quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Amar como Jesus amou

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Dias atrás ao sair de um restaurante me aborreci com um morador de rua que pediu "ajuda para comer", não pelo fato dele me pedir ajuda, mas sim por eu de bom grado ter retornado ao restaurante para lhe comprar uma marmita, primeiro ele sumiu no meio da multidão enquanto eu providenciava a comida, evidenciando assim que na verdade ele queria mesmo era dinheiro e não comida, depois porque quando eu o alcancei, instantes depois de lhe entregar o alimento vi ele abandonar a comida comprada com carinho sem sequer ele ver o que tinha dentro. 

Fiquei bem nervoso (pra ser sincero fui tomado pela ira), corri atrás daquele rapaz e lhe dei um sermão, explicando exaltado que na atual situação do país ele ter esse tipo de atitude prejudica pessoas que realmente precisam e deixarão de ser ajudadas por conta de pessoas com atitudes como as dele... Fui áspero com ele e não me orgulho disso, logo veio o arrependimento. 

Depois me peguei a pensar: como "naquele dia" seremos cobrados por não ter dado de comer a quem tem fome se nem todos que pedem por comida estão com fome? Se alguns não querem comida, só querem o dinheiro para comprar bebida ou droga? Ou então, se apenas querem ganhar dinheiro fácil? Afinal, é muito mais fácil pedir do que trabalhar o mês inteiro para ganhar dinheiro.

A resposta veio instantes depois, quando eu já tinha relatado o ocorrido no Facebook e algumas pessoas já tinham curtido e até comentado a postagem, entre elas alguns cristãos.

O grande problema é que apesar de todos os ensinamentos de Jesus se resumirem num único ensinamento, que é amar aos outros como amamos a nós mesmos (Marcos 12:31), nós não somos capazes de amar aos outros como Jesus nos amou, e ainda ama.

Nossa personalidade, nossas mágoas, nossa carne, nossa natureza, a situação política-social-econômica do país e do mundo, o capiroto, nossa bagagem de vida, tudo isso influencia a maneira como amamos ao próximo e nos impede de amar como Jesus nos amou e ama.

O amor de Deus por nós é ilimitado, assim como aquele morador de rua que relatei acima não merecia o prato de comida que dei, nós míseros pecadores (todos, sem exceção) não merecíamos e não merecemos o amor ilimitado de Deus por nós, amor este que lhe fez entregar o seu Filho em sacrifício na cruz para a justificação dos nossos pecados (Romanos 8:31-32).

Quem sou eu para acusar e julgar a conduta daquele morador de rua? ... Eu não sou ninguém, eu sou um nada, pois, é o próprio Jesus que intercede por aquele mendigo, por mim também (Romanos 8:33-34).

E apesar de tudo o que somos, tudo o que fazemos e vivemos, o amor de Jesus por nós permanece inabalável, nada é capaz de nos separar do amor de Cristo, ainda que não sejamos capazes de amar como Cristo amou (Romanos 8:35-39).

Não somos capazes de compreender o amor de Jesus em sua plenitude, largura, altura e profundidade, por isso, não somos capazes de sempre agir com amor (Efésios 3:17-19), assim como não fui capaz de agir com amor com aquele morador de rua. Para viver o amor de Jesus, devemos conhecer o amor de Jesus e ter nossa fé alicerçado neste fundamento, falar até que é fácil, fazer sei que não é, se fosse estaríamos amando ao próximo como ensinou Jesus. 

Que estejamos sempre aptos a receber o amor de Deus por meio do Espírito Santo que habita em nós (Romanos 5:5) e que assim possamos cooperar para um mundo com mais amor através daquilo que aprendemos por meio das pregações e ações de Jesus (Filipenses 4:8-9).

Talvez aquele morador de rua não mereça a marmita que lhe comprei e está tudo certo, pois, eu também não merecia o que Jesus fez por mim na cruz, e que este ocorrido desperte em mim e me motive a tentar amar como Jesus amou e ainda ama, ou seja, sem acusações e julgamentos independente de quem seja ou o que a pessoa fizer.

Ah, essa situação não me mostrou apenas que não sou capaz de amar como Jesus amou, serviu também para mostrar que como professo a fé Deus eu preciso buscar o dom da paciência, pois, me deixei tomar pela ira e agi como jamais Jesus agiu. 

Enfim, que mesmo sem haver merecimento em mim que Deus me conceda o perdão que naquele instante não fui capaz de conceder ao morador de rua.

Fiquem na paz do bom Deus!
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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O cristão ideal

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O dicionário define modelo como: "coisa ou pessoa que serve de exemplo ou padrão a ser imitado"

A ciência recorre constantemente a modelos para compreender, explicar e também reproduzir fenômenos que ocorrem na natureza. São diversas as razões para a ciência lançar mão desse recurso, alguns deles:

  • Representar algo perfeito que poderia existir, mas não existe.
  •  Aproximar algo real  a uma condição ideal.
  • Simplificar explicações de coisas ou teorias complexas.

Na química, por exemplo, a Teoria do Gás Ideal (ou Gás Perfeito), é algo que na realidade não existe, mas foi criado para facilitar o estudo do comportamento dos gases quando submetidos a determinadas condições de temperatura e pressão. Apesar do gás perfeito/ideal não existir, ele permite estudar outros gases, que desenvolvem um comportamento aproximado da condição ideal.

No cristianismo, o modelo perfeito/ideal a ser seguido pelos cristãos existe e é real, ele é Jesus Cristo, o Filho de Deus, o nosso sumo pastor (Hebreus 4:14). E aqui o modelo de perfeição funciona exatamente como na ciência, pois, não importa o quanto homem se esforce, ele jamais alcançará a excelência de Jesus, mas pode e deve tentar chega mais perto possível da condição ideal.

Deus é justo, sonda as mentes e corações (Salmos 7:9), portanto, Ele conhece plenamente a natureza, a capacidade e também a limitação do homem, e vai muito além, pois, ele conhece a cada um de nós, por isso, reconhece e valoriza todo o nosso esforço, por menor que seja, mas praticado com sinceridade no sentido de agradá-lo e tentar nos aproximar do modelo perfeito que é Jesus, tomemos o exemplo oferta da viúva pobre, uma pequena oferta, um grande ato devido a sinceridade. E é o próprio Deus, por graça, que nos aperfeiçoa e fortalece (1° Pedro 5:10) durante a nossa jornada, Jesus, também por graça, nos justifica por nossas imperfeições e supre nossas deficiências.

E para saber sobre Aquele que é o modelo a ser imitado (1° Coríntios 11:1), inevitavelmente, temos que examinar a Bíblia, pois, é ela que fala Dele (João 5:39), não por acaso, a Bíblia, que é a Palavra de Deus (2° Timóteo 3:16-17), também é a regra de fé e conduta dos que servem a Deus. Erramos feio quando não nos aplicamos em conhecer as Sagradas Escrituras, pois, é isto que nos faz errar e não nos permite enxergar o quão longe estamos do querer de Deus e do modelo perfeito, que é Jesus.  

E quando aprendermos sobre Jesus ouvindo o que falam sobre Ele, temos o dever de verificar se o que é dito procede, pois, existem os falsos mestres (1° João 4:1), por este motivo o apóstolo Paulo recomendou a congregação que examinasse as coisas que ele dizia  (1° Coríntios 10:15). Não se pode esquecer que quando um cego conduz outro cego ambos podem cair no abismo (Lucas 6:39).

Ao recorrermos a Bíblia para aprender sobre a pessoa de Jesus, descobrimos que o seu AMOR não tem fim, sem sermos merecedor deu sua vida por nós (1° Pedro 2:24), amou e nos ensinou a amar os nossos inimigos (Mateus 5:43), mostrou uma enorme capacidade de PERDOAR, mesmo quando foi torturado, humilhado, ofendido e morto (Lucas 23:34), perdoou até mesmo aquele que o abandonou (Lucas 22:60). Aprendemos também sobre BONDADE e COMPAIXÃO, principalmente, para com os pobres, oprimidos e pecadores (João 8:11), muitos foram curados; aprendemos a ser bondosos sem qualquer tipo de discriminação (Lucas 10, 25:37), no episódio da morte de Lazaro, aprendemos a sermos solidários  com o sofrimento alheio. Jesus sempre foi COERENTE, praticava aquilo que pregava, em tudo procurou agradar a Deus. Ele também é INTELIGENTE, sempre pensou antes de agir, por isso, sempre respondeu com sabedoria. Em tudo foi HUMILDE e ao invés de ser servido mostrou a importância de servir (João 13:4). Tudo o que fez foi sem segundas intenções, em OBEDIÊNCIA a Deus (Hebreus 2:10).

Os homens são imperfeitos, por isso, não sevem de modelo para outros homens, conforme está escrito: não há um justo sequer na face da Terra (Romanos 3:10), todos pecamos (1° João 1:10). Lógico que enxergamos noutras pessoas qualidades cristãs que podem e devem ser imitadas, mas não nos esqueçamos que o único modelo perfeito é só Jesus, lembre-se que até mesmo os apóstolos, que estavam juntos Jesus, eram imperfeitos e reconheciam isto (Filipenses 3:12).

Constantemente homens e mulheres ignoram Jesus como sendo o modelo perfeito e depositam a sua fé e confiança em homens que são tão falhos quanto eles, também se esquecem que o único caminho que leva a Deus é Jesus Cristo (1° Timóteo 2:5), também depositam a confiança em instituições, se esquecem que a igreja somos nós (1° Coríntios 10:17) e os prédios/denominações são apenas os espaços onde a verdadeira igreja (nós) se reúne para juntos louvar e adorar a Deus, e que por serem criadas e geridas pelo homem, ela é da mesma forma sujeita a erros,  por isso, quando se deparam com os erros dos homens, principalmente daqueles que estão a frente das instituições, se decepcionam de tal modo que se rebelam contra a fé, se afastam da igreja (templos) e/ou mantém uma espiritualidade particular sem interação social ou com instituições.

Se nos esforçássemos para de fato amar ao próximo, reconhecêssemos que cada um de nós somos míseros pecadores, que por mais que nos esforcemos nunca seremos perfeitos, como é Jesus, talvez, julgaríamos menos os nossos irmãos, ou julgaríamos com menos rigor, agiríamos com bondade e compaixão para com todos, condenando menos e perdoando mais, consequentemente, nossos atos não seriam desmentidos por nossas atitudes, seríamos mais humildes, trataríamos todas as situações com mais inteligência e não seríamos tão impulsivos.

Enfim, nos decepcionaríamos menos com os homens e não nos afastaríamos da igreja (templo) e da fé por motivos errados, ou seja, adotar modelos sabidamente imperfeitos (homens) em detrimento do modelo perfeito (Jesus).
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A igreja de Jesus

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Anos atrás, motivado pela rivalidade denominacional existente entre membros de diferentes instituições  escrevi aqui no blog sobre A Igreja de Deus  com o intuito de fazer alguns entender que a igreja de Deus somos nós, o templo do Espirito Santo.

Sete anos após a primeira postagem sobre o assunto noto que muitos evoluíram neste quesito, e compreendem perfeitamente o que é igreja, mas ainda há muitos que não são capazes de entender, por isso, se digladiam e se atacam nas redes sociais.

Hoje, retomando o assunto, agora com o título A Igreja de Jesus, supondo que muitos já sabem que a igreja somos nós, a intenção é estimular a reflexão, principalmente, daqueles que travam batalhas em nome de suas denominações, sobre a maneira como temos sido igreja. 

Apenas para relembrarmos, igreja de Jesus não é um prédio, uma instituição constituída sob um número de CNPJ, um nome registrado no Instituto Nacional de Marcas e Patentes, um lugar onde vamos para conviver com os irmãos na fé, uma organização não governamental que realiza aquilo que os governos se omitem, um lugar que frequentamos para resolver nossos problemas.

Então, o que é a igreja de Jesus?

A igreja de Jesus são as pessoas que reconhecem Jesus como Senhor e salvador, a igreja de Jesus procura imitar os passos do Mestre, por isso, a presença de Jesus torna-se visível no mundo.

A igreja de Jesus promove uma espiritualidade saudável, íntegra e vigorosa tendo Jesus como centro.

A igreja de Jesus tem um compromisso com a missão de Deus e trabalha para o bem do mundo.

Por isso, não briguemos por placas, os templos são apenas os espaços onde a igreja de Jesus, que são pessoas, se reúnem para louvar e adorar a Deus.

Você tem sido igreja de Jesus? Suas ações fazem que as marcas de Jesus sejam vistas pelo mundo? Você tem promovido uma espiritualidade saudável ou tem oprimido e atacado ao teu irmão e sua crença? Seus atos tem contribuído para os planos de Deus e o bem do mundo?
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sábado, 17 de dezembro de 2016

A árvore e o ramo

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O testemunho de Louis Francescon, um dos fundadores da Congregação Cristã no Brasil, intitulado "Resumo de uma ramificação da Obra de Deus, pelo Espírito Santo, no século atual", publicado em 1942, em Chicago, e traduzido pela igreja brasileira, é uma das poucas publicações que são próprias da denominação, e que assim como hinário, também é disponibilizada aos membros.

Ao que se sabe, pelo menos até o ano de 1958, quando a publicação estava em sua terceira edição, o título original foi mantido. Não sei precisar exatamente quando houve a alteração do título, mas fato é que a publicação de 2002 tem o título "Histórico da Obra de de Deus, revelada pelo Espirito Santo no século passado"

Vale lembrar que no ano de 1961, na assembleia anual de ensinamentos, foi revogado o ensinamento de Franscescon que foi dado em 1932, em que consultado sobre o tema, ele orientou a igreja brasileira a reconhecer o batismo realizado por imersão por outras igrejas protestantes, e que além de respeitar essas igrejas, elas deveriam ser tidas como irmãs. O seu ensinamento estava alinhado com suas atitudes, vale lembrar que ele fez parte do movimento pentecostal da rua Azuza, do qual também participava Gunnar Vingren, fundador da Assembléia de Deus no Brasil, com quem o fundador da CCB duas décadas antes do ensinamento manteve relacionamento amistoso, onde eles chegaram a compartilhar testemunhos sobre o progresso da Obra no país.  

Fato é que o título da publicação do testemunho de Francescon foi alterado, e é uma alteração significativa, e já há tempos isso alimenta discussões entre os membros da denominação que procuram conhecer a história da sua igreja. Ainda a pouco, vi uma dessas discussões sobre o assunto, o que me motivou a refletir sobre o tema e escrever esta postagem.

Como certa vez bem escreveu o Hélio, a alteração mostra o ramo que virou árvore. E é sobre a árvore e o ramo que vou discorrer nesta postagem.


A ÁRVORE E O RAMO


As árvores são como qualquer ser vivo, elas nascem, crescem, se reproduzem e depois morrem. 

Existe diferença entre ser uma árvore ou ser um simples ramo dela. A árvore é formada pela raiz, pelo tronco, pelos ramos e pela folhas. Todas as partes da árvore, sem exceção, são fundamentais para sua existência, cada uma tem sua função especifica, nenhuma se sobrepõe.  

A raiz é responsável por extrair do solo a água e os nutrientes, o tronco é responsável sustentar a árvore e também conduzir os nutrientes e a água por toda a planta, os ramos são responsáveis por abrigar as folhas que são responsáveis pela realização da fotossíntese e também as flores e os frutos que são responsáveis pela reprodução da planta.
       
O tempo de vida de uma árvore depende da sua espécie, algumas vivem apenas algumas décadas, enquanto outras podem viver mais de 3000 anos. Elas também crescem em ritmo diferente, enquanto no Brasil o Eucalipto leva cerca de 6 anos para atingir o tamanho ideal para ser colhida para a ser utilizada na fabricação de papel ou transformada em móveis, nos Estados Unidos ou na Europa o Pinus demora 35 anos para a árvore poder ser utilizada para a mesma finalidade.

Quase 95% das sementes produzidas por uma árvore morrem antes de germinar, das que germinam apenas 5% sobrevivem por mais de um ano. Inúmeros fatores provocam a morte dessas árvores, como por exemplo a falta de água, o solo pobre, o vento forte, a mudança brusca de temperatura.

A sabedoria é a "árvore de vida para os que a alcançam, e felizes são todos os que a retêm" (Provérbios 3:18), é verdade que existe uma variedade grande de árvores, mas no jardim de Deus elas não são rivais (Ezequiel 31:8).

Existem árvores cujo os frutos são comestíveis e saborosos, mas existem árvores cujo os frutos não servem para alimentar, pois, são venenosos. Logo, faz toda a diferença estar junto com os demais ramos em Jesus que é o tronco da videira verdadeira cultivada por Deus (João 15:1). 

Estar noutra árvore pode ser tóxico e significar a morte, ou simplesmente dar outros tipos de frutos, ou por  "acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? (Tiago 3:12).    

E para que não haja dúvidas sobre o que  somos nesta árvore, disse Jesus: "Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer" (João 15:5).

Uma certeza temos: nossa vide não será estéril, assim diz o Senhor dos exércitos (Malaquias 3:11).

Até podemos optar em ser a própria árvore ao invés de ser um humilde ramo na videira, e ser parte daqueles 5% das sementes que sobrevivem a mais de um ano após te brotado, mas neste caso nossa existência será limitada, pois, somente a videira verdadeira é eterna, assim, certamente nasceremos, cresceremos, daremos frutos, mas um dia certamente morreremos.

Sendo um ramo da videira verdadeira, somos cultivados por Deus, nutridos e sustentados por Jesus Cristo, o tronco que não se enverga com o vento forte, a árvore que não perece quando o solo pobre, seco ou a temperatura é hostil.

Certeza temos que Jesus Cristo é a videira verdadeira e Deus o lavrador, e que os ramos desta videira só produzem frutos se estiverem ligados ao tronco, assim, separados do tronco da árvore que dá vida que nos permite dar frutos, morremos e não passaremos de galhos secos.

Melhor mesmo, ser ramo, e estar ligado na videira verdadeira, o ramo que tem a pretensão de ser árvore acaba assumindo o lugar de ninguém menos que Jesus Cristo.

Um ramo sem raiz e sem tronco não se sustenta, nem se alimenta, consequentemente, não dará frutos, ou seja, o ramo por si só não sobrevive.
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Pregue o evangelho, não seja hostil

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Recentemente assisti ao vídeo de um pregador norte-americano, e ele disse uma grande verdade, numa frase de bastante impacto que me deixou muito pensativo e também me motivou a redigir esta postagem, ele afirmou: "não podemos pregar o evangelho e ser hostis ao mesmo tempo". 

Repassei na memória tudo aquilo que já ouvi e vivi dentro da igreja, e também tudo aquilo que observo no meio evangélico como um todo, e percebi que, infelizmente, muitas vezes o evangelho não foi pregado de maneira benevolente, com a pureza e a simplicidade que são inerentes a ele, mas foi "anunciado" sim de maneira bastante hostil. 

O mais triste é que isto não acontece por falta de conhecimento sobre as escrituras, temos homens e mulheres levando esta mensagem que entrelaça amor e hostilidade que são profundos conhecedores da Escrituras Sagradas, alguns deles capazes de traduzir a Bíblia a partir dos idiomas originais, eles também conhecem a história das religiões e sabem o quão cruéis elas foram em alguns momentos da nossa existência, mas tudo isto não é o suficiente para que eles não cometam os mesmos erros, ou erros ainda piores. 

Também não acredito que a hostilidade por parte de algumas igrejas, pregadores e ditos cristãos ocorra por falta de entendimento, pois, Jesus escolheu uma maneira bem didática para transmitir os seus ensinamentos: a parábola, ou seja, comparações que facilitam muito a compreensão do que é ensinado, até mesmo por pessoas com pouca ou nenhuma instrução. 

Ele também deu exemplos, deixando claro que a salvação é para todos e não por merecimento, que nenhum homem não é digno de julgar ao seu semelhante, que Ele é o caminho que leva a Deus, e anunciou pessoalmente as boas novas e o reino entre aquelas pessoas que os religiosos daquele época desprezavam e julgavam não serem dignas de adentrar a congregação e nem habitar na Sião Celestial. Exatamente como fazem também alguns nos dias atuais agindo como porteiros do céu.

Temos por hábito apontar o cisco no olho do nosso irmão e ignorar a trave diante dos nossos próprios olhos, ou seja, minimizar os nossos próprios erros e maximizar os erros dos outros. Também é muito comum pedirmos pelo perdão dos nossos pecados, mas sermos incapazes de perdoar, e mais sermos capazes de atirar pedras e condenar aos nossos irmãos em situação desfavorável, ainda que não sejamos tão corretos como gostaríamos de ser. 

E a hipocrisia impera porque muitas vezes dizemos que a Bíblia é a Palavra de Deus, mas somos mais obedientes a igreja e seus ensinamentos, ainda que estes ensinamentos contrariem que foi divinamente revelado e está explicito na Bíblia que jamais deveria ter uma só virgula alterada.  

A hostilidade existe porque dizemos da boca pra fora que a Bíblia é nossa regra de fé, mas não adotamos ela de fato como a nossa regra de conduta. 

A ignorância se perpetua e multiplica porque cada vez menos examinamos a escrituras que testificam o evangelho, e que foi escrita para nos instruir em amor, correção e justiça. 

Nossos passos se desviam dos caminhos da verdade e do Senhor quando a Bíblia deixa de ser luz para nossos pés e a guia dos nossos caminhos. 

Se Deus é amor, se Jesus é o príncipe da paz, se somos o templo do Espírito Santo, se anunciamos o Reino de Deus, se temos o compromisso de alcançar todas as criaturas, se de fato somos imitadores de Cristo, então, porque temos pregado o evangelho e sendo hostis ao mesmo tempo, diferente do que fez Jesus? Se a igreja não é uma galeria de santos, mas um hospital para pecadores, porque as portas delas não estão abertas para todos?  Se Jesus esteve entre todo tipo de gente e mandou anunciar a todas as criatura, porque escolhemos quem pode ser evangelizado? Se somos sábios, porque muitas vezes agimos como loucos? 

Enfim, pregue o evangelho, não seja hostil!
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sábado, 4 de junho de 2016

Blog do Mario também acessível em LIBRAS

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A partir de hoje os conteúdos do Blog do Mario  se tornam mais acessíveis a comunidade brasileira de surdos, através do Hand Talk os conteúdos podem ser traduzidos automaticamente para LIBRAS, a ngua Brasileira de Sinais. 

A tradução é feita pelo intérprete virtual, Hugo, personagem em 3D que torna a comunicação interativa e de fácil compreensão.  Para utilizar o tradutor, basta  clicar no ícone Hand Talk no canto da página do blog e ativar o tradutor. Daí em diante, todo conteúdo de texto selecionado pelo internauta é traduzido para Libras.
De acordo com o Censo 2010 do IBGE, o Brasil possui quase 10 milhões de pessoas com algum tipo de problema auditivo e, entre elas, uma grande parcela não compreende o português e depende exclusivamente do método Libras para se comunicar. No mundo, esse número ultrapassa 360 milhões de pessoas.
Desde sua criação, o aplicativo Hand Talk recebeu prêmios no Brasil e exterior.  A solução foi eleita entre mais de 15 mil aplicativos de mais de 100 países como o melhor app social do mundo, no WSA-mobile, evento organizado pela ONU (Organização das Nações Unidas).

INFORMAÇÕES IMPORTANTES
- A utilização do termo sudo-mudo é incorreta, o certo é apenas surdo.
- A Libras NÃO é Derivada do Português!
- A Libras e o Português possuem estruturas de comunicação totalmente distintas.
- Crianças ouvintes aprendem a Língua Oral de forma semelhante as crianças surdas aprendem a língua de sinais.
- A Língua de Sinais é considerada a língua natural dos surdos.
- A Língua de Sinais NÃO é Universal!
- As Línguas de Sinais NÃO Foram Inventadas pelos Ouvintes!
- As Línguas de Sinais NÃO se Resumem a Gestos, Mímicas e Pantomimas!
 - As Línguas de Sinais têm a mesma capacidade de expressão que as Línguas Orais!
- As Línguas de Sinais são TÃO Conceituais QUANTO as Línguas Orais!

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domingo, 22 de maio de 2016

Problemas de relacionamento amoroso

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Caro Mario, 
Outro dia assisti a um vídeo sobre dificuldades amorosas pela ótica do espiritismo no qual o apresentador afirma ser possível que as origens dos problemas amorosos podem estar relacionados a vidas passadas. Como os cristãos não creem na reencarnação, gostaria de saber baseado na Bíblia quais podem ser as origens dessas dificuldades amorosas e também por que algumas pessoas dão sorte nos relacionamentos enquanto outras não. 
Atenciosamente, 
Jovem



Não acho que nossas histórias estejam escritas nas estrelas, por isso, não buscarei uma justificativa astrológica, relacionada aos signos, ao universo cósmico ou então problemas cármicos de origem reencarnacionista, para teu questionamento, também acho difícil encontrar na Bíblia uma resposta especifica  para a questão de problemas de relacionamento amorosos, pois, a Bíblia, que é escritura sagrada para os cristãos, é um livro de conteúdo histórico que narra desde o surgimento do mundo, até o ministério de Jesus e o surgimento da igreja primitiva, além disso é também um livro de leis, de moral, de sabedoria, profecia, por tudo isso ela é adotada como regra de fé pelos cristãos.

No mundo somos aproximadamente 7 bilhões de pessoas, portanto, grandes são as probabilidades de encontramos uma pessoa para nos relacionar, para isso, basta estamos dispostos e nos permitir viver esta experiência.

Assisti ao vídeo que você apontou, concordo em uma coisa com o palestrante, nós vivemos em um mundo físico, e acrescento que somos de carne e osso, e embora sejamos racionais e tentemos ser espirituais, também temos um instinto animal, portanto, ao invés de buscarmos respostas espirituais para problemas de relacionamentos amorosos, devemos fazer uma autocrítica, quem sabe consultar um especialista, como por exemplo um psicólogo ou um psicanalista, pois, as vezes apenas somos inseguros, algumas vezes nos auto-sabotamos, outras vezes temos traumas que precisam ser superados, sentimos medo de ser rejeitado, nos relacionamos com as pessoas erradas, etc.

A nossa autocrítica também deve envolver questões como aparência, higiene e comportamento, enfim temos de fazer um exercício de autoconhecimento, trabalhar a nossa auto-estima, pois, ninguém irá nos amar se nós mesmos não nos amamos,  mas não ame-se demasiadamente, ego muito elevado, narcisismo exagerado podem ser obstáculos que impedem que os  relacionamentos evoluam. 

Por exemplo, lá pelo ano de 2005 fiz uma autocrítica, percebi que eu  tinha muitas qualidades, mas eu tinha um semblante sempre sério e fechado, quem não me conhecia sentia medo e não se aproximava de mim, mas quem já me conhecia e era próximo, sabia que era apenas cara feia e um jeito caipira de ser, essas pessoas sabiam exatamente quais eram as minhas qualidades, o quanto sou prestativo com as pessoas que fazem parte do meu circulo de amigos, e elas me admiravam pelas minhas qualidades. Eu tinha outro problema, achava que o certo era o certo, por isso, falava tudo o que eu acreditava ser certo na lata e sem medir as consequências, e isso passava um ar de arrogância e/ou podia machucar as pessoas, foi quando aprendi que as vezes as pessoas não estão resistindo ao que está sendo dito por nós, mas sim a maneira como falamos, então, melhorei esse meu aspecto, mudei pra água para o vinho, passei a me relacionar melhor com as pessoas no trabalho, na faculdade, na igreja... Me tornei popular e querido por todos, pois, permiti que as pessoas enxergassem o verdadeiro Mário que havia por detrás da cara amarrada. 

Quando digo que na autocrítica temos que avaliar a questão da aparência, não estou afirmando que uma pessoa que se julgue esteticamente feia, ou que não se enquadre em determinado modelo de beleza não irá encontrar sua "metade da laranja", a física nos revela que os opostos se atraem, ou seja, uma pessoa feia e uma pessoa bonita podem perfeitamente namorar, a beleza está nos olhos de quem vê, a beleza também não é só física e/ou aparente, e há gosto pra tudo. 

Quem está buscando um(a) namorado(a),  dentro das suas possibilidades, deve cuidar da aparência, praticar higiene e procurar tem boa convivência com todos, e ter como objetivo se tornar atraente, interessante e ser uma boa companhia, pois, nós não sabemos quando estaremos diante daquela pessoa pela qual além da atração física o nosso coração também pulsará mais forte. 

Amar não é uma tarefa fácil, se fosse fácil um dos principais mandamentos de Jesus não seria "amará o teu próximo como a ti mesmo" (Mateus 22:39), e também o apóstolo Paulo não teria alertado/instruído que "o amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (1° Coríntios 13:4-7). 

O cristão, por mais religioso ou espiritualizado que seja, é um ser humano como outro qualquer, por isso, numa certa idade ele sente a necessidade biológica de arrumar um companheiro(a) e deixar a casa de seus pais para se unir a outra pessoa em matrimônio (Marcos 12:7), quando digo matrimônio não me refiro apenas ao ato de casar e constituir família, mas também á satisfação sexual, afinal, faz parte da nossa natureza, é uma questão hormonal, é natural, faz bem e foi criado por Deus. 

Não serei hipócrita em dizer que a beleza não influencia na escolha da pessoa com quem pretendemos passar o resto da nossa vida, mas ela não dever ser determinante, pois, a beleza é momentânea e o futuro do belo(a) também é imprevisível, "o homem vê o exterior, o SENHOR, o coração" (1° Samuel 16:7), o feio pode ficar bonito com o passar do tempo, e o bonito pode ficar feio, existem outros atributos que são importantes, principalmente se somos cristão e buscamos uma pessoa cristã para nos relacionar. Também existem pessoas que fazem escolhas pelos motivos errados, como por exemplo a questão financeira, status social, influência, poder, etc. 

Há um tempo determinado por Deus para todas as coisas (Eclesiastes 3:1), se é o desejo do teu coração ou é uma necessidade sua neste momento encontrar uma pessoa para amar e que também te ame, ore a Deus por isso,  pois, “tudo quanto pedimos em oração, crendo, receberemos” (Mateus 21:22), mas esteja consciente de que só receberemos quando for chegado o tal do tempo determinado, pois, independente das nossas vontades, o que sempre ocorre em nossa vida é a vontade de Deus, tal como, citado na oração do Pai Nosso.

Sei que as vezes nos falta paciência para esperar, mas o apreçado é aquele que come cru. Esperar não significa se acomodar,  enquanto estiver aguardando, utilize o tempo para se preparar física, mental, espiritual, sentimental e financeiramente. Pratique esportes, pois, faz bem para o físico e a saúde, estude para ter uma profissão, louve a Deus e lance teu pão sobre as águas, trate seus conflitos, elimine os seus traumas, trabalhe e batalhe por uma carreira, pois, quem casa quer casa.  

Esperar em Deus a preparação daquela que será a sua mulher não significa que a "entrega" será em domicílio, e nem que você não precise se esforçar, é necessário que você saia de casa e busque pela amada, é o velho ditado "quem procura acha", vá aos lugares nós quais pode encontrar uma pessoa alinhada ao perfil desejado por você, sendo você um cristão, a igreja é um bom lugar, mas outros lugares também são possíveis, procure escolher pessoas que tenham os mesmos projetos de vida e acreditem nas mesmas coisas, alguém que realmente vai somar à sua vida. Tenha critérios de seleção, mas não seja exageradamente seletivo, quem muito escolhe com o tempo acaba sendo escolhido. 

Raciocine comigo, para sintonizar uma estação de rádio, antes é necessário que ajustemos a freqüência para captar o sinal, se você orar a  Deus, buscar pela sua amada, estiver disposto e se permitir relacionar, então, logo alguém que estiver na mesma sintonia irá captar o seu "sinal" e tudo vai fluir conforme tem que ser. 

Não se esqueça que o nosso tempo não é o tempo de Deus, Abraão esperou muitos anos para ser pai e isto não abalou sua confiança em Deus e nem fez com que ele deixasse de tentar ser pai, Jacó esperou 14 anos pela sua amada, ambos foram atendidos e ficaram felizes com o que Deus preparou.

Enfim, não acho que problemas de relacionamento amorosos sejam uma questão de sorte, muito menos de ordem espiritual, é uma questão de autoconhecimento, é uma questão de se doar, é uma questão buscar, de se permitir, de se arriscar, de tentar, de errar, de aprender com os erros, afinal, ninguém nasce sabendo. Não existem casais que dão certo ou tem sorte no amor, existem sim casais que se amam, que brigam e depois fazem as pazes, que sofrem mas também se alegram juntos, onde os dois cedem de vez em quando, onde os dois se doam um ao outro, se respeitam, se ajudam... tudo suportam e enfrentam. 

Se o seu objetivo é encontrar a pessoa amada, se faça as seguintes perguntas:


- O que tenho feito para alcançar este objetivo?

- O que preciso fazer para alcançar este objetivo?
- Como colocarei em prática o que precisa ser feito para eu ter êxito nesta busca?
- Qual o perfil da pessoa que me interessa?
- Onde encontro esse tipo de pessoa?
- Tenho ido aos locais que as pessoas que me interessam frequentam?
- O que já deu certo nos meus relacionamentos anteriores?
- O que não deu certo nos meus relacionamentos anteriores?
- Quais foram os meus erros e meus acertos?
- O que precisa ser diferente no meu próximo relacionamento? 

Pode ser que ao responder estas perguntas, outras surjam, procure responder a todas com franqueza.


Ore a Deus, acredite e vá a luta!


Fraterno abraço,


Mario
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domingo, 15 de maio de 2016

Revelamentos e desrevelamentos

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Esta postagem reflete um pouco das minhas observações e experiências exercendo a minha fé e espiritualidade ao longo da minha existência. 

Quando passamos a frequentar uma igreja, seja ela qual for, muitas das nossas pré-concepções sobre a fé e sobre a igreja, não me refiro especificamente a nenhuma delas, mas sim genericamente a qualquer instituição criada pelo homem para administrar a fé de acordo com suas próprias interpretações/convicções, afinidades, liturgias e formalidades, acabam sendo abaladas. 

Muitas das nossas concepções ruem, algumas delas de modo irremediável, outras se transformam ou se complementam. 

Quando experimentamos o vigor espiritual comum nas primeiras pisadas na jornada da prática da fé, desejamos que todos a quem amamos tenham a mesma experiência e também sejam agraciados, por isso, anunciamos sem cessar e fazemos de nós mesmos, o tempo todo, em todo lugar, testemunhas vivas desse Deus vivo que resgata, regenera, transforma e salva, algumas pessoas chegam a ser inconvenientes de tão intensas e insistentes que são.  

Nos sentimos valentes para enfrentar toda e qualquer situação espiritual, pois, nos sentimos cheios do Espírito Santo e protegidos pela espada da justiça e o capacete da salvação. Defendemos a nossa crença com ousadia e valentia, pois, existe uma fé inabalável na Bíblia, que é a Palavra de Deus, acreditamos veementemente que estamos no caminho certo e outro caminho não há. 

Também acreditamos que assim sempre será, pois, se estamos imitando a Cristo nosso Senhor e salvador, se estamos cercados de homens e mulheres de Deus com o mesmo desejo sincero de servir e louvar a Deus fazendo o bem, se a Bíblia é lampada para nossos pés e luz para nossos caminhos, se temos um desejo puro de servir a Deus, então, não haveria de ser diferente. 

Mas para nossa surpresa, quando o tempo passa, a empolgação diminui e a fadiga chega, nos deparamos com a nossa própria realidade, e também a realidade da igreja. 

Descobrimos que igreja não é uma galeria de santos, mas que ela é um hospital para pecadores exatamente como você é, como eu sou, também como é o irmão, ou a irmã que senta ao lado, a frente, e também atrás, ou então, aquele que está no púlpito. 

Algumas vezes temos a sensação de que estamos parados diante de uma encruzilhada e que ambos os caminhos parecem ser coerentes, e ao estudar a história da igreja(s) veremos que a sua história está repleta de eventos como este, e o que era no passado hoje já não é mais, assim descobrimos que houve revelamentos e "desrevelamentos" a cerca do mesmo assunto, que as convicções e crenças dos crentes e das igrejas mudam ao longo do tempo, e que  na verdade a fé e a igreja não são constantes... o homem muda, a igreja muda, somente Deus é que permanece. 

Enfim, nada sabemos sobre os mistérios de Deus e da fé, o novo não é mais importante do que a tradição, vice-versa, por isso, é melhor que não julguemos, é bom que roguemos a Deus por sabedoria e entendimento a nós e aos outros. 

Não existem crentes superiores a outros crentes, não há igrejas melhores do que outras igrejas, podemos aprender uns com os outros, a igreja é errante porque nós somos errantes, assim é, assim sempre será, pois, perfeito é só Jesus Cristo, o filho de Deus.

Tudo muda, tudo passa... e que nossas mudanças sejam sempre para melhor... que a nossa jornada na fé e que nossa permanência na igreja contribuam para nos tornar  melhores e não piores, se presenciar e escutar algo que não seja bom, retenha apenas aquilo que é bom, seja diferente, que seu caminhar, teus exemplos, sejam o testemunho das boas novas que regenera, transforma e salva. 
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quinta-feira, 31 de março de 2016

A prisão sem muros

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Nem toda prisão tem muros!

Nos últimos anos tenho tido contato com muitas pessoas que estão desapontadas com sua igreja em alguns aspectos, mas não conseguem deixá-la para congregar noutra denominação. Diversos são os motivos para continuar, as alegações mais comum são: 
  • Nasci e cresci dentro desta igreja; 
  • Toda a minha família pertence a esta igreja;
  • Meus amigos estão todos nesta igreja;
  • Tenho cargo/ministério na igreja;
  • Será que consigo me adaptar em outra igreja?
  • Será que serei feliz em outra igreja?
Não raramente, quando os desapontados começam a criticar erros doutrinários ou condutas de ministros, logo alguém diz coisas do tipo:

  • Todas as instituições possuem suas regras;
  • Ninguém é obrigado a permanecer;
  • Os incomodados que se mudem!
Eu mesmo já fui um desses que não concordando com algumas atitudes e doutrinas estranhas procurei respostas diretamente nas Sagradas Escrituras, que deve ser e regra de fé e conduta dos cristãos, e eu me desapontei ainda mais com a minha igreja na época, pois, a Bíblia possui verdades que são libertadoras.

Na época em que descobri que embora minha igreja tivesse muitas qualidades ela não era perfeita, também vi que outras igrejas que não tinham os mesmos defeitos possuíam outros defeitos, e logo cheguei a conclusão de que não existem igrejas perfeitas, existem igrejas maduras, e que as igrejas são instituições fundadas e geridas pelo homem, e sendo o homem imperfeito seria impossível que a sua instituição e criação fosse perfeita e justa.

Decidi permanecer na igreja, mas consciente da minha condição de miserável pecador, tão imperfeito quanto minha própria igreja, procurei aplicar em mim as mudanças que esperava ver na igreja, eu tinha a utopia de pelo exemplo provocar algum tipo de transformação, continuei obediente e respeitoso aos ministros e a instituição, nem questionamentos cheguei a fazer, nem mesmo quando minha alma perdia a paz ao ver vez ou outra uma heresia sendo pregada de cima do púlpito e a igreja vibrando em êxtase. 

Mas chegou o dia em que comecei achar que os muitos anos naquele lugar, os muitos amigos que eu tinha ali e ter que honrar meu cargo não eram motivos suficientes para eu permanecer naquela igreja, pois, eu estava numa igreja que tinha linhagem de pregação meramente profética e aquilo não alimentava minha alma e nem edificava meu espirito, minha alma tinha fome e não se alimentava.  Então, decidi conhecer outras denominações, em todas elas fui muito bem acolhido, e a primeira surpresa que tive, logo na primeira visita que fiz a outra denominação evangélica, foi ver que mentiram pra mim, e que Deus age e fala sim com seus filhos em outra denominação, outrora tinham me ensinado que "pão quentinho" na guia do Espírito Santo era servido só naquela denominação, e que nas outras denominações com suas teologias de seminário só serviam pão requentado.

O meu processo de transição levou quase dois anos, e não foi nada fácil, usei todos os argumentos que listei acima no inicio desta postagem e outros mais, fiquei com os pés em duas canoas neste período, ia aos cultos de outra denominação que alimentava minha alma e edificava meu espírito nos sábados a noite, e frequentava os cultos matinais nos domingos pela manhã para cumprir as formalidades do cargo que eu possuía na minha antiga igreja. Até que tomei uma decisão e decidi ficar de vez onde eu tinha paz de espírito e não me indignava com pregações sem respaldo bíblico.

Parece ser verdade os argumentos de que ninguém é obrigado a ficar numa denominação em que discorde dela ou não se sinta bem, por isso, os incomodados é que se mudem. Mas não é bem assim, muitos não conseguem deixar a denominação e servir a Deus em outro lugar porque as heresias ensinadas por elas são uma espécie de prisão de sem muros.

Assim como pelos motivos errados eu um dia permaneci num lugar que não me agregava nada, ainda vejo pessoas vivendo a mesma experiência, eis os motivos que fazem com que elas fiquem:
  • Muitos dos inconformados permanecem na igreja da qual discordam porque ela mesmo ao invés de ensinar que a fé em Jesus é suficiente para salvar o crente, ensinou que o seu batismo é que salva e que somente ela é o caminho estreito que ao céu conduz.
  • Muitos inconformados permanecem na instituição que agora criticam porque ela mesmo ao invés de ensinar que a graça de Deus nos basta e que isto nada tem haver com igrejas, a instituição se intitulou e autoproclama como sendo a própria graça. 
  • Muitos dos inconformados permanecem na igreja qual não mais gostariam de estar, porque ao invés de serem ensinados a se relacionar diretamente com Deus e que não conquistamos a salvação por nosso esforço ou mérito, foram condicionados a substituir esse relacionamento íntimo com Deus por um conjunto de regras que a própria igreja criou e que apenas ela segue, por isso, no início a pessoa se sente um peixe fora do aquário em outra igreja.
É muito simples mandar os incomodados se mudarem, mas não é algo tão fácil para os inconformados mudarem, afinal, as heresias são muito danosas em termos espirituais e psicológicos, mesmo diante da libertadora verdade bíblica é difícil se desvencilhar de algumas crenças, afinal, durante anos você foi doutrinado que muitos se perderam no caminho por estudar a Bíblia, pois, a letra os matou, e também que somente o que é dito no púlpito daquela igreja é integralmente revelado por Deus, e que questionar a pregação ou pregador é o equivalente a  blasfemar contra o Espírito Santo. E quem é que quer contrariar a Deus?

Escrever este relato não significa que eu não seja capaz de reconhecer as qualidades da denominação qual já frequentei e deixei, nem que esqueci as coisas maravilhosas que vivi ali, e nem que não aprendi boas coisas que produzem frutos até hoje, e muito menos que acho que a igreja qual frequento hoje seja superior a ela... Escrever estas coisas significa apenas que amadureci, que avaliei tudo o que ali ouvi, mas retive apenas o que era bom, que fiz e hoje continuo fazendo isso.

Fraterno abraço!

Mario
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Sobre a língua dos anjos

2 comentários
É muito comum no meio evangélico de vertente pentecostal escutar um tal de "falar e língua dos anjos", mas isso é coisa de crente preguiçoso que não lê a Bíblia, e se deixa embalar pela canção (Monte Castelo) cantada por Renato Russo, que se inicia com o primeiro versículo de 1° Coríntios 13, e depois segue com a poesia do autor.

Na Bíblia o termo "língua" no sentido de idioma falado aparece 56 vezes, porém, nenhuma destas citações trata especificamente da língua dos anjos sendo praticada pelos próprios anjos e muito menos pelo homem.

A citação de 1° Coríntios 13:1, em que Paulo diz: "ainda que eu falasse a LÍNGUA dos homens e dos ANJOS, mas não tivesse o amor, seria como o metal que soa, ou como o sino que tine", dá a entender sobre a existência de uma linguagem especifica dos anjos.

Em Marcos 16:17 é dito:  "Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas", o que de fato ocorreu conforme relatado em Atos 2:4, vejamos: "E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem", o que novamente se repete quando Pedro vai a Cesaréia (Atos 10:46), e também quando Paulo pregou em Éfeso (Atos 19:6), posteriormente, Paulo explicando sobre os dons do Espírito Santo falou sobre o dom da variedade de línguas (1° Coríntios 12:10), mais adiante sinalizou que o dom da profecia é superior o dom de línguas, pois, quem fala em línguas edifica a si mesmo e não a igreja (1° Coríntios 14: 4-5).

A manifestação em línguas, ou glossolalia como dizem os estudiosos, é um fenômeno que ocorre desde as primícias do cristianismo, é algo relacionado a variedade de idiomas conhecidos, não tem qualquer relação com a tal língua dos anjos, como vimos acima a Bíblia não mostra nenhuma vez tal linguagem sendo praticada nem por anjos e nem por homens.

É importante destacar que Paulo explicando sobre os dons do Espirito Santo também falou sobre a importância de haver interpretes na igreja para o que se diz noutras línguas, para que a igreja também seja edificada, isto raramente ocorre nas igrejas em que a glossolalia ocorrem atualmente, o que permite que muitas pessoas por vaidade possam fingir um dom que não possuem.

Enfim, aqueles que estão dentro de uma igreja evangélica de linhagem pentecostal, não devem se torturar por não manifestar em línguas, apesar dos anjos terem uma linguagem própria e o homem não conhecê-la, note que na Bíblia diversas vezes os anjos se comunicaram com os homens e não houve problema para a compreensão daquilo que era dito, isto sem a necessidade de intérpretes, com isso quero te dizer: Deus te compreende no seu próprio idioma.

Busque o dom do amor, como disse Paulo, e como copiou Renato Russo, ainda que você fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver o amor de nada adianta, a Bíblia também esclarece que: "Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios" (1° Coríntios 14:2).
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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Julgue sem moderação

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Julgar é uma atividade inerente ao ser humano, está presente em praticamente todas as etapas de nossas vidas.

O julgamento está associado ao ato de avaliar, ou seja, ao ato de atribuir valor ao que está sendo avaliado, do latim a-valare (dar valor).

É inevitável falar de julgamento e não falar de justiça, afinal, espera-se que quando exista um julgamento o mesmo seja feito com justiça, ou seja, de maneira equilibrada, dentro dos limites da razoabilidade e imparcialidade. A justiça é um conceito abstrato que se fundamenta no direito, na filosofia, ética, moral e também religião.

Na igreja também é comum fazermos julgamentos dos nossos irmãos, embora sejamos orientados pelas Sagradas Escrituras a não julgar o próximo (Mateus 7:1), saibamos que não temos autoridade para julgar ao pecador (Romanos 14:4) e também sejamos conscientes que que há um só legislador e justo juiz (Tiago 4:12)

O exemplo claro de que o homem nem sempre é sábio, justo, equilibrado e imparcial em seus julgamentos é o caso da mulher adultera (João 8:1-11), sem a intervenção de Jesus a mulher teria sido apedrejada pelos hipócritas. Além de nos ensinar algo importante sobre o julgamento esta passagem também nos ensina a sermos misericordiosos em nossos julgamentos. Já escrevi no blog Sobre Misericórdia (Clique no Link), mas sinteticamente quero dizer que devemos nos sensibilizar com a situação dos outros, e que ajudar alguém caído a se levantar é muito melhor tanto para quem está caído quanto para aquele que está ajudando quem está no chão a se reerguer. 

O objetivo desta postagem nem é falar do julgamento indevido que muitas vezes cometemos ou sofremos na igreja, muito menos falar das injustiças que assistimos passivamente e que lançam muitos num calabouço cruel, mas sim falar do julgamento qual a Bíblia nos recomenda que façamos sem moderação, que é julgar a pregação.

Somente julgando a pregação é que saberemos se aquilo que está sendo dito provêm de Deus, ou é fruto da carne, ou obra de falsos profetas (1º João 4:1), lembrando que o próprio Paulo nos recomendou que julgássemos as coisas que ele dizia (1 Coríntios 10:15), e que há uma recomendação explicita na Bíblia de que ignoremos qualquer coisa que exceda aquilo que está na escrito na Bíblia, ainda que seja dita por um anjo vindo do céu (Gálatas 1:8), ou seja, ainda que seja dito "Deus mandou lhe dizer..." ou "Deus me revelou...", a pregação não pode fugir às Escrituras, porque Deus não se contradiz.

Sejamos como os crentes de Beréia que recebiam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, como estavam sendo ensinadas (Atos 17:11).

E qual o critério/padrão para julgarmos a pregação? ... Simples, nada mais e nada menos que a Bíblia, que é a Palavra de Deus, pois, “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2° Timóteo 3:16-17).

Somente julgando a pregação segundo as Escrituras é que teremos condições de reter aquilo que é bom e descartar aquilo que não serve para edificação das nossas almas (1 Tessalonicenses 5.21).  

Nossos líderes religiosos são importantes no nosso processo de aprendizado, mas eles não devem ser a única "fonte de saber", pois, são as Escrituras quem testificam de Deus (João 5.39), e se a pregação deve ser julgada de acordo com os padrões estabelecidos na Bíblia, se não examinamos a Bíblia, então, não somos aptos a julgar a pregação, e se não somos aptos a julgar a pregação nos tornamos dependentes do, e é aí que mora o problema, pois, tudo que é dito, sendo verdade ou não, é assimilado e tido com palavra de Deus. E aí, um cego pode estar conduzindo a outros cegos. Devemos ser dependentes apenas do Criador, que é auto-suficiente e por meio da fé em Jesus Cristo nos concede a graça da salvação.

Não por acaso no passado a Igreja Católica desestimulava e proibia a leitura e interpretação da Bíblia por pessoas que não faziam parte do clero, também e não por acaso, algumas igrejas, principalmente as de vertente pentecostal desestimulam a leitura/estudo da Bíblia, pois, somente mantendo o povo ignorante é que é possível continuar a instituir e propagar heresias, ou garantir que a obediência irrestrita de seus fiéis.

Enfim procure conhecer as Escrituras, que é lâmpada para seus pés e luz para os seus caminhos (Salmos 119:105) para que o motivo para seus erros seja a falta de conhecimento sobre as Escrituras (Mateus 22:29) que foi criada justamente para nossa instrução e ensino.
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