domingo, 27 de maio de 2012

As Igrejas não existem

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As igrejas não existem, o que existe são pessoas que possuem a mesma fé, seguem a mesma doutrina, tem os mesmos usos e costumes, adotam o mesmo vocabulário, seguem a mesma liturgia e aplicam o conhecimento bíblico que possuem de modo bastante similar, e tudo isso fazem em fluxo continuo e constante.
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E por serem tão parecidos nesses e em muitos aspectos essas pessoas que são templos vivos e ambulantes do Espírito Santo de Deus (1° Coríntios 6:19) institucionalizam a fé, criam uma placa, fazem o seu Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas junto aos governos e se denominam Igreja “XYZ”.    

Então, se as igrejas surgem com a institucionalização da fé podemos dizer que é exatamente aí que também nasce a religião.  

A religião verdadeira, não me refiro aqui a quatro paredes com uma placa distintiva e que possua um CNPJ, uma vez que cada pessoa é uma igreja viva ambulante (1° Coríntios 6:19),  é aquela que teme a Deus, anda conforme a Sua Palavra e ame ao Senhor de todo o seu coração (Deuteronômio 10:12).

A Igreja Verdadeira sabe que os seus sacrifícios são inúteis na presença de Deus, pois, não conquistamos a salvação com nosso suor e muito menos com nosso esforço, mais vale ser uma Igreja Misericordiosa (Oséias 6:6 e Efésios 2:8).

Aliás, amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios” (Marcos 12:33), pois, “o amor não faz mal ao próximo” (Romanos 13:10).   

E se existe a religião verdadeira também existe a religião falsa.

Assim como acontece com produtos falsificados, a religião falsa é aquela que imita quase que com perfeição a religião verdadeira, e que devido à sua aparência muito similar deixa as pessoas em duvida sobre sua autenticidade, parece oferecer os mesmos benefícios, só que na pratica e no dia a dia ela se mostra ineficiente que não passa de uma porcaria inútil que cedo ou tarde nos conduz ao arrependimento e nos faz ficar com aquela sensação de que o barato saiu caro, a religião falsa é criada por pessoas obscuras com objetivos mais obscuros ainda... Muitas vezes o motivo do surgimento das falsas religiões é o enriquecimento, o poder de dominação sobre as pessoas e até mesmo lavagem de dinheiro de outros crimes mais graves.

Já falamos um pouco e o suficiente da religião verdadeira, afinal, é tudo muito simples, pois, ela se resume unicamente em amor (Tiago 1:27; Romanos 13:10; Oséias 6:6), agora vamos falar um pouco da religião falsa.

A religião falsa é aquela em que as pessoas, que são templos vivos e ambulantes do Espirito Santo (1° Coríntios 6:19) louvam ao Senhor com seus lábios, mas carregam maldade em seus corações (Salmos 78:36), ouvem e falam a Palavra de Deus mas não a coloca em pratica, com vozes suaves cantam canções de amor, mas tem violência em suas mãos  (Ezequiel 33:31-32).

Tenho uma noticia boa e outra ruim pra dar a você caro leitor, vamos começar pela ruim: Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus” (Mateus 7:21), então, preste bastante atenção a sua volta.
A boa noticia é que por saber que existe a religião falsa você pode escolher em seguir a religião verdadeira, por isso, opte em ser como o apóstolo Paulo, que disse: Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1° Corintios 11:1).
Não seja um cristão hipócrita (Lucas 6:2), não seja farisaico aparentando ser mais santo do que realmente é (Isaías 65:5), não tenha inocência fingida (Jeremias 2:35) e que o seu louvor e sua espiritualidade não seja vaidosa e para que seja vista por aqueles que estão dentro da igreja, mas que seja para honra e glória do Senhor (Mateus 6:5).
Se coloque no seu lugar e não queira tirar o cisco do olho do teu irmão sem se importar com a trave que está diante dos teus próprios olhos (Mateus 23:3), não chame a Deus de Senhor se não se submete aos seus mandamentos (Lucas 6:46), não julgueis para que não condene a si próprio (Romanos 2:1), que teu proceder não seja diferente do teu falar (Romanos 2:21), não deixe que sua conduta desminta a sua profissão de fé (Tito 1:16), refreie a sua língua, pois é impossível com ela louvar a Deus e amaldiçoar teu irmão (Tiago 3:10), ainda que tenha pouco reparta com quem não tem nada (Tiago 2:15-16).
Nem eu e nem os apóstolos precisaríamos perder tempo escrevendo se as igrejas, agora me refiro as pessoas e as que tem placa e CNPJ, entendessem que entendessem que tudo se resume em amor e que a igreja deve ser misericordiosa, assim como, Cristo foi conosco quando por amor deu sua vida na cruz para a remissão dos nossos pecados
Diante do acima exposto, considerando a sua conduta individual como templo vivo e ambulante do Espírito Santo de Deus e membro de uma igreja (reunião de pecadores que louvam a Deus num espaço de culto denominado igreja) responda a pergunta:
Sua religião é? (   ) Verdadeira   (   ) Falsa
Só as legitimas, recuse imitações! 
Enfim, que vossa obediência seja conhecida de todos os homens (Romanos 16:19) e que a sua fé produza bons frutos de amor ao próximo.
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sexta-feira, 18 de maio de 2012

É a Bíblia que ensina os conselhos do Senhor

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Como a maioria das crianças quando eu ingressei na pré-escola eu odiava ir a escola, eu preferia ficar na rua brincando com meus coleguinhas, pela manhã assistir desenhos animados e a tarde assistir os filmes da Sessão da Tarde. 

Todo dia antes de ir para a aula era a mesma coisa, uma choradeira intercalada por soluços, e eu esperneava muito só para não ir a escolinha, mas minha mãe fazia eu engolir as lagrimas e me arrastava para lá todos os dias. 

Eu cresci um pouco e atingi idade suficiente para ingressar no Ensino Fundamental, eu continuava não gostando de estudar, fazia corpo mole e chorava para não ir à escola, mas minha mãe ignorava o meu choro e me silenciava rapidamente ameaçando pegar o chinelo. 

Só tomei jeito e adquiri gosto pelos estudos no Ensino Médio, nessa época eu já não chorava mais e nem precisava que minha mãe me vigiasse para que eu fosse à escola, mesmo cansado, após trabalhar o dia todo, eu não faltava às aulas. 

E eu tomei gosto pela coisa, e por minha opção e determinação mesmo sem ter recursos financeiros após concluir o Ensino Médio ingressei num Curso Técnico particular e em seguida na Universidade... Eu tinha vontade, me esforcei e Deus me ajudou e abençoou. 

A maioria das crianças não gosta e quando criança eu também não gostava de escovar os dentes, mas novamente minha mãe com chinelo na mão toda sua sabedoria de mãe me obrigava a escovar os dentes antes de dormir, logo ao acorda e após as refeições. 

O tempo passou, eu cresci e já não precisava mais que minha mãe me lembrasse de escovar os dentes, eu acordava e já escovava os dentes, após as refeições escovava os dentes e antes de dormir fazia o mesmo. 

Dei uma volta grande, só pra dizer que bons hábitos podem ser criados desde que se queira.

Há quem diga que submeter as crianças e jovens ao Estudo Bíblico sistemático aos domingos é algo penoso, afinal, coitadinhas das crianças e jovens, eles já vão à aula a semana inteira. Por isso, decidiram que aos domingos elas não vão pegar nas mãos papel, lápis e se debruçar sobre um livro (a Bíblia) para extrair conhecimentos sobre a Palavra de Deus... Pelo menos essa foi a desculpa que já escutei. 

Eu discordo que instituir o Estudo Bíblico dominical seja impor um fardo pesado sobre as costas das crianças e jovens presumindo que eles não gostam da ideia, afinal, participa dos Estudos quem quer e  porque tem interesse, e outra eu não gostava de estudar e nem gostava de escovar os dentes, mas de tanto praticar acabou virando habito, aliás, bons hábitos. E eu não escovava os dentes e estudava sozinho porque era algo mecânico, mas porque quando atingi maturidade vi que tanto estudar quanto escovar os dentes eram bons para minha vida e minha saúde. 

Pais e ministros desestimulando o estudo bíblico para mim soa como insanidade, a própria Palavra de Deus diz aos pais “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Provérbios 22:6).

E não há nada melhor do que a Bíblia par ensinar, pois, é na Bíblia que achamos os conselhos do Senhor e o bom é que “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2° Timóteo 3:16).

São irresponsáveis os pais e as igrejas que se posicionam contra o estudo bíblico, além de perderem a oportunidade de ensinar e criar o bom habito de se recorrer as Escrituras Sagradas para que se aprenda beber a água direto da fonte, ignoram o que o próprio Jesus disse, vejamos: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.” (João 5:39). 

Estão totalmente equivocados aqueles que acreditam que Deus não se agrada do estudo da sua Palavra, recordemos dos crentes de Beréia que foram considerados mais nobres por “receberem a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” (Atos 17:11). 

Ora não há porque temer o estudo bíblico, pois, “tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” (Romanos 15:4).

Na verdade o erro consiste justamente em não conhecermos a Palavra de Deus, vejamos: “Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” (Mateus 22:29).

Os verdadeiros cristãos creem e aceitam Bíblia como sendo a infalível Palavra de Deus e a única regra de fé e conduta, pois, sabem que ela é “lâmpada para seus pés e luz para seus caminhos” (Salmos 119:105).

Só pode dizer “tenho prazer nos teus mandamentos” (Salmos 119:47) aqueles que efetivamente os conhecem, e para conhecer é indispensável que leiam a e meditem sobre o que leem na Bíblia.

Não instruir devidamente o cristão é como mandar um soldado sem treinamento e sem armas para uma guerra, a Palavra de Deus é uma poderosa arma na vida do crente, é “o capacete da salvação e a espada do Espírito” (Efésios 6:17), pois, “é viva e eficaz, e mais cortante que qualquer espada de dois gumes” (Hebreus 4:12), por isso meu irmão e minha irmã, deixa de lado o seu preconceito quanto ao ensino bíblico sistemático e vá se aplicar em conhecer a Bíblia. 

Jesus nos ordenou “ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15), seja honesto consigo mesmo, sem conhecer a Palavra de Deus estás em condição de atender ao mandado de Cristo anunciando o Reino de Deus? O que tem anunciado por aí, o evangelho puro e simples com boas novas de salvação para os que creem ou doutrinas e dogmas da fé institucionalizada?

A Palavra de Deus é a semente do semeador e aquele “que semeia, semeia a palavra” (Marcos 4:14).  

Sábios e prudentes são aqueles(as) que tem sempre junto de si “uma copia da Palavra de Deus e a lê todos os dias da sua vida, para aprender a temer o Senhor, guardar os teus ensinamentos e os aplicar a sua vida” (Deuteronômio 17:19) . 

Sábios e prudentes são os homens e as mulheres que sobre a rocha celestial suas casas erguerem, pois, sempre terão eficaz proteção... Mas se sobre a areia você quiser construir terá trabalhado em vão, pois, em falso alicerce estará e qualquer fraco vento abalará suas estruturas e ela virá a cair.

O único mal que os pais e um ministério farão as crianças e jovens por lhes proporcionar estudo bíblico sistemático e consistente é dar-lhes um bom direcionamento em suas vidas, fazendo-os andar por caminhos iluminados tendo conhecimento sobre o Pai Celestial e o que ele espera de nós, que por isso temerão e honrarão ao Senhor, bem como, guardarão os teus mandamentos. 

Enfim, só tenho a agradecer a minha mãe por me obrigar a estudar e a escovar os dentes, bem maior ela não poderia ter me feito, isso me gerou conhecimento, me fez sábio porque no tempo certo apliquei sozinho tais conhecimentos gerando atitudes benéficas para minha vida... E não se esqueça que se ensinar o bom caminho ao seu filho enquanto ainda criança ele crescerá e não se desviará dele jamais, então, deixa de preguiça, pegue sua Bíblia e ensine algo edificante aos teus filhos, será bom pra você também, quem ensina aprende duas vezes... Se por ventura alguém que por não conhecer a Bíblia erroneamente te dizer que a “letra mata” retruque dizendo “mas o Espírito vivifica, conheças a verdade e ela também vos libertará” da ignorância, da mentira, dos fardos pesados da servidão ao homem e dos falsos mestres. (2° Coríntios 3:6 e João 8:32).

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sábado, 12 de maio de 2012

Seja crente com moderação

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Deus é amor (1° João 4:8), os ensinamentos de Jesus se baseiam no amor, tanto é tudo se resume em um único mandamento: amor ao próximo (Gálatas 5:14). Mas tem cristão dando a entender que Deus não é tanto amor quanto dizem por aí, e eu lamento a informar que “aqueles que não amam não conhecem a Deus” (1° João 4:8).

A Palavra de Deus, a perfeita guia da nossa fé, nos diz queDeus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.” (2° Timóteo 1:7).

Poder, amor e moderação... Muitos pedem poder, alguns pedem amor, mas são poucos os que pedem moderação.

As igrejas mercantes da fé usam a prosperidade para atrair “fiéis”, para eles fazer o cristão prosperar é demonstração da manifestação do poder de Deus na vida das pessoas, outras igrejas são especializadas em curar enfermos, e para eles a cura dos doentes é a demonstração do poder de Deus sobre o bem e o mal, há denominações que caem no espírito (isso mesmo escrevi com “e” minúsculo, as vezes, isso não tem nada de santo) os crentes profetizam, rodopiam e falam em línguas estranhas, e para eles isto é manifestação do poder de Deus, inclusive, igrejas em que não há esses tipos de manifestações são tidas como “frias”, há igrejas especializadas em expulsar espíritos malignos de pessoas que reviram os olhos e estrebucham e para eles expulsar espíritos é a manifestação do poder de Deus, e ministros que não expulsam demônios tem sua autoridade questionada.

É verdade que Deus abençoa aos servos bons e fiéis (Mateus 25:21 e 23), cura os enfermos (Mateus 4:23, 8:3), derrama sobre a igreja o teu Espírito Santo (Atos 2:4) e também expulsa espíritos (Lucas  4:41), Jesus mesmo operou maravilhas como estas, mas tudo isto fez para manifestação, honra e glória do Poder de Deus, jamais para convencimento das pessoas.

A mensagem de Jesus para fazer o pecador se converter a Deus nunca foi: “Deus enriquece”, “Deus cura”, “Deus batiza com novas línguas” e nem “Deus expulsa demônios”... Jesus anunciou Boas Novas de salvação, ensinando que aqueles que o aceitassem como Senhor em teu coração, e cressem que Deus o ressuscitou dentre os mortos seriam salvos (Romanos 10:9)

Sim, a mensagem dele era a Graça de Deus, um favor imerecido de Deus ao homem “no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça” (Efésios 1:7)

O problema das igrejas da prosperidade, igrejas da cura, igrejas das profecias em línguas estranhas e do exorcismo é que estes feitos não são o simples manifestar do Espírito Santo para demonstração do poder de Deus, hoje em dia aqueles que fazem seu rebanho engordar materialmente, curam doentes desenganados, como oráculo profetizam e expulsam demônios fazem por vaidade e com o objetivo de demonstrar o seu poder.

Muitos lideres buscando poder extrapolam todos os limites, negam ou omitem a Palavra de Deus, sinais como esses tidos como maravilhas em muitas igrejas não significam absolutamente nada, afinal, a feitiçaria também tem feito muitas pessoas prosperarem, os centros espíritas tem curado doentes e  endemoniados aos montes, e místicos assertivamente falam do passado e do futuro das pessoas.

Agora vamos falar um pouco do amor, afinal, Deus é amor (1° João 4:8), nos deu espírito de amor (2° Timóteo 1:7) e espera que amemos ao nosso próximo como nós mesmos (Lucas 10:27), mas um amor não fingido e despretensioso, ou seja, sincero e sem esperar nada em troca, assim como de pais para com os filhos, assim como o de Deus para com o homem (João 3:16).

De nada adianta curar enfermos, expulsar demonios, falar em línguas, profetizar e dar assistência social se não houver amor sincero e despretensioso (1° Coríntios 13:1-3).

E Deus nos tem dado espírito de moderação (2° Timóteo 1:7) e espera que “a vossa moderação seja conhecida de todos os homens” (Filipenses 4:5), e a nossa moderação é demonstrada através do nosso testemunho cristão.

Quando digo testemunho cristão não me refiro a tipo de veste, comprimento do cabelo, não usar maquiagem ou jóias, o bom testemunho a que me refiro é a coerência entre aquilo que está na Bíblia, aquilo que falamos e aquilo que praticamos.

Jesus combateu veementemente os fariseus, pois, eles não eram moderados, eram hipócritas, por fora, se mostravam belos, mas interiormente estavam cheios de ossos de mortos e de toda imundícia (Mateus 23:27), eram capazes de apontar um cisco no olho do seus irmão, mas incapazes de enxergar uma trave diante dos próprios olhos (Lucas 6:42).

Não te precipites em julgar e atirar pedras nos teus irmãos, Jesus não endossou o adultério quando livrou a mulher adultera, mas demonstrou o amor incondicional de Deus ao pecador e mostrou que todos, sem exceção, tem pecados (1° João 1:8).  

Enfim, sejam cristãos moderados, amem verdadeira e despretensiosamente ao próximo, e haja coerência entre o que você fala e o que você pratica, afinal, sem amor a fé não nos serve de nada (1° Coríntios 13:1-3).

Que haja equilíbrio entre o teu falar, o teu agir e o que a Palavra de Deus requer de ti como cristão.

Seja crente com moderação, fé demais não cheira bem... perdoem o trocadilho rsrs.

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terça-feira, 8 de maio de 2012

Deus existe?!

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Professor: Você é um cristão, não é filho?

Aluno: Sim, senhor.

Professor: Então, você acredita em Deus?

Aluno: Absolutamente, senhor.

Professor: Deus é bom?

Aluno: Claro.

Professor: Deus é todo poderoso?

Aluno: Sim.

Professor: Meu irmão morreu de câncer, embora ele orou a Deus para curá-lo. A maioria de nós iria tentar ajudar outras pessoas que estão doentes. Mas Deus não o fez. Como isso é um bom Deus, então? Hmm?

(Estudante ficou em silêncio.)

Professor: Você não pode responder, não é? Vamos começar de novo, meu rapaz. Deus é bom?

Aluno: Sim.

Professor: E satanás é bom?

Aluno: Não.

Professor: De onde é que satanás vem?

Aluno: A partir de ... DEUS ...

Professor: Isso mesmo. Diga-me filho, existe o mal neste mundo?

Aluno: Sim.

Professor: O mal está em toda parte, não é? E Deus fez tudo. Correto?

Aluno: Sim.

Professor: Então quem criou o mal?

(Estudante não respondeu.)

Professor: Existe doença? Imoralidade? Ódio? Feiúra? Todas estas coisas terríveis existem no mundo, não é?

Aluno: Sim, senhor.

Professor: Então, quem as criou?

(Estudante não tinha resposta.)

Professor: A ciência diz que você tem 5 sentidos que você usa para identificar e observar o mundo ao seu redor. Diga-me, filho, você já viu DEUS?

Aluno: Não, senhor.

Professor: Diga-nos se você já ouviu o teu Deus?

Aluno: Não, senhor.

Professor: Você já sentiu o seu Deus, provou o seu DEUS, cheirou o teu Deus? Alguma vez você já teve qualquer percepção sensorial de DEUS?

Aluno: Não, senhor. Me desculpe mas eu não tive.

Professor: Mas você ainda acredita nele?

Aluno: Sim.

Professor: De acordo com empírica, Protocolo, Testável demonstrável, da Ciência diz que o vosso Deus não existe. O que você acha disso, filho?

Aluno: Nada. Eu só tenho a minha fé.

Professor: Sim, fé. E com o que a Ciência tem problema.

Aluno: Professor, existe tal coisa como o calor?

Professor: Sim.

Aluno: E existe tal coisa como o frio?

Professor: Sim.

Aluno: Não, senhor. Não há.

(O auditório ficou muito quieto com essa sucessão de eventos.)

Aluno: Senhor, você pode ter muito calor, e ainda mais calor, superaquecimento, mega calor, calor branco, pouco calor ou nenhum calor. Mas não temos nada que se chame frio. Podemos atingir - 236º graus abaixo de zero que não é calor, mas não podemos ir mais longe que isso. O frio não existe. Frio é apenas uma palavra que usamos para descrever a ausência de calor. Não podemos medir o frio. O calor é energia. Frio não é o oposto de calor, senhor, apenas a ausência dele.

(Havia silêncio no auditório.)

Estudante: E sobre a escuridão, Professor? Existe tal coisa como a escuridão?

Professor: Sim. O que é a noite, se não existe a escuridão?

Estudante: Você está errado novamente, senhor. A escuridão é a ausência de algo. Você pode ter pouca luz, a luz normal, luz brilhante, luz piscante. Mas se você não tem luz constantemente, você não tem nada e você a chama de escuridão, não é? Na realidade não é. Se isso fosse correto, você seria capaz de fazer mais escura a escuridão, não seria?

Professor: Então, a qual ponto você quer chagar, rapaz?

Aluno: Senhor, o meu ponto é que a sua premissa filosófica é falha.

Professor: Falha? Você pode explicar como?

Aluno: Senhor, você está trabalhando na premissa da dualidade. Você argumenta que há vida e há morte, um Deus bom e um Deus mau. Você está vendo o conceito de Deus como algo finito, algo que podemos medir. Senhor, a ciência não pode explicar um pensamento. Ele usa eletricidade e magnetismo, mas nunca viu, muito menos completamente compreendeu qualquer um. Para ver a morte como o oposto da vida é ser ignorante do fato de que a morte não pode existir como algo substantivo.

A morte não é o oposto da vida: apenas a ausência dela. Agora me diga, Professor, você ensina a seus alunos que eles evoluíram de um macaco?

Professor: Se você está se referindo ao processo evolutivo natural, sim, claro, eu faço.

Estudante: Você já observou a evolução com seus próprios olhos, senhor?

(O professor balançou a cabeça com um sorriso, começando a perceber aonde argumento estava indo.)

Estudante: Como ninguém jamais observou o processo de evolução em trabalho e não pode sequer provar que este processo é um empreendimento em curso. Você não está ensinando a sua opinião, senhor? Você não um cientista, mas um pregador?

(A classe estava em alvoroço.)

Aluno: Existe alguém na classe que já viu o cérebro do professor?

(A classe explodiu em gargalhadas.)

Aluno: Existe alguém aqui que já ouviu o cérebro do professor, sentiu, tocou ou cheirou? Ninguém parece ter feito isso. Assim, de acordo com as regras estabelecidas de protocolos empiricos, estável, comprovada, a Ciência diz que você não tem cérebro, senhor. Com todo o respeito, senhor, como então confiar em suas palestras, senhor?

(A sala ficou em silêncio. O Professor olhou para o aluno, com o rosto insondável.)

Professor: Eu acho que você vai ter que toma-las pela, fé filho.

Aluno: É isso senhor ... Exatamente! O elo entre o homem e Deus é fé. Isso é tudo o que mantém as coisas vivas e em movimento.

P.S.

Acredito que vocês tenham gostado da conversa. E se assim for, você provavelmente vai querer seus amigos / colegas para aproveitar o mesmo, não vai?

Transmita isto para aumentar seu conhecimento ... ou fé.

A propósito, o aluno era EINSTEIN.
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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Volta ao teu lar paternal

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A parábola do Filho Pródigo (Lucas 15:11-24) é uma das mais lembradas pelos cristãos da atualidade, isto não quer dizer que seja a mais bem compreendida e muito menos a mais praticada.

Para quem aprecia esta parábola numa leitura atenta percebe que ela nos mostra duas realidades, uma que retrata a decadência do homem pecador e a outra que retrata a exaltação do pecador redimido.

Dos versículos 12 ao 16 observamos que imaturidade, rebeldia e egoísmo promoveram uma separação familiar que levou um jovem a viver a sua vida conforme queria, desfrutando de todos os banquetes que o mundo lhe oferecia.

Até que chegou o dia em que esse jovem experimentou o gosto amargo de uma decisão errada e se viu numa situação de degradação da sua dignidade, humilhado e sem ter sequer o que comer.

Dos versículos 17 ao 24 fica claro que foi necessário que o jovem desta parábola chegasse ao fundo do poço para que ele percebesse o seu erro e se arrependesse, para então tomar a decisão de repará-lo, só aí que regressou a sua casa e se reconciliou com seu pai.

Pai é pai, não importa a cabeçada que o filho dá ele sempre o amará incondicionalmente e com alegria sempre o receberá de braços abertos como se nada tivesse acontecido.

Do versículos 25 ao 32 notamos outros tipos de comportamentos comuns e inaceitáveis entre os cristãos, o ciúmes, a raiva, a picuinha e a injustiça.

Nos dias de hoje as coisas não são muito diferentes, curiosidade, soberba, rebeldia e imaturidade continuam a separar filhos do Pai Celestial, e longe de Deus este filhos vivem uma vida pecaminosa e com excessos, até que chega o dia em que eles caem na real, se vêem insatisfeitos com a vida que levam, se veem humilhados e com a dignidade degradada.

Chegar ao fundo do poço não significa fim da linha, assim como não foi para o filho pródigo da parábola, você também é filho de um Pai amoroso que aguarda ansiosamente o seu retorno.

Não estou dizendo que voltar para Casa do Pai Celestial após ter chegado ao fundo do poço seja algo fácil, mas que é sim algo possível, só depende de você, dê o primeiro passo, reconheça que errou, arrependa-se do seu erro, decida-se por retornar ao lar paternal e se reconcilie com o Pai que te espera de braços abertos ó filho pródigo... E acredite, haverá festa pelo seu retorno (Lucas 15:7).

Haverá pessoas incomodadas com o teu regresso, haverá pessoas inconformadas com a recepção do Pai a ti, haverá quem diga que você não tem mais direito a herança... Mas nada disso importa, eles são exatamente como o irmão ciumento da parábola, não se esqueça um Pai não deixa jamais de amar a um filho... E se alegra muito por um filho que estava dado como morto e reviveu, que estava perdido e se achou.

Deus te espera em Seu Lar ó pródigo filho, não mais ande longe do teu Pai Celestial, em seus braços vai logo se jogar... Volta ao teu lar paternal.
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domingo, 29 de abril de 2012

Pelo sangue do Cordeiro liberdade temos nós

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O Velho Testamento narra que houve um tempo em que os sacerdotes eram os únicos representantes do povo na presença de Deus, inclusive, eles eram os únicos aptos a oferecer sangue de animais sacrificados para que houvesse a expiação dos pecados dos homens, por isso, apenas eles podiam entrar numa determinada sala do templo onde se acreditava que Deus se encontrava com o homem.

O Novo Testamento nos ensina que por amor de nossas almas Jesus Cristo sua vida não poupou (João 3:16), que com seu precioso sangue nos libertou e nos resgatou (Efésios 1:7) e que pelo sangue do cordeiro liberdade temos nós de entrar no santuário e de Deus ouvir a voz e foi para “a liberdade que Cristo nos libertou” (Gálatas 5:1).

A Palavra de Deus diz que “toda língua confessará ao Senhor e que diante de Deus todo joelho se dobrará” (Romanos 14:11).

Cada um pode e deve apresentar-se diante de Deus exatamente da forma como se encontra, pois, Deus  “aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá." (1° Pedro 5:10) os seus servos.

Certa vez escrevi aqui neste blog sobre aquilo que vemos com os “Olhos da Carne”, onde disse que talvez o “pecador” fosse mais fiel do que muitos crentes aparentemente de bom testemunho, pois, todos os dias eles lidam com os olhares desconfiados, julgamentos levianos e comentários maldosos sobre sua condição, mas mesmo assim eles retornam a Casa do Pai no dia seguinte.

E se pelo seu sangue nos “libertou para a liberdade” (Gálatas 5:1) temos que nos perguntar que qual a base e autoridade para que o homem que pertence ao ministério de uma igreja tem para cercear a liberdade de alguém na dentro da igreja.

Sabemos que “Deus é justo juiz” (Salmos 7:11) e que o homem, principalmente aqueles que soberbamente se julgam sábios, as vezes erram em seus julgamentos e aplicam duras penas, recordemos que Jesus não tendo pecado algum foi pregado e morto sobre uma cruz.

Na igreja contemporânea muitas vezes os homens ignoram a sua própria condição carnal e pecaminosa e aplicam punições para aqueles que pisam em falso.

Há casos de PUNIÇÃO PERPÉTUA, quando um individuo por conta de um ato ou uma conduta tem sua liberdade cerceada para sempre, ou seja, fica sem liberdade na igreja, não podendo tocar na igreja, exercer ministério, participar da comunhão da santa ceia.

Há casos de LIBERDADE CONDICIONAL, quando um individuo por conta de um ato ou uma conduta, após um período sem liberdade na igreja sua liberdade é restabelecida com restrições, por exemplo, pode utilizar o púlpito para testemunhar, participar da comunhão da santa ceia, mas fica impedido, por exemplo, de voltar a tocar seu instrumento musical.

Há casos de DISCIPLINA, quando um individuo após um ato ou conduta fica sem liberdade na igreja, uma vez arrependido e corrigido volta a ter total liberdade na igreja, sem restrições.

 O julgamento e a “pena” aplicada é exclusiva do ministério, mas os membros de uma igreja muitas vezes conseguem ser bastante hostis com os “pecadores”, alguns acham errado o ministério “devolver a liberdade” de seus irmãos errantes, estes não entenderam aquilo que Jesus quis ensinar com a parábola do Filho Pródigo, agem como o filho ciumento desta parábola, não compreendem que não importa os erros que um filho cometa, o Pai sempre amará e receberá seu filho de braços abertos... Também se esquecem que com a medida que julgam também serão julgados.  

"Cortar a liberdade" de um cristão na igreja é como cortar as asas de um passarinho,  ele não tem como voar.
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domingo, 22 de abril de 2012

"Ficar" pode?

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Postado originalmente no Blog JovemCCB - Autor: Ricardo Alexandre 


Verso áureo: "Foge também dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, a caridade, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o SENHOR" (2Tm 2:22).

- Vocês estão namorando?
- Não, só estamos 'ficando'
É bem comum este diálogo entre os jovens; mas se não é namoro nem amizade, o que é ficar?

Mariana Araguaia da equipe Brasil Escola define assim: "Ficar é uma expressão utilizada a partir do final da década de oitenta para nomear um tipo relação onde há beijos e carícias mas que, diferentemente do namoro, não tem o compromisso como fator principal. O ficar não tem como pré-requisito conhecer anteriormente a pessoa e também não tem um tempo de duração definido; pessoas podem ficar no intervalo de um único beijo no recreio ou na saída da escola, uma noite inteira, no período das férias ou mesmo meses; sem, necessariamente ter a obrigação de ligar, ou mesmo de ficar apenas com essa mesma pessoa".

A pergunta que não quer calar. A definição de 'ficar' todos sabem qual é; se pode ou não pode, se é pecado ou não, é o que todos querem saber (torcendo que a resposta seja não).

Parece mas não é. Ficar tem a intimidade do namoro sem o seu compromisso; hoje um(a) e amanhã outro(a) sem peso na consciência. Com certeza você já ouviu que a palavra do crente deve ser sim, sim e não, não (Mt 5:37; Tg 5:12) para que não caias em condenação. Se, condenamos aquilo que parece casamento e não é, por que a dúvida com aquilo que parece namoro mas não é.

É pegar ou ficar. Quando aplicamos outras gírias/sinônimos (amassos, maios, ralos) percebemos que a intenção é somente o contato físico e vemos como é deplorável este comportamento. Falando nisso, ficar é uma expressão do século passado, neste, estão usando mais a expressão 'pegar'. Parece o lobo-mau correndo atrás da Chapeuzinho: "Eu vou pegar você".

Fraco e forte. Enquanto o forte pega todas o fraquinho não pega ninguém. Isto lá no mundo, na igreja é o contrário; o forte vence a tentação e o fraquinho se entrega.

Ficar não machuca. As paixonites da juventude não raro terminam em corações partidos; essas desilusões parecem fazer o mundo desabar provocando nos jovens um sofrimento de dar pena; talvez para evitarem levar um 'fora' ou um pé no traseiro prefiram ficar que se envolver com alguém. Pode ser que pensem: Melhor ficar com o beiço caído do que com o coração partido.
Ficar é egoísta. Quando gostamos de alguém queremos o bem desse alguém, se o(a) namoramos pensamos na sua felicidade. Aqueles que ficam pensam somente em si. Quem namora pensa em dar; quem fica, só em receber.

Ficar pode ser perigoso. A geração de 'aparelho nos dentes' ignora os riscos de transmissão de doenças transmitidas através do beijo (herpes labial, mononucleose, hepatite B, entre outras). No ficar você pode acabar ficando com o que não quer.

Ficar incita a fornicar. Com os hormônios ebulindo, o contato físico promovido pelo ficar vai estimular os jovens a irem além de beijos, o que pode acabar numa transa e isto todos sabemos que é pecado.

Unindo o 'fútil' ao agradável. Ficar é gostoso! É também um comportamento leviano, imprudente e precipitado. O sexo é um privilégio para os casados; o beijo é permitido aos namorados.

Quem nunca ficou que atire a primeira pedra. Na minha mocidade eu fiquei bastante, mas quando me apaixonei por aquela que seria minha esposa desejei nunca ter ficado com ninguém, tive medo até de ela não me querer. Os beijos que trocamos durante nosso noivado não foram fúteis nem egoístas, foram sinceras demonstrações de carinho que considero legítimas e apropriadas para quem namora ou está noivo(a).

Se não valeu a resposta, valerá o conselho: Não fique com alguém amando a si, buscando um prazer para a carne; sim, namore alguém amando ela(e) buscando um deleite para a alma "...e como o noivo se alegra com a noiva, assim se alegrará contigo o teu Deus" (Is 62:5b).

Memorize: Se condenamos aquilo que parece casamento e não é, por que a dúvida com aquilo que parece namoro, mas não é.
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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Do altar para a cama com as bençãos da igreja

2 comentários
Algumas vezes, infelizmente, um crime tão hediondo onde um líder religioso leva uma criança do altar para a cama, por omissão e conivência da instituição em que o religioso criminoso atua, acaba tendo as bênçãos da própria Igreja.
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Diante da inércia das cúpulas de muitas Igrejas que não punem e nem denunciam os seus ministros pedófilos, para expressar minha indignação acerca do assunto usarei as palavras do pastor norte-americano Martin Luther King, que disse: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.

O leitor desta postagem pode ter a impressão que ela foi escrita em tom de denuncia, lamento informar que infelizmente você está certo, mais uma criança foi violentada dentro da igreja, e mais uma vez a Igreja temendo escândalos e visando proteger seu patrimônio material abafou o caso.

Não irei expor aqui o caso, se assim fizesse estaria violentando esta criança e sua família pela terceira vez, pois, esta criança já foi violentada duas vezes, primeiro quando foi violentada no sentido físico pelo ministro da igreja qual freqüenta e pela segunda vez teve sua dignidade estuprada quando a cúpula da igreja não tratou o caso como devia, ou seja, crime que deve ser denunciado a policia, além do impedimento do exercício ministerial.


Só para lembrar
A Palavra de Deus diz que “aquele que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado” (Tiago 4:17), portanto, as cúpulas das igrejas que permitem que os lobos continuem a “cuidar” das suas ovelhas estão pecando, e ao meu ver é um pecado grave, pois, tão criminoso quanto aquele que violenta uma criança são aqueles que por omissão se tornam cúmplices deste crime.

Ora, os ministros que não servem para ser sal da terra e luz do mundo devem ser lançados fora (Mateus 5:13;14), e bem aventurados são aqueles que tem fome e sede de justiça (Mateus 5:6) e não se calam diante de um crime hediondo como este onde um adulto violenta sexualmente uma criança.

Doa a quem doer, o bom ministro “não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade” (1° Coríntios 13:6), por isso, os dirigentes das igrejas não devem se omitir e nem demorar para agir diante de um caso de violência sexual, pois, não tem condições de se manter no ministério aquele que é repreensível (1° Timóteo 3:2), aquele que age com violência (1° Timóteo 3:3), que dá mal testemunho (1° Timóteo 3:7) e não conserva o seu ministério com a consciência limpa (1° Timóteo 3:9).


Um pouco de ciência e informação
A pedofilia é um tipo de perversão sexual onde um individuo adulto, tanto do sexo masculino quanto feminino, se sente atraído sexualmente por crianças.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) classifica a pedofilia como desordem mental e/ou distúrbio de personalidade de um adulto, e em diversos países, inclusive no Brasil, a pedofilia é crime como punição prevista no código penal.

O pedófilo é o individuo que por meio do convencimento ou da força pratica relações sexuais ou libidinosas com crianças que não estão preparadas psicologicamente para tais estímulos ou ainda não sabem qual é a conotação ética, moral e religiosa sobre as atividades sexuais e nem mesmo suas possíveis conseqüências.

E é justamente por serem estimuladas sexualmente quando ainda não tem preparo psicológico para isso que as crianças vitimas de violência sexual não tem habilidade para lidar com a situação, por isso, acabam desenvolvendo problemas emocionais que se podem se refletir na sua vida adulta e podem ter efeitos devastadores a ele mesmo e a própria sociedade.

As primeiras linhas desta postagem foram redigidas falando da pedofilia quando praticada por líderes religiosos dentro das igrejas, mas este tipo de crime não acontece apenas dentro da igreja e nem é uma perversão praticada apenas por ministros, ela pode acontecer dentro da família, quando o pai, o irmão ou algum parente violenta a criança. A pedofilia também acontece fora de casa, quando praticada por um amigo da família, um professor, um vizinho e até mesmo um desconhecido.

Este tipo de perversão também não se restringe a uma determinada classe social e independe do nível cultural do criminoso e, infelizmente, tem sido assim desde sempre em praticamente todos os lugares do Brasil e do mundo.


O que se espera da Igreja
A maioria dos casos de violência sexual não são denunciados a policia, pois, a criança vitima deste tipo de violência tem medo e vergonha do ocorrido, por isso, quando uma criança ou família cria coragem e denuncia um caso de pedofilia envolvendo um membro do ministério à igreja não pode se omitir, pois, agindo assim a igreja violenta novamente a criança e dá a sua benção para que os pedófilos continuem a atuar e se multipliquem.

É importante que a Igreja ao se deparar com um caso de pedofilia dê todo apoio espiritual, psicológico e material a criança e sua família para que os traumas sejam minimizados, além de que, promovam a destituição do religioso para que a denominação demonstre seus valores e, principalmente, espera-se que denunciem o criminoso a policia, assim o caso servirá de exemplo aos demais que possuam a mesma tendência perversa.

O acompanhamento psicológico é indispensável, pois, crianças vitimas de violência sexual experimentam a terrível sensação de abandono e solidão, sofrem de baixo auto-estima, em alguns casos perdendo a confiança em todos os adultos a sua volta acabam cometendo suicídio.


As consequências do abuso sexual
Uma das conseqüências de um abuso sexual envolvendo uma criança é que quando ela se torna adulta elas podem apresentar dificuldades de relacionamento, podem vir a abusar de crianças, podem apresentar tendência a prostituição, ou então, desenvolver problemas psicológicos.


O que diz a lei sobre o pecado da omissão
As pessoas, as igrejas e os religiosos que se deparam com um caso de pedofilia e se omitem são tão criminosos quanto àqueles que praticam o crime de pedofilia e são passiveis de punição legal, pois, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu artigo 17, afirma que toda criança e adolescente tem direito ao respeito, o que consiste na inviolabilidade da sua integridade física, psíquica e moral. E no artigo 18 é especificado que é dever de todos zelar pela dignidade das crianças e adolescentes, protegendo-os de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.


O que já vi
Nos últimos anos tomei conhecimento de alguns casos de pedofilia ocorridos no Brasil na denominação que eu freqüentava, alguns deles tomei conhecimento através de conversas e outros pela mídia, em alguns casos a denominação destituiu o pedófilo do cargo e em outros simplesmente abafou o caso, assim como neste ultimo qual tomei conhecimento e me gerou indignação a ponto de escrever esta postagem.

Já vi circulares tratando dos mais variados e infrutíferos assuntos, sobrancelha, cabelo, roupas e até mesmo costeleta, porém, mesmo com o crescente aumento da pedofilia dentro da igreja nunca vi nenhuma circular chamando atenção e alertando o povo sobre este grave problema.

Já vi pessoas perdendo ou tendo a liberdade cerceada na igreja por muito pouco, por isso, fico extremamente indignado que visando proteger seu patrimônio financeiro/patrimonial e evitar escândalos a igreja opte em violentar pela segunda vez uma criança e sua família,  estuprando sua dignidade, ignorando, abafando o caso e  de certa forma abençoando seu ministro que confessou o crime de pedofilia.


Recado aos pais
Aos pais, fiquem atentos ao comportamento de seus filhos, mudanças bruscas de comportamento, apetite, sono podem indicar que algo errado está acontecendo, principalmente, se a criança demonstra perturbação/agitação sempre que uma pessoa em especifico está próxima dela.


Um depoimento
Abusos contra crianças deixam marcas indeléveis nas vitimas, e isto digo não porque acho que seja assim, mas sim porque eu mesmo já fui vitima desse tipo de violência quando criança... Hoje sou adulto, sei me defender, mas ainda assim a presença daquele que me abusou me perturba tremendamente... E eu com certeza acho que ele deveria estar preso, não apenas pelo que fez comigo, mas para proteger as crianças que estão a sua volta.


Aos ministros e as igrejas
Pedofilia é crime e quem se cala também violenta, a igreja não pode deixar de enfrentar seus próprios demônios. Não cometam o pecado da omissão, o preço da sua omissão é a dor de uma criança. Não podemos julgar os pecados das pessoas, mas podemos e devemos denunciar os criminosos a justiça. 


Pedófilos e crimes de pedofilia podem e devem ser denunciados discando 100 em qualquer localidade do país.

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