nossas crenças. É importante saber que nossa mente não está pronta e acabada, e constantemente sofre mudanças, saber disso nos faz mais espertos para identificar uma possível tentativa de persuasão. Antes que alguém me ataque por tratar aqui deste assunto, peço a você caro leitor avalie se este texto tem por objetivo manipular sua mente e/ou alterar suas crenças rsrsrsrs.

Lavagem Cerebral em 8 passos:

1) Não é permitido ler material ou falar com pessoas que tenham idéias contrarias ao grupo. Em alguns casos pode haver isolamento geográfico.

2) São criados modos uniformizados de agir e pensar, desenvolvidos, para parecer espontâneos. As vitimas são convencidas da autoridade absoluta especial – ás vezes sobrenatural – do líder.

3) O mundo é dividido entre “bons” (o grupo) e “maus” (todo o resto). Não existe meio termo. É preciso policiar para agir de acordo com o padrão de comportamento “ideal”.

4) Qualquer atitude errada, mesmo que por pensamento, deve ser reportada ao líder. Também se deve delatar os erros alheios, isso acaba com o senso de privacidade e fortalece o líder.

5) O grupo explica o mundo com regras próprias, vistas como verdadeiras e inquestionáveis. A vítima acredita que sua doutrina é a única que oferece respostas validas.

6) O grupo cria termos próprios para se referir a realidade, muitas vezes incompreensíveis para as pessoas de fora. Uma linguagem especifica ajuda a controlar pensamentos e idéias.

7) O grupo passa a ser a coisa mais importante – às vezes a única. Nenhum compromisso, plano ou sonho fora daquele ambiente é justificável.

8) A vítima se sente presa, pois, não pode imaginar uma vida completa e feliz fora do grupo. Isso é usado por políticos e militares para justificar execuções.

1 comentários:

Mta disse...

Mto boa, parabéns pela matéria!

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